A Sociedade Portuguesa de Arte Terapia quer fazer com que o tratamento seja acessível a nível nacional e através de um programa de preços reduzidos que vai ser apresentado sábado, em Lisboa, no VII Congresso Nacional de Arte Terapia.Através do Programa de Intervenção Psicossocial (PIPS), a Sociedade Portuguesa de Arte-Terapia (SPAT), que trabalha com a Arte-Terapia desde 1996, pretende divulgar a terapêutica como um novo caminho para tratar problemas do foro psicológico, recorrendo à criação artística em substituição da verbalização da terapia convencional. Com a criação deste programa, cujos preços são calculados com base no rendimento familiar e podem variar entre um pagamento simbólico e os 40 euros, a SPAT quer intervir junto de comunidades carenciadas, que de outra forma não teriam acesso à terapia.
No entanto, o PIPS está aberto a qualquer pessoa, porque tem como objectivo divulgar o que é a arte-terapia, como valência terapêutica e psicoterapêutica, alargando o funcionamento da Sociedade e o seu trabalho ao exterior.
O psicólogo e arte-terapeuta, João Bucho, explicou à agência Lusa que muitas das pessoas que se dirigem à SPAT estão "aborrecidas" com a terapia convencional, fartos de falar ou têm medo de verbalizar.As pessoas procuram ajuda a nível do desenvolvimento pessoal e conhecimento próprio e não são necessariamente doentes ou loucos.Hoje em dia, explicou João Bucho, a sociedade ensina-nos a bloquear, "a virar para dentro e encontram-se muitas pessoas com graus de grande inferioridade, fraca auto-estima e acentuado sentimento de desvalorização".
Acreditando que pode mudar esta situação, o indivíduo pode vir a reconhecer as suas fragilidades e começar a alterar o seu comportamento.
Os pacientes chegam às sessões de arte-terapia, além do contacto directo com a SPAT, através de centros de saúde, psicólogos ou psiquiatras e de arte-terapeutas formados para acompanhar crianças, adolescentes, adultos e idosos.A SPAT recebe, por exemplo, casos de crianças com défice de atenção, adultos com depressões ou idosos com doença de Alzheimer.
Para responder aos casos, a Sociedade tem um universo de arte-terapeutas muito eclético, que inclui médicos, professores, psicólogos e até um músico.Por enquanto, a actuação está centrada em Lisboa, na sede da SPAT, em Torres Vedras e existe uma arte- terapeuta no arquipélago da Madeira.
Há pessoas que apenas procuram a arte-terapia, numa abordagem superficial, pontual e sem interpretações; outras precisam da arte-psicoterapia, que tem como objectivo a transformação de um problema e que, por isso, obriga a um acompanhamento mais regular.Recorrendo aos mediadores artísticos - desenho, som, escrita, jogos, drama, colagens -, o arte-terapeuta estimula o paciente a expor aquilo que o perturba através da criação de uma obra de arte.
Um mediador, disse João Bucho, é "tudo aquilo que permite a exposição do 'Eu' interior, uma forma para a pessoa expressar as suas várias facetas".Quando se facilita a exposição do "Eu" com recurso à criatividade em detrimento da palavra, a tendência é para haver mais liberdade de expressão e de acção."A criação é como um espelho, um prolongamento de cada pessoa. Num desenho, todos os objectos representam alguma coisa, um estado de espírito no momento da criação", afirmou João Bucho.Seja uma criança ou um idoso, o terapeuta quer que o paciente "ouse brincar".
A relação terapêutica é diferente da convencional, porque incide basicamente num triângulo: o criador (o paciente), a obra de arte (o que ele faz) e o receptor da obra (o terapeuta).O paciente não tem de ser artista, nem a sua criação tem de obedecer a critérios estéticos, porque o valor está na exteriorização de uma marca pessoal, salientou João Bucho.
O arte-terapeuta funciona como um facilitador neste processo, ajuda a identificar os problemas, o que está mal e o que se deve mudar. A própria pessoa acaba por interpretar aquilo que fez.O terapeuta conduz o paciente na escolha do mediador artístico, ajuda no seu manuseamento, estimula a fantasia e a imaginação para obter uma resposta criativa.
"Nós acreditamos que se formos criativos, pensamos de uma maneira completamente diferente, de uma forma mais fértil e nova. Para nós ser criativo é questionar toda e qualquer premissa, desconstruir o antigo e construir o novo", disse João Bucho.
A duração do tratamento, dependendo do caso, pode ser de um a dois anos.A primeira referência à arte-terapia surge em 1945 no livro "Arte versus Doença", de Adrian Hill, um artista inglês.
Adrian Hill, numa altura em que se encontrava internado com tuberculose, passou o tempo a pintar, um passatempo que acabou por acelerar a sua recuperação. Depois de recuperar, a Cruz Vermelha britânica convidou-o a trabalhar nos hospitais como o primeiro arte- terapeuta remunerado.
O trabalho com arte-terapia em Portugal, no qual a SPAT foi pioneira, no Hospital Miguel Bombarda, foi iniciado na década de 90 com doentes de evolução prolongada.
Ao fim de um ano e meio foram quantificados os resultados e notou-se uma maior facilidade e abertura de comunicação.Nos casos de doentes de evolução prolongada confirmou-se uma maior aproximação com o presente, maior exposição e integração.São alguns destes casos que vão ser apresentados este fim-de-semana, dias 4 e 5 de Novembro, no VII Congresso Nacional de Arte-Terapia, que juntará no Instituto Português da Juventude, em Lisboa, mais de 200 pessoas da comunidade científica, incluindo arte- terapeutas, médicos, estudantes e assistentes sociais.
Durante os dois dias, centrados no tema "Aplicações Clínicas da Arte-Psicoterapia, os especialistas da Arte- Terapia vão apresentar, debater e partilhar casos da arte- psicoterapia com recurso a exemplos clínicos de várias origens, incluindo a experiência desenvolvida no Hospital Psiquiátrico e no PIPS.
Fonte:Lusa[Fim de Notícia]
Índice
- A Cura pela Poesia (2)
- Abordagem Antroposofica (4)
- Arte - Transpessoalidade - Transcendental - Espiritual (3)
- Arte e Desenvolvimento Holístico (2)
- Arte e Espiritualidade (1)
- Arte e Inclusão (7)
- Arteterapia direccionada para a Mulher (1)
- Arteterapia e Humanização (3)
- Arteterapia e Imagética (1)
- Arteterapia e Psicanálise (4)
- Conceito Terapia Artística / Arteterapia (14)
- Desmistificação da Arteterapia (1)
- Expressão Artístico-Literária (3)
- Mediadores de Expressão (1)
- Pedagogia da Arte (6)
- Perguntas e Respostas em Terapia Artística (2)
- Personalidades da História da Arte (1)
- Pintura Terapeutica (2)
- Terapia com Mandalas (10)
- Terapia pela Arte (29)
- Textos de Yasmin dos Anjos (3)
Pintura Gestual
Não existe verdadeira inteligência sem bondade.
Beethoven
ATRAVÉS da pintura gestual, o praticante adquire o estado de espírito ideal
e para isso não depende do materialismo. Durante a sua formação, desde a infância, ele é
condicionado (rotinas), mais parecendo um robô humano, tornando-se pessoa dependente em
tudo, o que o faz um ser sobressaltado, convivendo com o medo. Não é felicidade, é fazer de
conta que se é feliz ao possuir isso ou aquilo. É uma dependência e o prenúncio da
infelicidade. Ele age e reage quase que sem vontade própria, pouco usando seus atributos
emocionais e deixando-se conduzir por outros falsos da sua personalidade mal formada, o que
o deixa sempre vacilante e confuso. A busca da paz é estar bem consigo, com tudo e com
todos. É fundamental na pintura o viver aqui e agora. Num contexto subjetivo de percepção e
expressão o indivíduo se supera e consegue libertar bloqueios que facilitarão sua entrada num
estado de consciência superior.
Cada modelo criado representa uma elevação de consciência. São usados com o objetivo de levá-lo a um estado de integração com o universo. A sua leitura é interpretada pela intuição. Segundo Joan Kellog, quando foram iniciados alguns testes de pinturas em 1976, descobriu-se um valor muito maior do que um teste psicológico. A sua feitura é como se reabastecer com uma sessão de terapia.
Quando o indivíduo faz uma pintura, está fazendo um tratamento consigo mesmo, eliminando bloqueios psicológicos, completando um processo terapêutico de grande valia. Fazer uma pintura é o mesmo que tirar uma fotografia do inconsciente. O indivíduo, ao criá-la, experimenta sentimentos de satisfação plena.
Quando se elimina o bloqueio que lhe atormenta, surge um estado de contentamento e paz. É fácil aquilatar os bons resultados da pintura, mesmo sem dominar a sua interpretação. Fazendo-a, tanto quanto possível, o indivíduo aprenderá cada vez mais. Observando intuitivamente, cada um sentirá o que transmite de positivo e passa a sentir o que transmite de positivo e passa a sentir o caminhar de crescimento espiritual e psicológico. A pintura, quando vista como uma superfície tridimensional, é sentida como uma viagem ao inconsciente.
Na sua prática será possível estimular o interior de cada um, para melhor compreensão pessoal. Os primeiros e imediatos resultados surgem a partir de práticas espontâneas. O envolvimento com o trabalho gestual/cromático possibilita mudanças gratificantes no decorrer de exercícios diários. A comprovação é notória, tendo como exemplos os resultados positivos apresentados, pelos meios de comunicação, em presídios, hospitais e escolas que utilizam métodos similares para jovens e adultos, percebendo-se uma maior desenvoltura e progresso dos praticantes.
A eficiência desse método teve início no Rio de Janeiro em 1980, implementado por Marô. Nos pátios de um prédio no bairro de Santa Tereza, quando um grupo de jovens executava os exercícios com o despojamento de uma brincadeira. Nos encontros seguintes seus pais comentaram sobre os efeitos positivos daquela brincadeira.
Após uma explicação do que se tratava, insistiram em participar e confirmaram os resultados. Desde a sua implantação, os exercícios sofreram alterações e aperfeiçoamentos com o intuito de obter melhores resultados. Sua gênese está na junção de técnicas de auto-motivação criadas pelo SMI (Success Motivation Institute) associadas à arte-cromoterapia e cultivo da inteligência emocional.
Fonte: C.C.V. Centro de Auxílio à Vida - http://www.cav.org.br/artesplasticas.aspx
Beethoven
ATRAVÉS da pintura gestual, o praticante adquire o estado de espírito ideal
e para isso não depende do materialismo. Durante a sua formação, desde a infância, ele é
condicionado (rotinas), mais parecendo um robô humano, tornando-se pessoa dependente em
tudo, o que o faz um ser sobressaltado, convivendo com o medo. Não é felicidade, é fazer de
conta que se é feliz ao possuir isso ou aquilo. É uma dependência e o prenúncio da
infelicidade. Ele age e reage quase que sem vontade própria, pouco usando seus atributos
emocionais e deixando-se conduzir por outros falsos da sua personalidade mal formada, o que
o deixa sempre vacilante e confuso. A busca da paz é estar bem consigo, com tudo e com
todos. É fundamental na pintura o viver aqui e agora. Num contexto subjetivo de percepção e
expressão o indivíduo se supera e consegue libertar bloqueios que facilitarão sua entrada num
estado de consciência superior.
Cada modelo criado representa uma elevação de consciência. São usados com o objetivo de levá-lo a um estado de integração com o universo. A sua leitura é interpretada pela intuição. Segundo Joan Kellog, quando foram iniciados alguns testes de pinturas em 1976, descobriu-se um valor muito maior do que um teste psicológico. A sua feitura é como se reabastecer com uma sessão de terapia.
Quando o indivíduo faz uma pintura, está fazendo um tratamento consigo mesmo, eliminando bloqueios psicológicos, completando um processo terapêutico de grande valia. Fazer uma pintura é o mesmo que tirar uma fotografia do inconsciente. O indivíduo, ao criá-la, experimenta sentimentos de satisfação plena.
Quando se elimina o bloqueio que lhe atormenta, surge um estado de contentamento e paz. É fácil aquilatar os bons resultados da pintura, mesmo sem dominar a sua interpretação. Fazendo-a, tanto quanto possível, o indivíduo aprenderá cada vez mais. Observando intuitivamente, cada um sentirá o que transmite de positivo e passa a sentir o que transmite de positivo e passa a sentir o caminhar de crescimento espiritual e psicológico. A pintura, quando vista como uma superfície tridimensional, é sentida como uma viagem ao inconsciente.
Na sua prática será possível estimular o interior de cada um, para melhor compreensão pessoal. Os primeiros e imediatos resultados surgem a partir de práticas espontâneas. O envolvimento com o trabalho gestual/cromático possibilita mudanças gratificantes no decorrer de exercícios diários. A comprovação é notória, tendo como exemplos os resultados positivos apresentados, pelos meios de comunicação, em presídios, hospitais e escolas que utilizam métodos similares para jovens e adultos, percebendo-se uma maior desenvoltura e progresso dos praticantes.
A eficiência desse método teve início no Rio de Janeiro em 1980, implementado por Marô. Nos pátios de um prédio no bairro de Santa Tereza, quando um grupo de jovens executava os exercícios com o despojamento de uma brincadeira. Nos encontros seguintes seus pais comentaram sobre os efeitos positivos daquela brincadeira.
Após uma explicação do que se tratava, insistiram em participar e confirmaram os resultados. Desde a sua implantação, os exercícios sofreram alterações e aperfeiçoamentos com o intuito de obter melhores resultados. Sua gênese está na junção de técnicas de auto-motivação criadas pelo SMI (Success Motivation Institute) associadas à arte-cromoterapia e cultivo da inteligência emocional.
Fonte: C.C.V. Centro de Auxílio à Vida - http://www.cav.org.br/artesplasticas.aspx
O impulso artístico como revelação e aprimoramento do Eu Interior
Considerando que:
Desenhos do inconsciente expressam a verdadeira condição do indivíduo
- Jung
Um acto de sentir, no qual a pessoa não apenas fala, mostra, retrata,mas também cria e transforma. Ao criar algo completamente novo, saído inteiramente do seu interior, a pessoa trabalha e mostra seus limites ao mesmo tempo em que afirma sua individualidade e valoriza a si mesma. E é assim que, com a ajuda da arte dá os primeiros passos rumo à superação de si mesma. O fazer artístico ampliado pela antroposofia é sempre um veículo de expressão da alma. Assim, ele pode ser realizado com duas intenções: uma artística, onde o objetivo é a comunicação plena do artista - que segue por um caminho de auto-transformação - com o espectador da obra de arte, podendo atuar positivamente sobre este. E outra, terapêutica, onde o fim a ser alcançado é o equilíbrio e a harmonização interna do indivíduo.
- O impulso artístico proposto por Rudolf Steiner e formulado pela antroposofia
O objetivo não é a estética das produções, mas a recuperação da possibilidade de cada um criar livremente e sem limites, para que através dos símbolos que vão surgindo pouco a pouco, a pessoa possa mapear as suas limitações e activar os seus núcleos de energia, fortalecendo todo o seu processo de individuação do si-mesmo, do Eu Sou.
-Annie Rottenstein
contemplo o impulso artístico como uma revelação e um aprimoramento do Eu Interior... Um caminho para o autoconhecimento,um diálogo com a essência divina.A expressão pela arte integra potencialidades e benefícios inter/multidimensionais.Acredito no poder curativo e transmutador da arte em toda a sua forma de expressão.Perspectivo-a como um instrumento terapeutico, um mediador de crescimento e reequilíbrio interior. Abraço-a numa filosofia antroposófica, junguiana, holística...
@Yasmin dos Anjos
Desenhos do inconsciente expressam a verdadeira condição do indivíduo
- Jung
Um acto de sentir, no qual a pessoa não apenas fala, mostra, retrata,mas também cria e transforma. Ao criar algo completamente novo, saído inteiramente do seu interior, a pessoa trabalha e mostra seus limites ao mesmo tempo em que afirma sua individualidade e valoriza a si mesma. E é assim que, com a ajuda da arte dá os primeiros passos rumo à superação de si mesma. O fazer artístico ampliado pela antroposofia é sempre um veículo de expressão da alma. Assim, ele pode ser realizado com duas intenções: uma artística, onde o objetivo é a comunicação plena do artista - que segue por um caminho de auto-transformação - com o espectador da obra de arte, podendo atuar positivamente sobre este. E outra, terapêutica, onde o fim a ser alcançado é o equilíbrio e a harmonização interna do indivíduo.
- O impulso artístico proposto por Rudolf Steiner e formulado pela antroposofia
O objetivo não é a estética das produções, mas a recuperação da possibilidade de cada um criar livremente e sem limites, para que através dos símbolos que vão surgindo pouco a pouco, a pessoa possa mapear as suas limitações e activar os seus núcleos de energia, fortalecendo todo o seu processo de individuação do si-mesmo, do Eu Sou.
-Annie Rottenstein
contemplo o impulso artístico como uma revelação e um aprimoramento do Eu Interior... Um caminho para o autoconhecimento,um diálogo com a essência divina.A expressão pela arte integra potencialidades e benefícios inter/multidimensionais.Acredito no poder curativo e transmutador da arte em toda a sua forma de expressão.Perspectivo-a como um instrumento terapeutico, um mediador de crescimento e reequilíbrio interior. Abraço-a numa filosofia antroposófica, junguiana, holística...
@Yasmin dos Anjos
Criatividade: um processo de vida
Partimos do pressuposto de que a criatividade e a saúde são instâncias correlacionadasna existência humana, e que processos de criação artística, por sua qualidadeinovadora e transformadora, têm um potencial terapêutico e curativo intrínseco. Éinteressante notar as semelhanças entre a linguagem de autores que escreveram sobrecriatividade e o processo criativo e a linguagem que usamos para nos referir à práticaterapêutica e seus objetivos.Alguns autores sublinharam a criatividade como um processo de vida, como umprocesso de expansão da consciência que conduz ao desenvolvimento, ao crescimentoe ao fortalecimento interior. Nos textos transcritos a seguir, podemos tranqüilamentesubstituir as palavras criatividade e processo criativo por arteterapia e processosarteterapêuticos:“Criatividade é a celebração de nossa grandeza, do nosso senso de tornar tudo possível.Criatividade é a celebração da vida. [...] Criatividade é a expressão da presença de Deusem minhas mãos, olhos, mente – na totalidade de mim. Criação no sentido da afirmaçãodo divino em cada um, de transcender a luta diária pela sobrevivência e o peso damortalidade – um clamor de angústia e celebração. [...] Finalmente, criatividade é umato de bravura. Afirma: estou disposto a arriscar o ridículo e o fracasso para poderexperienciar este dia com frescor e inovação. A pessoa que ousa criar, romper barreiras,não só partilha um milagre, mas se dá conta de que em seu processo de ser, ela é ummilagre.”Joseph Zinker“A causa principal da criatividade parece ser a mesma tendência que descobrimos num nívelprofundo como a força criativa da psicoterapia – a tendência do homem para realizar a sipróprio.”Rogers, 1961“A criatividade é um dos meios básicos pelos quais o ser humano se liberta dos grilhões nãoapenas de suas respostas já condicionadas, mas também de suas escolhas habituais.”Arieti, 1976Entre os autores brasileiros, destaca-se Fayga Ostrower, quem, de forma articulada econsistente do ponto de vista teórico, e ao mesmo tempo sensível e poética, escreveusobre a importância da criatividade no desenvolvimento humano:“A criatividade é um potencial inerente ao homem, e a realização desse potencial, uma de suasnecessidades. [...] De fato, criar e viver se interligam.”“Compreendemos na criação, que a ulterior finalidade do nosso fazer seja poder ampliar em nósa experiência de vitalidade. Criar não representa um relaxamento ou um esvaziamento pessoal,nem uma substituição imaginativa da realidade; criar representa uma intensificação do viver,um vivenciar-se no fazer; e, em vez de substituir a realidade, é a realidade, é uma realidade novaque adquire dimensões novas pelo fato de nos articularmos, em nós e perante nós mesmos, emníveis de consciência cada vez mais elevados e mais complexos. Somos nós a realidade nova. Daío sentimento do essencial e necessário no criar: o sentimento de um crescimento interior, em quenos ampliamos em nossa abertura para a vida.”“Os processos criativos são processos construtivos globais. Envolvem a personalidade toda [...].Criar é tanto estruturar quanto comunicar-se, é integrar significados e transmiti-los. Ao criarprocuramos atingir uma realidade mais profunda do conhecimento das coisas. Ganhamosconcomitantemente um sentimento de estruturação interior maior; sentimos que estamos nosdesenvolvendo em algo essencial para nosso ser.”Em todos esses exemplos, a criatividade é vista diretamente ligada a processosvitalizadores, de crescimento, de funcionamento saudável, de expansão de si, de autorealizaçãoe de alargamento do campo de experiências da vida. É um processo preciosoe fundamental da vida. Acreditar nesse potencial de criatividade e autotranscendênciaé o alicerce de todo trabalho em arteterapia.
Texto de Marta E. Maltoni Gehringer
Texto de Marta E. Maltoni Gehringer
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Terapia pela Arte
alidades Terapêuticas da Atividade Artística
Expressão artística como linguagem humana
A dificuldade em dar sentido aos nossos sentidos e em expressar verbalmentesensações e sentimentos quando estes ainda estão indefinidos, ou quando não ospercebemos com clareza, pode freqüentemente ser facilitada pelas outras linguagensdo fazer artístico.Por outro lado, mesmo que haja clareza de percepção, às vezes as palavras não são amelhor linguagem para expressar o que é contatado. É comum sentirmos dificuldadeem transmitir em palavras, sensações e sentimentos intensamente presentes, assimcomo imagens e sensações intensamente vivas para nós em sonhos e visões. Porém, portermos a capacidade de nos expressar por meio de diversas linguagens expressivas,freqüentemente sensações, sentimentos e visões são muito melhor expressos emimagens, cores, movimentos ou sons.
Mobilização em Ação
A atividade artística ativa o sistema sensório-motor, e é por natureza energizante.Considerando o ser humano do ponto de vista holístico e sistêmico, podemos inferirque à medida que o sensório-motor é ativado, a emoção, a percepção, a imaginação e acognição serão mutuamente coativadas. A atividade artística e imagética promoveuma mobilização de energia que traz à tona a carga de emoção ligada ao que estejasendo relevante para a pessoa naquele momento, mobilizando e potencializandotambém a sensibilidade e a intuição, o que propicia à pessoa sintonizar níveis maisintuitivos, sensíveis e mágicos de funcionamento, e amplia a abertura para o contatoconsigo mesmo e com o mundo.É no decorrer do fazer que isso se dá. Em ação, nos surpreendemos com o nossopróprio fazer e com o produto que aos nossos olhos emerge como espelhamentocriaçãode nossa interioridade em nossa relação com o mundo, nos revelando,iluminando e transformando perante nós mesmos
Texto de Marta E. Maltoni Gehringer
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Terapia pela Arte
O ser humano está doente...
O ser humano está doente. No atual contexto sócio-econômico, passamos por váriascrises e talvez estejamos cansados de ler, ouvir e sentir problemas como desigualdadesocial, miséria, guerras, violência urbana, atentados suicidas, seqüestros, assassinatos,além de desastres ecológicos que ameaçam a sobrevivência do planeta, criando umasensação de crescente ameaça e insegurança.
“Amedrontados e confinados, cada um se volta para si, desconectado do outro e danatureza. As relações tornam-se mais apressadas, superficiais, “descartáveis”. Outilitarismo impregna nossas relações profissionais e amorosas.”
-Selma Ciornai
Esse cenário acarreta:
♦ a síndrome da incerteza: transformações rápidas e enormes dúvidas de comosobreviver no mundo atual;
♦ a síndrome da solidão: os contatos no trabalho, na família são freqüentementemarcados pela intolerância, irritação e competitividade e nos sentimos sós;
♦ a síndrome da dessensibilização: em relação a si próprio e à dor do outro;
♦ a síndrome da indiferença e do desencantamento em relação ao mundo: pessoas sequeixam de apatia, falta de paixão – nada tem graça!
Estresse, ansiedade, síndrome do pânico e depressão são as doenças “da alma” dosnossos tempos.
Nesse contexto, a arteterapia pode oferecer a ajuda necessária para nós mesmos e paraque a nossa sociedade e o mundo se tornem melhores. Já vimos no decorrer destetrabalho que é essencial praticar atividades criativas. Devemos deixar emergir fatoresde personalidade promotores da criatividade, como sensibilidade, percepção,apreensão empática, flexibilidade, não julgamento, receptividade às diferenças e anovas idéias, capacidade de apaixonar-se por causas e pessoas, capacidade de adaptarsecriativamente e de criar e apreciar novas realidades, para que possamos conviver emuma sociedade mais justa.
Texto de Marta E. Maltoni Gehringer
“Amedrontados e confinados, cada um se volta para si, desconectado do outro e danatureza. As relações tornam-se mais apressadas, superficiais, “descartáveis”. Outilitarismo impregna nossas relações profissionais e amorosas.”
-Selma Ciornai
Esse cenário acarreta:
♦ a síndrome da incerteza: transformações rápidas e enormes dúvidas de comosobreviver no mundo atual;
♦ a síndrome da solidão: os contatos no trabalho, na família são freqüentementemarcados pela intolerância, irritação e competitividade e nos sentimos sós;
♦ a síndrome da dessensibilização: em relação a si próprio e à dor do outro;
♦ a síndrome da indiferença e do desencantamento em relação ao mundo: pessoas sequeixam de apatia, falta de paixão – nada tem graça!
Estresse, ansiedade, síndrome do pânico e depressão são as doenças “da alma” dosnossos tempos.
Nesse contexto, a arteterapia pode oferecer a ajuda necessária para nós mesmos e paraque a nossa sociedade e o mundo se tornem melhores. Já vimos no decorrer destetrabalho que é essencial praticar atividades criativas. Devemos deixar emergir fatoresde personalidade promotores da criatividade, como sensibilidade, percepção,apreensão empática, flexibilidade, não julgamento, receptividade às diferenças e anovas idéias, capacidade de apaixonar-se por causas e pessoas, capacidade de adaptarsecriativamente e de criar e apreciar novas realidades, para que possamos conviver emuma sociedade mais justa.
Texto de Marta E. Maltoni Gehringer
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Terapia pela Arte
Reflexão Geral
Um dos postulados fundamentais da Psicologia Transpessoal é que toda vivência darealidade é função do estado de consciência em que nos encontramos. Creio que este é o pontobásico de encontro entre as duas abordagens. Tanto a Transpessoal quanto aArteterapia preocupam-se em promover mudanças de estado de consciência parapropiciar a superação de sintomas e despertar sentimentos de paz, confiança, entrega,compaixão, amor, resultando em um estado de harmonia interior. Outro ponto de encontro claramente observável é o Conceito de Unidade.
Superar a visão fragmentada de nossa percepção da realidade para que haja um desenvolvimentointegral do ser na relação com ele mesmo, com o mundo e com o Todo, fundamenta ospressupostos teóricos de ambas as abordagens.
O Conceito de Ego relativizado da Transpessoal também aparece na postura terapeutacliente,baseada nas fundamentações da Arteterapia. Entregar-se à experiência é colocar-se existencial e fenomenologicamente na relação, possibilitando o encontro e odiálogo, num exercício de destituir-se de pretensões egóicas e narcísicas para vivenciara unidade. Com relação ao Conceito de Vida, a similaridade está na crença de que a vida individual é inteiramente integrada e forma um todo com a vida cósmica.
O Conceito de Evolução da Consciência e de Estados da Consciência como um movimentoevolutivo para a vivência espiritual também está presente na Arteterapia.
Além das relações conceituais em comum, há ainda muitas similaridades nas práticas evivências de ambas as abordagens. Dentre elas destacamos:
- a ressonância mórfica atuando no processo arteterapêutico e na sintonia quef orma o vínculo terapeuta-cliente;
- a postura amorosa, que aceita e se abre para o outro como ele é;
- a abertura para o novo, para o desconhecido, num processo de exploração eexperiência conjuntas;
- a crença na centelha divina dentro de cada pessoa que lhe possibilita a autorealizaçãoe a auto-transcendência;
- a ênfase na experiência para apreensão de significados e simbolismosimportantes para o autoconhecimento e a transcendência;
- o não-julgamento e o despojamento de interpretações teóricas no momento darelação, para que o encontro se dê;
- a ênfase na criatividade como um potencial constante de vir a ser do serhumano.
Essa lista de pontos de encontro entre a Psicologia Transpessoal e a Arteterapia poderiaser tão extensa quanto é a abrangência do efeito que pode vir a ter nas pessoas queparticipam de seus processos. Mas, penso que esse embasamento descrito já comprovaminha proposição inicial de encontrar as convergências que enriquecem uma e outraabordagem. Com elas, elaboro meu Projeto Ateliê Transpessoal em Arteterapia .
Texto de Marta M. Gehringer
Superar a visão fragmentada de nossa percepção da realidade para que haja um desenvolvimentointegral do ser na relação com ele mesmo, com o mundo e com o Todo, fundamenta ospressupostos teóricos de ambas as abordagens.
O Conceito de Ego relativizado da Transpessoal também aparece na postura terapeutacliente,baseada nas fundamentações da Arteterapia. Entregar-se à experiência é colocar-se existencial e fenomenologicamente na relação, possibilitando o encontro e odiálogo, num exercício de destituir-se de pretensões egóicas e narcísicas para vivenciara unidade. Com relação ao Conceito de Vida, a similaridade está na crença de que a vida individual é inteiramente integrada e forma um todo com a vida cósmica.
O Conceito de Evolução da Consciência e de Estados da Consciência como um movimentoevolutivo para a vivência espiritual também está presente na Arteterapia.
Além das relações conceituais em comum, há ainda muitas similaridades nas práticas evivências de ambas as abordagens. Dentre elas destacamos:
- a ressonância mórfica atuando no processo arteterapêutico e na sintonia quef orma o vínculo terapeuta-cliente;
- a postura amorosa, que aceita e se abre para o outro como ele é;
- a abertura para o novo, para o desconhecido, num processo de exploração eexperiência conjuntas;
- a crença na centelha divina dentro de cada pessoa que lhe possibilita a autorealizaçãoe a auto-transcendência;
- a ênfase na experiência para apreensão de significados e simbolismosimportantes para o autoconhecimento e a transcendência;
- o não-julgamento e o despojamento de interpretações teóricas no momento darelação, para que o encontro se dê;
- a ênfase na criatividade como um potencial constante de vir a ser do serhumano.
Essa lista de pontos de encontro entre a Psicologia Transpessoal e a Arteterapia poderiaser tão extensa quanto é a abrangência do efeito que pode vir a ter nas pessoas queparticipam de seus processos. Mas, penso que esse embasamento descrito já comprovaminha proposição inicial de encontrar as convergências que enriquecem uma e outraabordagem. Com elas, elaboro meu Projeto Ateliê Transpessoal em Arteterapia .
Texto de Marta M. Gehringer
A ARTE como um caminho de resgate da Identidade!
Da experiência que tenho enquanto artista plástica e amante da poesia, considero toda a forma de ARTE como uma verdadeira terapia não convencional, com a vantagem de utilizar uma diversidade de recursos expressivos, tais como as artes plásticas, as cénicas, a música, a expressão corporal, a literatura e todas elas aliadas a uma leitura simbólica do fazer artístico. Nas vivências extremas, a arteterapia actua como facilitador, abrindo um caminho ao reequilíbrio interior, enquanto seres humanos que somos... Este tipo de terapia, dá um excelente contributo no resgate e cultivo da identidade da pessoa, que com as preocupações e experiências marcantes e desgastantes do dia-a-dia, esquece a sua essência enquanto ser humano que é, acabando muitas vezes por atribuir pouca ou nenhuma importância ao seu EU, aos seus desejos, aos seus sonhos, às suas realizações pessoais. Para além dos artistas, a ARTE é uma luz para aquelas pessoas que sentem que não têm valor, que sentem que lhes falta algo na vida que as completem...Uma forma de providenciar um reencontro consigo mesmas... A arteterapia constitui sem dúvida um caminho lúdico de resgate do significado da vida e da sua valorização...
@Yasmin dos Anjos
@Yasmin dos Anjos
Terapia Artística
Annelvira Gabarra
Do encontro entre médicos e artistas, surgiu uma forma especial de terapia.A origem da Terapia Artística vem do trabalho que a Dra. Ita Wegmann (1876-1943) desenvolveu com Rudolf Steiner (1861-1925), no qual a pintura era eventualmente prescrita como parte do tratamento médico.Em 1925, quando a Dra. Margarethe Hauschka (1896-1980) foi à Clínica de Arlesheim (Suíça), encontrou-se com duas pintoras, Sofia Baurer e Maria Kleiner, que pintavam com os pacientes.Até 1927, ela pode trabalhar com pintura e cerâmica com os pacientes da clínica do Dr. Husemann, em Cunterstal (Alemanha) e nos dois anos seguintes, foi para uma clínica filial da Arlesheim, em Lugano (Suíça), para cuidar da parte terapêutica e cultural.
De volta a Arlesheim, em 1929, paralelamente ao seu trabalho médico, foi responsável pelo ensino de arte nos cursos anuais de enfermagem e medicina antroposófica por doze anos consecutivos, até que a II guerra colocou um fim temporário a essa atividade.
Em 1940, foi para a Áustria e durante 22 anos trabalhou e deu cursos no país e no exterior. Através dessa experiência, construiu as bases práticas e teóricas de Terapia Artística, para em 1962 fundar a primeira escola, em Bad Boll, na Alemanha. Mais tarde surgiram outras escolas afilhadas que deram contribuições próprias ao desenvolvimento dessa nova terapia.
No Brasil, a Terapia Artística surgiu graças ao impulso dado por D. Ada Jens (1921-1994), através da sua prática na Clínica Tobias (São Paulo) e pela criação do curso de Terapia Artística. D. Ada, que era enfermeira e fisioterapeuta, fez a formação em Terapia Artística em 1969, em Bad Boll e teve como mestra a Dra. Margarethe Hauschka. De volta ao Brasil, D. Ada foi responsável pela Terapia Artística na Clínica Tobias por vinte anos.
Em 1986, junto à Sociedade Brasileira de Médicos Antroposóficos e com o apoio da Associação Tobias, ela iniciou, com seu entusiasmo constante, o primeiro curso de formação de Terapeutas Artísticos no Brasil, que teve como sede, até 1992, o Centro Paulus de Estudos Goetheanísticos, em Parelheiros, SP. Atualmente existem três cursos de formação, em Florianópolis, São Paulo e Belo Horizonte.
Ref. AURORA - Associação Brasileira de Terapia Artística Antroposófica.
Do encontro entre médicos e artistas, surgiu uma forma especial de terapia.A origem da Terapia Artística vem do trabalho que a Dra. Ita Wegmann (1876-1943) desenvolveu com Rudolf Steiner (1861-1925), no qual a pintura era eventualmente prescrita como parte do tratamento médico.Em 1925, quando a Dra. Margarethe Hauschka (1896-1980) foi à Clínica de Arlesheim (Suíça), encontrou-se com duas pintoras, Sofia Baurer e Maria Kleiner, que pintavam com os pacientes.Até 1927, ela pode trabalhar com pintura e cerâmica com os pacientes da clínica do Dr. Husemann, em Cunterstal (Alemanha) e nos dois anos seguintes, foi para uma clínica filial da Arlesheim, em Lugano (Suíça), para cuidar da parte terapêutica e cultural.
De volta a Arlesheim, em 1929, paralelamente ao seu trabalho médico, foi responsável pelo ensino de arte nos cursos anuais de enfermagem e medicina antroposófica por doze anos consecutivos, até que a II guerra colocou um fim temporário a essa atividade.
Em 1940, foi para a Áustria e durante 22 anos trabalhou e deu cursos no país e no exterior. Através dessa experiência, construiu as bases práticas e teóricas de Terapia Artística, para em 1962 fundar a primeira escola, em Bad Boll, na Alemanha. Mais tarde surgiram outras escolas afilhadas que deram contribuições próprias ao desenvolvimento dessa nova terapia.
No Brasil, a Terapia Artística surgiu graças ao impulso dado por D. Ada Jens (1921-1994), através da sua prática na Clínica Tobias (São Paulo) e pela criação do curso de Terapia Artística. D. Ada, que era enfermeira e fisioterapeuta, fez a formação em Terapia Artística em 1969, em Bad Boll e teve como mestra a Dra. Margarethe Hauschka. De volta ao Brasil, D. Ada foi responsável pela Terapia Artística na Clínica Tobias por vinte anos.
Em 1986, junto à Sociedade Brasileira de Médicos Antroposóficos e com o apoio da Associação Tobias, ela iniciou, com seu entusiasmo constante, o primeiro curso de formação de Terapeutas Artísticos no Brasil, que teve como sede, até 1992, o Centro Paulus de Estudos Goetheanísticos, em Parelheiros, SP. Atualmente existem três cursos de formação, em Florianópolis, São Paulo e Belo Horizonte.
Ref. AURORA - Associação Brasileira de Terapia Artística Antroposófica.
Antroposofia
Baseada nas idéias da "ciência espiritual" de Rudolf Steiner, a antroposofia ("conhecimento do ser humano") é uma filosofia que surgiu no contexto do movimento teosófico de Helena Blavatsky.A Sociedade Antroposófica foi formada em 1912, depois que Steiner saiu da Sociedade Teosófica Adyar devido a divergências com sua líder, Annie Besant. Ele foi acompanhado por um grande número de membros da Seção Alemã da Sociedade Teosófica, e tornou-se o presidente deste grupo. A antroposofia difere da teosofia em seu foco prático, sua ênfase no desenvolvimento de impulsos artísticos, em ter como base teórica o esoterismo ocidental (mais do que o esoterismo hindu ou budista), e por sua visão positiva do Cristo que, contudo, ainda é bastante diferente da visão Cristã comum.
Steiner definiu a antroposofia como "um caminho de conhecimento para guiar o espiritual do ser humano ao espiritual do universo." Afirma que as pessoas não são meramente observadoras separadas do mundo externo. De acordo com Steiner, a realidade surge somente na união do espiritual e do físico – i.e., "onde o conceito e a percepção se encontram". O objetivo do antropósofo é tornar-se "mais humano", ao aumentar sua consciência e deliberar sobre seus pensamentos e ações. Pode-se atingir altos níveis de consciência pela meditação e observação dos fenômenos da natureza e do próprio processo cognitivo. Steiner descreveu e desenvolveu numerosos exercícios para a obtenção da capacidade de experienciar o mundo supra-sensível.Os antropósofos vêem os seres humanos como que constituídos de três membros inter-relacionados: o corpo, a alma e o espírito.
Esta visão é completamente desenvolvida nos livros de Steiner Teosofia e A ciência oculta (Compare com o gnosticismo, que tem uma visão trimembrada relativamente parecida. Contudo, para o gnosticismo, o Cristo é, fundalmentalmente, uma experiência mística, enquanto que para Steiner, a sua encarnação também foi uma realidade histórica). A base epistemológica da antroposofia está contida na obra A filosofia da liberdade, assim como em sua tese de doutoramento, Verdade e ciência. Estes e vários outros livros de Steiner anteciparam a gradual superação do idealismo cartesiano e do subjetivismo kantiano da filosofia do século XX. Assim como Edmund Husserl e Ortega y Gasset, Steiner foi profundamente influenciado pelos trabalhos de Franz Brentano, e havia lido Wilhelm Dilthey em detalhe. Por meio de seus primeiros livros, de cunho epistemológico e filosófico, Steiner tornou-se um dos primeiros filósofos europeus a superar a ruptura entre sujeito e objeto que Descartes, a física clássica, e várias forças históricas complexas gravaram na mente humana ao longo de vários séculos.
Steiner também ministrou vários ciclos de palestras para médicos, a partir dos quais surgiu um movimento de medicina antroposófica que se espalhou pelo mundo e agora inclui milhares de médicos, psicólogos e terapeutas, e que possui seus próprios hospitais e universidades médicas.Outras vertentes práticas da antroposofia incluem: a arquitetura (Goetheanum), a agricultura biodinâmica, a educação infantil e juvenil (pedagogia Waldorf), a farmácia homeopática (Wala, Weleda, Sirimim), a filosofia (A "Filosofia da Liberdade”), a euritmia ("o movimento como verbo visível e som visível"), e os centros para ajuda de crianças especiais (Vilas Camphill).Contudo, a antroposofia possui seus detratores.
Os críticos designaram-na como um culto com similaridades em relação aos movimentos da Nova Era. Se for um culto, contudo, é um que fortemente enfatiza a liberdade individual. Ainda, alguns críticos sustentam que os antropósofos tendem a elevar as opiniões pessoais de Steiner, muitas das quais são estranhas às visões das religiões ortodoxas, da ciência e das humanidades, ao nível das verdades absolutas. Se existe alguma verdade nesta crítica, a maior parte da culpa pertence não a Steiner, mas a seus estudantes. Steiner freqüentemente estimulou seus estudantes a testarem tudo o que ele dizia, e em muitas ocasiões, até mesmo implorou a eles que não tomassem nada do que dissesse com base na fé ou autoridade.
Outra crítica afirma que alguns antropósofos parecem distanciar suas atividades públicas da possível inferência de que a antroposofia é baseada sobre elementos esotéricos religiosos, tendendo a apresentá-los ao público como uma filosofia acadêmica não-sectária. Uma dificuldade em avaliar essa crítica é que ela contém um preconceito oculto porque ignora uma questão que a antroposofia procurou levantar e responder: é possível para aquele que pensa ser tanto cientificamente quanto espiritualmente cognitivo, ao mesmo tempo? A antroposofia afirma que isso é possível. A crítica supramencionada, por outro lado, assume que não é possível, e portanto encontra uma contradição entre a afirmação de um não-sectarismo e um embasamento na experiência supra-sensível.
ANTROPOSOFIA
A palavra Antroposofia, originada do grego, significa “sabedoria do ser humano", o que quer dizer, “consciência da nossa humanidade”, do que há de humano em nós.A Antroposofia, dentro de uma civilização caracterizada pela ciência e pela tecnologia, parte para a investigação de uma realidade supra-sensorial, isto é, do que está além do alcance dos nossos sentidos comuns.Seu criador, o filósofo Rudolf Steiner (1861-1925) a define como “um caminho cognitivo que visa levar o espiritual no ser humano ao espiritual no universo”.
Através da Antroposofia busca-se perceber, através do conhecimento científico, a atuação do espírito, que permeia a matéria tanto no seu interior quanto na superfície.
A Medicina Antroposófica tem por meta chegar à essência daquilo que é vivo por meio dos fenômenos da vida, chegando à substância sutil e às suas relações vitais específicas. Ela ultrapassa os conceitos habituais da medicina para abrir a possibilidade de compreensão das leis supra-sensíveis da fisiologia humana. Todo o trabalho científico vigente, bem como tudo que é ensinado na escola de medicina, é muito bem aceito pela antroposofia, porém, apesar de todas essas conquistas acadêmicas, existe uma insatisfação quanto à busca da verdadeira razão para uma terapia.
A causa desta insatisfação reside no fato de a Arte Médica ter sido, até hoje, edificada sobre o conhecimento do ser humano apenas sob o aspecto físico. Como disse Steiner:” Ou a medicina será ampliada em arte de curar, baseada em uma imagem espiritual do homem, ou será técnica inanimada e método de eliminação de sintomas.”A Medicina Antroposófica preenche um anseio comum do homem que é a sua integração com o mundo espiritual, conscientizando-o de sua integridade existencial.Tudo o que vemos como corpo material está ligado às leis físico-terrestres, à Terra e subordinado às leis físicas. Porém, aquilo que se manifesta no corpo material como “vida”, não está mais sob a ação das forças terrenas, mas origina-se de um outro âmbito de forças. Essas forças são denominadas de forças etéricas e provêm de todos os lados da extensão cósmica, irradiando para a Terra; onde essas forças etéricas interagem com as forças da Terra surge Vida, surgem organismos viventes. Atuam no ser humano formando seus órgãos e essas forças são regidas pelas esferas planetárias.
Existe também na organização humana um terceiro sistema de forças, que se origina do âmbito das estrelas e são chamadas de forças astrais (dos astros= estrelas). São forças que atuam na estruturação da cabeça e dos sentidos, a partir das doze constelações do zodíaco expressas nos seus 12 sentidos sensoriais: 5 sentidos comuns e mais 7, que são descritos na Antroposofia como o sentido da vida, do movimento, do equilíbrio, do calor, da palavra, do pensar, e o sentido do EU. Este último exprime sua consciência de existir a partir da percepção da individualidade do outro ser. Nas palavras de Steiner:“Reconhecendo-se a si mesmo, o próprio Eu torna-se para o ser humano o seu universo; ao reconhecer o universo, este se torna para o ser humano o seu próprio Eu.”
É a imagem do macrocosmos refletida no microcosmos que é o homem. As sensações surgem a partir das forças astrais, que dão a noção de simpatia e antipatia em relação ao mundo.A saúde advém de uma interação entre os quatro membros da organização humana, isto é, entre o corpo físico (estrutura), o corpo etérico (forças plasmadoras e formativas), o corpo astral (sensações e ânimo) integrados à organização do Eu (autoconsciência).
Os medicamentos da Medicina Antroposófica são feitos a partir dos reinos mineral (metais, minerais), vegetal (sementes, folhas, raízes e frutos) e animal (abelhas, conchas de ostra, formigas, tinta de lula, leite) e são dinamizados, isto é , “vivificados”. A substância se transforma em medicamento pela liberação das forças da natureza que as formou. E isso é obtido através da dinamização, que são diluições sucessivas realizadas com um movimento determinado, ou rítmico.A Medicina Antroposófica oferece, além de medicamentos dinamizados, isto é, “sutilizados”, um leque de terapias coadjuvantes, como a terapia artística, eurritmia curativa, massagem rítmica e o estudo da biografia.
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Steiner definiu a antroposofia como "um caminho de conhecimento para guiar o espiritual do ser humano ao espiritual do universo." Afirma que as pessoas não são meramente observadoras separadas do mundo externo. De acordo com Steiner, a realidade surge somente na união do espiritual e do físico – i.e., "onde o conceito e a percepção se encontram". O objetivo do antropósofo é tornar-se "mais humano", ao aumentar sua consciência e deliberar sobre seus pensamentos e ações. Pode-se atingir altos níveis de consciência pela meditação e observação dos fenômenos da natureza e do próprio processo cognitivo. Steiner descreveu e desenvolveu numerosos exercícios para a obtenção da capacidade de experienciar o mundo supra-sensível.Os antropósofos vêem os seres humanos como que constituídos de três membros inter-relacionados: o corpo, a alma e o espírito.
Esta visão é completamente desenvolvida nos livros de Steiner Teosofia e A ciência oculta (Compare com o gnosticismo, que tem uma visão trimembrada relativamente parecida. Contudo, para o gnosticismo, o Cristo é, fundalmentalmente, uma experiência mística, enquanto que para Steiner, a sua encarnação também foi uma realidade histórica). A base epistemológica da antroposofia está contida na obra A filosofia da liberdade, assim como em sua tese de doutoramento, Verdade e ciência. Estes e vários outros livros de Steiner anteciparam a gradual superação do idealismo cartesiano e do subjetivismo kantiano da filosofia do século XX. Assim como Edmund Husserl e Ortega y Gasset, Steiner foi profundamente influenciado pelos trabalhos de Franz Brentano, e havia lido Wilhelm Dilthey em detalhe. Por meio de seus primeiros livros, de cunho epistemológico e filosófico, Steiner tornou-se um dos primeiros filósofos europeus a superar a ruptura entre sujeito e objeto que Descartes, a física clássica, e várias forças históricas complexas gravaram na mente humana ao longo de vários séculos.
Steiner também ministrou vários ciclos de palestras para médicos, a partir dos quais surgiu um movimento de medicina antroposófica que se espalhou pelo mundo e agora inclui milhares de médicos, psicólogos e terapeutas, e que possui seus próprios hospitais e universidades médicas.Outras vertentes práticas da antroposofia incluem: a arquitetura (Goetheanum), a agricultura biodinâmica, a educação infantil e juvenil (pedagogia Waldorf), a farmácia homeopática (Wala, Weleda, Sirimim), a filosofia (A "Filosofia da Liberdade”), a euritmia ("o movimento como verbo visível e som visível"), e os centros para ajuda de crianças especiais (Vilas Camphill).Contudo, a antroposofia possui seus detratores.
Os críticos designaram-na como um culto com similaridades em relação aos movimentos da Nova Era. Se for um culto, contudo, é um que fortemente enfatiza a liberdade individual. Ainda, alguns críticos sustentam que os antropósofos tendem a elevar as opiniões pessoais de Steiner, muitas das quais são estranhas às visões das religiões ortodoxas, da ciência e das humanidades, ao nível das verdades absolutas. Se existe alguma verdade nesta crítica, a maior parte da culpa pertence não a Steiner, mas a seus estudantes. Steiner freqüentemente estimulou seus estudantes a testarem tudo o que ele dizia, e em muitas ocasiões, até mesmo implorou a eles que não tomassem nada do que dissesse com base na fé ou autoridade.
Outra crítica afirma que alguns antropósofos parecem distanciar suas atividades públicas da possível inferência de que a antroposofia é baseada sobre elementos esotéricos religiosos, tendendo a apresentá-los ao público como uma filosofia acadêmica não-sectária. Uma dificuldade em avaliar essa crítica é que ela contém um preconceito oculto porque ignora uma questão que a antroposofia procurou levantar e responder: é possível para aquele que pensa ser tanto cientificamente quanto espiritualmente cognitivo, ao mesmo tempo? A antroposofia afirma que isso é possível. A crítica supramencionada, por outro lado, assume que não é possível, e portanto encontra uma contradição entre a afirmação de um não-sectarismo e um embasamento na experiência supra-sensível.
ANTROPOSOFIA
A palavra Antroposofia, originada do grego, significa “sabedoria do ser humano", o que quer dizer, “consciência da nossa humanidade”, do que há de humano em nós.A Antroposofia, dentro de uma civilização caracterizada pela ciência e pela tecnologia, parte para a investigação de uma realidade supra-sensorial, isto é, do que está além do alcance dos nossos sentidos comuns.Seu criador, o filósofo Rudolf Steiner (1861-1925) a define como “um caminho cognitivo que visa levar o espiritual no ser humano ao espiritual no universo”.
Através da Antroposofia busca-se perceber, através do conhecimento científico, a atuação do espírito, que permeia a matéria tanto no seu interior quanto na superfície.
A Medicina Antroposófica tem por meta chegar à essência daquilo que é vivo por meio dos fenômenos da vida, chegando à substância sutil e às suas relações vitais específicas. Ela ultrapassa os conceitos habituais da medicina para abrir a possibilidade de compreensão das leis supra-sensíveis da fisiologia humana. Todo o trabalho científico vigente, bem como tudo que é ensinado na escola de medicina, é muito bem aceito pela antroposofia, porém, apesar de todas essas conquistas acadêmicas, existe uma insatisfação quanto à busca da verdadeira razão para uma terapia.
A causa desta insatisfação reside no fato de a Arte Médica ter sido, até hoje, edificada sobre o conhecimento do ser humano apenas sob o aspecto físico. Como disse Steiner:” Ou a medicina será ampliada em arte de curar, baseada em uma imagem espiritual do homem, ou será técnica inanimada e método de eliminação de sintomas.”A Medicina Antroposófica preenche um anseio comum do homem que é a sua integração com o mundo espiritual, conscientizando-o de sua integridade existencial.Tudo o que vemos como corpo material está ligado às leis físico-terrestres, à Terra e subordinado às leis físicas. Porém, aquilo que se manifesta no corpo material como “vida”, não está mais sob a ação das forças terrenas, mas origina-se de um outro âmbito de forças. Essas forças são denominadas de forças etéricas e provêm de todos os lados da extensão cósmica, irradiando para a Terra; onde essas forças etéricas interagem com as forças da Terra surge Vida, surgem organismos viventes. Atuam no ser humano formando seus órgãos e essas forças são regidas pelas esferas planetárias.
Existe também na organização humana um terceiro sistema de forças, que se origina do âmbito das estrelas e são chamadas de forças astrais (dos astros= estrelas). São forças que atuam na estruturação da cabeça e dos sentidos, a partir das doze constelações do zodíaco expressas nos seus 12 sentidos sensoriais: 5 sentidos comuns e mais 7, que são descritos na Antroposofia como o sentido da vida, do movimento, do equilíbrio, do calor, da palavra, do pensar, e o sentido do EU. Este último exprime sua consciência de existir a partir da percepção da individualidade do outro ser. Nas palavras de Steiner:“Reconhecendo-se a si mesmo, o próprio Eu torna-se para o ser humano o seu universo; ao reconhecer o universo, este se torna para o ser humano o seu próprio Eu.”
É a imagem do macrocosmos refletida no microcosmos que é o homem. As sensações surgem a partir das forças astrais, que dão a noção de simpatia e antipatia em relação ao mundo.A saúde advém de uma interação entre os quatro membros da organização humana, isto é, entre o corpo físico (estrutura), o corpo etérico (forças plasmadoras e formativas), o corpo astral (sensações e ânimo) integrados à organização do Eu (autoconsciência).
Os medicamentos da Medicina Antroposófica são feitos a partir dos reinos mineral (metais, minerais), vegetal (sementes, folhas, raízes e frutos) e animal (abelhas, conchas de ostra, formigas, tinta de lula, leite) e são dinamizados, isto é , “vivificados”. A substância se transforma em medicamento pela liberação das forças da natureza que as formou. E isso é obtido através da dinamização, que são diluições sucessivas realizadas com um movimento determinado, ou rítmico.A Medicina Antroposófica oferece, além de medicamentos dinamizados, isto é, “sutilizados”, um leque de terapias coadjuvantes, como a terapia artística, eurritmia curativa, massagem rítmica e o estudo da biografia.
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Abordagem Antroposofica
Arte-terapia à luz da Antroposofia
Academia Européia de Terapia Artística Antroposófica
A Terapia Artística
Introdução
A terapia artística fundamenta-se na visão médica, terapêutica e artística ampliada pela Antroposofia de Rudolf Steiner, segundo a qual o homem é ser espiritual constituído de alma e corpo vivo; e no conhecimento teórico e prático dos elementos das artes plásticas e das leis que os regem.Assim, através desses elementos (cor, forma, volume, disposição espacial etc.) a terapia artística possibilita que a pessoa vivencie os arquétipos da criação, ou seja se re-conecte com as leis que são inerentes à sua natureza mas que foram "esquecidos" por diferentes motivos. Com isso, traz um contato com a essência sanadora de cada um.
Na terapia artística aprende-se a observar, sentir, agir e pensar de modo mais consciente do que antes. No entusiasmo pela natureza, pelo belo, pelo ritmo e harmonia a pessoa sente-se "inteira" novamente.
Histórico Mundial
A origem da terapia artística vem do trabalho conjunto que a Dra. Ita Wegmann (1876-1943) desenvolveu com Rudolf Steiner (1861-1925), no qual a pintura era às vezes, prescrita como parte do tratamento médico.Em 1925 quando a médica Dra. Margarethe Hauschka (1896-1980) foi pela primeira vez ao Instituto Clínico-Terapeutico de Arlesheim, Suiça para estudar Euritmia Curativa, encontrou-se com duas artistas alemãs, Sofia Bauer e Maria Kleiner, que praticavam a pintura junto aos pacientes. Nesse mesmo ano e até 1927, ela pode trabalhar com pintura e cerâmica com pacientes da clínica do Dr. Husemann, em Gunterstal, Alemanha, e nos dois anos seguintes, a pedido da Dra. Wegmann, foi para uma clínica filial da de Arlesheim, em Lugano (Suiça), com a incumbência de cuidar terapêutica e culturalmente de um número limitados de pacientes. Com essa experiência, teve a oportunidade de desenvolver o elemento artístico de várias maneiras.De volta à Clínica de Arlesheim, em 1929, paralelamente ao seu trabalho médico, foi responsável pelo ensino de arte nos cursos anuais de enfermagem e medicina antroposóficas por doze anos consecutivos, até que a 2a. guerra colocou um fim temporário a essa atividade. Em 1940 foi para a Áustria, onde durante 22 anos trabalhou e deu cursos no país e no exterior. Através dessa experiência, construiu as bases práticas e teóricas da Terapia Artística, para em 1962 fundar a primeira escola de terapia artística, em Bad Boll, na Alemanha. Mais tarde surgiram outras escolas que também deram contribuições próprias ao desenvolvimento dessa nova terapia.Histórico no BrasilNo Brasil, a terapia Artística surgiu graças ao impulso dado por D. Ada Jens (1921-1994), primeiro através de sua prática na Clínica Tobias, S.Paulo, e depois pela criação do curso de Terapia Artística.A D. Ada, que era enfermeira e fisioterapeuta, fez a formação em Terapia Artística no ano de 1969 em Bad Boll e teve como mestra a própria Dra. Margarethe Hauschka. De volta ao Brasil, ela foi responsável pela Terapia Artística na Clínica Tobias por vinte anos.Em 1986, junto à SBMA (Sociedade Brasileira de Médicos Antroposóficos) e com o apoio da ABT (Associação Beneficiente Tobias), a D. Ada iniciou, com entusiasmo constante, o primeiro curso de formação de Terapeutas Artísticos do Brasil, que teve como sede, até 1992, o Centro Paulus de Estudos Goetheanísticos, em Parelheiros, SP. A partir de 1993 e até 1996 esse ensino foi sendo feito em São Paulo. Atualmente, não há curso de Terapia Artística antroposófica reconhecido pela SBMA e pelo Goetheanum. Exite um grupo que está planejando retomar esse curso.Em 1986 foi fundada a AURORA - Associação Brasileira dos Terapeutas Artísticos Antroposóficos com o objetivo de contribuir para o aprofundamento e divulgação da terapia artística, respaldar o profissional da área, promover troca de experiências, cursos, palestras e representar as atividades da terapia artística em todo o território nacional.
Descrição
A Terapia Artística possibilita uma transformação onde o paciente é o agente que segue e dá continuidade a um determinado processo que lhe traz harmonia. Dá forma onde há pouca estrutura, dissolve onde há rigidez, dá clareza onde tudo é vago e traz fantasia onde a mente está endurecida.O paciente enfrenta limites, supera dificuldades aprende a adaptar-se ao material que usa, aceita as falhas e tende a desenvolver auto-confiança e auto-estima.A terapia artística tem determinação, o resultado porém, não é o objetivo; a importância está no processo.A terapia artística pode ser aplicada a todos os casos de doença ou desarmonia, sendo que em cada situação será utilizado um meio específico adequado - pintura, modelagem, desenho. Assim também os exercícios propostos devem ter significado próprio, dirigidos a uma determinada situação.
Qualquer atividade artística pode levar a um caminho de aprendizado e auto- desenvolvimento. A terapia artística, porém, é muito diferente da arte em seus próprios princípios, no que diz respeito à atitude interior, métodos e propósitos. O caminho artístico que revela algo quer expressar algum conteúdo, sejam idéias ou o estilo do artista. O caminho terapêutico tem a intenção de transformar cada dificuldade em exercícios terapêuticos que possibilitem o processo de mudança.
ASSOCIAÇÃO AURORA
Associação Brasileira dos Terapeutas Artísticos Antroposóficos
Rua Fernando Albuquerque, 287/42 - S. Paulo, SP
Tel. 11-3256-0907; BIP: 5503-1000 cod. 50.626
E-mail auroraabtaa@yahoo.com.br
A Terapia Artística
Introdução
A terapia artística fundamenta-se na visão médica, terapêutica e artística ampliada pela Antroposofia de Rudolf Steiner, segundo a qual o homem é ser espiritual constituído de alma e corpo vivo; e no conhecimento teórico e prático dos elementos das artes plásticas e das leis que os regem.Assim, através desses elementos (cor, forma, volume, disposição espacial etc.) a terapia artística possibilita que a pessoa vivencie os arquétipos da criação, ou seja se re-conecte com as leis que são inerentes à sua natureza mas que foram "esquecidos" por diferentes motivos. Com isso, traz um contato com a essência sanadora de cada um.
Na terapia artística aprende-se a observar, sentir, agir e pensar de modo mais consciente do que antes. No entusiasmo pela natureza, pelo belo, pelo ritmo e harmonia a pessoa sente-se "inteira" novamente.
Histórico Mundial
A origem da terapia artística vem do trabalho conjunto que a Dra. Ita Wegmann (1876-1943) desenvolveu com Rudolf Steiner (1861-1925), no qual a pintura era às vezes, prescrita como parte do tratamento médico.Em 1925 quando a médica Dra. Margarethe Hauschka (1896-1980) foi pela primeira vez ao Instituto Clínico-Terapeutico de Arlesheim, Suiça para estudar Euritmia Curativa, encontrou-se com duas artistas alemãs, Sofia Bauer e Maria Kleiner, que praticavam a pintura junto aos pacientes. Nesse mesmo ano e até 1927, ela pode trabalhar com pintura e cerâmica com pacientes da clínica do Dr. Husemann, em Gunterstal, Alemanha, e nos dois anos seguintes, a pedido da Dra. Wegmann, foi para uma clínica filial da de Arlesheim, em Lugano (Suiça), com a incumbência de cuidar terapêutica e culturalmente de um número limitados de pacientes. Com essa experiência, teve a oportunidade de desenvolver o elemento artístico de várias maneiras.De volta à Clínica de Arlesheim, em 1929, paralelamente ao seu trabalho médico, foi responsável pelo ensino de arte nos cursos anuais de enfermagem e medicina antroposóficas por doze anos consecutivos, até que a 2a. guerra colocou um fim temporário a essa atividade. Em 1940 foi para a Áustria, onde durante 22 anos trabalhou e deu cursos no país e no exterior. Através dessa experiência, construiu as bases práticas e teóricas da Terapia Artística, para em 1962 fundar a primeira escola de terapia artística, em Bad Boll, na Alemanha. Mais tarde surgiram outras escolas que também deram contribuições próprias ao desenvolvimento dessa nova terapia.Histórico no BrasilNo Brasil, a terapia Artística surgiu graças ao impulso dado por D. Ada Jens (1921-1994), primeiro através de sua prática na Clínica Tobias, S.Paulo, e depois pela criação do curso de Terapia Artística.A D. Ada, que era enfermeira e fisioterapeuta, fez a formação em Terapia Artística no ano de 1969 em Bad Boll e teve como mestra a própria Dra. Margarethe Hauschka. De volta ao Brasil, ela foi responsável pela Terapia Artística na Clínica Tobias por vinte anos.Em 1986, junto à SBMA (Sociedade Brasileira de Médicos Antroposóficos) e com o apoio da ABT (Associação Beneficiente Tobias), a D. Ada iniciou, com entusiasmo constante, o primeiro curso de formação de Terapeutas Artísticos do Brasil, que teve como sede, até 1992, o Centro Paulus de Estudos Goetheanísticos, em Parelheiros, SP. A partir de 1993 e até 1996 esse ensino foi sendo feito em São Paulo. Atualmente, não há curso de Terapia Artística antroposófica reconhecido pela SBMA e pelo Goetheanum. Exite um grupo que está planejando retomar esse curso.Em 1986 foi fundada a AURORA - Associação Brasileira dos Terapeutas Artísticos Antroposóficos com o objetivo de contribuir para o aprofundamento e divulgação da terapia artística, respaldar o profissional da área, promover troca de experiências, cursos, palestras e representar as atividades da terapia artística em todo o território nacional.
Descrição
A Terapia Artística possibilita uma transformação onde o paciente é o agente que segue e dá continuidade a um determinado processo que lhe traz harmonia. Dá forma onde há pouca estrutura, dissolve onde há rigidez, dá clareza onde tudo é vago e traz fantasia onde a mente está endurecida.O paciente enfrenta limites, supera dificuldades aprende a adaptar-se ao material que usa, aceita as falhas e tende a desenvolver auto-confiança e auto-estima.A terapia artística tem determinação, o resultado porém, não é o objetivo; a importância está no processo.A terapia artística pode ser aplicada a todos os casos de doença ou desarmonia, sendo que em cada situação será utilizado um meio específico adequado - pintura, modelagem, desenho. Assim também os exercícios propostos devem ter significado próprio, dirigidos a uma determinada situação.
Qualquer atividade artística pode levar a um caminho de aprendizado e auto- desenvolvimento. A terapia artística, porém, é muito diferente da arte em seus próprios princípios, no que diz respeito à atitude interior, métodos e propósitos. O caminho artístico que revela algo quer expressar algum conteúdo, sejam idéias ou o estilo do artista. O caminho terapêutico tem a intenção de transformar cada dificuldade em exercícios terapêuticos que possibilitem o processo de mudança.
ASSOCIAÇÃO AURORA
Associação Brasileira dos Terapeutas Artísticos Antroposóficos
Rua Fernando Albuquerque, 287/42 - S. Paulo, SP
Tel. 11-3256-0907; BIP: 5503-1000 cod. 50.626
E-mail auroraabtaa@yahoo.com.br
O que é Arteterapia
A Arte-terapia é um modelo de psicoterapia em que são utilizados mediadores de expressão. A utilização dos mediadores permite a expressão do Eu interior de forma não verbal, o que no processo terapêutico é facilitador. Embora inclua uma dimensão verbal fundamental, o trabalho expressivo e mediado é central, servindo de fio condutor. O recurso à metáfora e ao simbólico, através da expressão mediada, permite dizer os "não ditos" de forma menos ameaçadora e dar-lhes sentido, através da verbalização, facilitando assim a reparação.A prevenção e o tratamento do sofrimento psíquico são os objectivos fundamentais da Arte-terapia.É no ambiente seguro e contentor da relação terapêutica que se procura alcançar o equilíbrio emocional para uma melhor qualidade de vida.
Autor desconhecido
Autor desconhecido
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Conceito Terapia Artística / Arteterapia
Arteterapia
Arteterapia é o termo que designa a utilização de recursos artísticos em contextos terapêuticos; Esta é uma definição ampla, pois pressupõe que o processo do fazer artístico tem o potencial de aura quando o cliente é acompanhado pelo arteterapeuta experiente, que com ele constrói uma relação que facilita a ampliação da consciência e do auto-conhecimento, possibilitando mudanças. É um campo de interface com especificidade própria, pois não se trata de simples “função” de conhecimentos de arte e de psicologia. Isso significa que não basta ser psicólogo e “gostar de arte” ou ser artista arte-educador e “gostar de trabalhar com pessoas com dificuldades especiais”.
A formação em arteterapia além das matérias de arte e psicologia necessárias, compreende também um corpo teórico e metodológico próprios, que abrange conhecimentos da história da arteterapia, conhecimento dos processos psicológicos gerados tanto no decorrer da atividade artística como na observação de trabalhos de arte, conhecimento das relações entre processos criativos, terapêuticos dos diferentes materiais e técnicas, conhecimento dos fundamentos teóricos e metodológicos da abordagem, vivência pessoal e prática supervisionada. E segundo a American Association of Art Therapy (Associação Americana de Arteterapia):Por meio do criar em arte e do refletir sobre os processos e trabalhos artísticos resultantes, pessoas podem ampliar o conhecimento de si e dos outros, aumentar sua auto-estima, lidar melhor com sintomas, estresse e experiências traumáticas, desenvolver recursos físicos, cognitivos e emocionais e desfrutar do prazer vitalizador do fazer artístico.
Selma Ciornai - mestre em Arteterapia, doutora em Psicologia Clínica e fundadora do Departamento de Arteterapia do Instituto Sedes Sapientiae.
Segundo Selma Ciornai “A criatividade e as atividades artísticas podem ser facilitadores e catalizadores do processo de resgate da qualidade de vida”. Assim a Arte-Terapia seria um caminho para que o indivíduo descubra possibilidades de expressão para, figurar e reconfigurar, através de técnicas e materiais artísticos, suas dificuldades de relacionamento com o outro e com o mundo.
De acordo com o Family Guide to Alternative Medicine (Dicionário de Medicina Natural), a Arte-Terapia atende a qualquer pessoa que tenha problemas emocionais ou psicológicos ou queira saber mais sobre si própria, especialmente se acha difícil exprimir-se por palavras. É especialmente recomendado em grupo para pessoas com dificuldades no relacionamento com os outros ou que sofram de problemas, como Alcoolismo, Anorexia e Bulimia, Dependência de Drogras, Deficiências Físicas ou Mentais que interferem na capacidade de comunicação. Muitas vezes elas conseguem exprimir medos e necessidades que estão tão profundamente ocultos que a pessoa normalmente nem tem consciência deles. Dar-lhes uma forma visual, com tintas, barro ou qualquer outro meio artístico, pode ser a primeira fase no processo de cura, pois ajuda a pessoa a reconhecer seus problemas e a redescobrir sua capacidade criativa.
Ainda segundo este Dicionário de Medicina Natural: As pessoas se preocupam por que julgam que não são capazes de desenhar ou pintar, são tranqüilizadas já no início do trabalho, pois que recebendo materiais diversos e conhecendo técnicas variadas têm a oportunidade de se expressarem espontaneamente resgatando o lado lúdico da infância, muitas vezes esquecido e abandonado à medida que cresceram e se tornaram adultos.
A formação em arteterapia além das matérias de arte e psicologia necessárias, compreende também um corpo teórico e metodológico próprios, que abrange conhecimentos da história da arteterapia, conhecimento dos processos psicológicos gerados tanto no decorrer da atividade artística como na observação de trabalhos de arte, conhecimento das relações entre processos criativos, terapêuticos dos diferentes materiais e técnicas, conhecimento dos fundamentos teóricos e metodológicos da abordagem, vivência pessoal e prática supervisionada. E segundo a American Association of Art Therapy (Associação Americana de Arteterapia):Por meio do criar em arte e do refletir sobre os processos e trabalhos artísticos resultantes, pessoas podem ampliar o conhecimento de si e dos outros, aumentar sua auto-estima, lidar melhor com sintomas, estresse e experiências traumáticas, desenvolver recursos físicos, cognitivos e emocionais e desfrutar do prazer vitalizador do fazer artístico.
Selma Ciornai - mestre em Arteterapia, doutora em Psicologia Clínica e fundadora do Departamento de Arteterapia do Instituto Sedes Sapientiae.
Segundo Selma Ciornai “A criatividade e as atividades artísticas podem ser facilitadores e catalizadores do processo de resgate da qualidade de vida”. Assim a Arte-Terapia seria um caminho para que o indivíduo descubra possibilidades de expressão para, figurar e reconfigurar, através de técnicas e materiais artísticos, suas dificuldades de relacionamento com o outro e com o mundo.
De acordo com o Family Guide to Alternative Medicine (Dicionário de Medicina Natural), a Arte-Terapia atende a qualquer pessoa que tenha problemas emocionais ou psicológicos ou queira saber mais sobre si própria, especialmente se acha difícil exprimir-se por palavras. É especialmente recomendado em grupo para pessoas com dificuldades no relacionamento com os outros ou que sofram de problemas, como Alcoolismo, Anorexia e Bulimia, Dependência de Drogras, Deficiências Físicas ou Mentais que interferem na capacidade de comunicação. Muitas vezes elas conseguem exprimir medos e necessidades que estão tão profundamente ocultos que a pessoa normalmente nem tem consciência deles. Dar-lhes uma forma visual, com tintas, barro ou qualquer outro meio artístico, pode ser a primeira fase no processo de cura, pois ajuda a pessoa a reconhecer seus problemas e a redescobrir sua capacidade criativa.
Ainda segundo este Dicionário de Medicina Natural: As pessoas se preocupam por que julgam que não são capazes de desenhar ou pintar, são tranqüilizadas já no início do trabalho, pois que recebendo materiais diversos e conhecendo técnicas variadas têm a oportunidade de se expressarem espontaneamente resgatando o lado lúdico da infância, muitas vezes esquecido e abandonado à medida que cresceram e se tornaram adultos.
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Conceito Terapia Artística / Arteterapia
Arteterapia
“A arteterapia baseia-se na crença de que o processo criativo envolvido na atividadeartística é terapêutico e enriquecedor da qualidade de vida das pessoas, tanto das que experienciam doenças, traumas ou dificuldades de vida, como das que buscam desenvolvimento pessoal. Por meio do criar em arte e do refletir sobre os processos e trabalhos artísticosresultantes, as pessoas podem ampliar o conhecimento de si, dos outros, aumentar suaauto-estima, lidar melhor com sintomas, estresse e experiências traumáticas,desenvolver recursos físicos, cognitivos e emocionais e desfrutar do prazer vitalizador dofazer artístico.”
Fonte-Associação Americana de Arteterapia
Arteterapia é um termo que designa a utilização de recursos artísticos em contextos terapêuticos; pressupõe que o processo do fazer artístico tem o potencial de cura ecrescimento quando o cliente é acompanhado por arteterapeuta experiente, quem comele constrói uma relação que facilita a ampliação da consciência e doautoconhecimento, possibilitando mudanças. Não se trata de simples junção da arte com a psicologia, mas de uma abordagembaseada num corpo teórico e metodológico próprios, abrangendo conhecimentos emhistória da arte e dos pioneiros e contemporâneos de maior proeminência naarteterapia; dos processos psicológicos gerados tanto no decorrer da atividade artísticacomo na observação dos trabalhos de arte; das relações entre processos criativos,terapêuticos e de cura e das propriedades terapêuticas dos diferentes materiais etécnicas. Assim também é a Psicologia Transpessoal, uma abordagem com um cabedal teórico e metodológico próprios, cujas primeiras intuições e experiências remontam aosprimórdios da humanidade.
De acordo com a definição de Vera Saldanha, “a Psicologia Transpessoal pode ser conceituada como o estudo científico e a aplicação dos diferentes níveis de consciência em direção à Unidade Fundamental do Ser. Ela favorece ao indivíduo a vivência daplena luz, de onde emerge o ser integral, vivenciando um estado de mente mais lúcido edesperto.” Portanto, essa abordagem trata das questões mais significativas, sagradas emisteriosas para o ser humano desde que ele existe: a busca de um re-ligare, da Unidade. Ambas as abordagens preconizam a “cura” de sintomas físicos, de “feridas da alma” e oencontro consigo mesmo e com o Eu Superior. Trataremos, neste trabalho, decorrelacionar conceitos e métodos de ambas as abordagens, no sentido de integrá-los em um fazer terapêutico que possa ser ao mesmo tempo lúdico, simbólico, criativo eque possibilite esse encontro com o divino dentro de cada um.
Texto de Marta E. Maltoni Gehringer
Fonte-Associação Americana de Arteterapia
Arteterapia é um termo que designa a utilização de recursos artísticos em contextos terapêuticos; pressupõe que o processo do fazer artístico tem o potencial de cura ecrescimento quando o cliente é acompanhado por arteterapeuta experiente, quem comele constrói uma relação que facilita a ampliação da consciência e doautoconhecimento, possibilitando mudanças. Não se trata de simples junção da arte com a psicologia, mas de uma abordagembaseada num corpo teórico e metodológico próprios, abrangendo conhecimentos emhistória da arte e dos pioneiros e contemporâneos de maior proeminência naarteterapia; dos processos psicológicos gerados tanto no decorrer da atividade artísticacomo na observação dos trabalhos de arte; das relações entre processos criativos,terapêuticos e de cura e das propriedades terapêuticas dos diferentes materiais etécnicas. Assim também é a Psicologia Transpessoal, uma abordagem com um cabedal teórico e metodológico próprios, cujas primeiras intuições e experiências remontam aosprimórdios da humanidade.
De acordo com a definição de Vera Saldanha, “a Psicologia Transpessoal pode ser conceituada como o estudo científico e a aplicação dos diferentes níveis de consciência em direção à Unidade Fundamental do Ser. Ela favorece ao indivíduo a vivência daplena luz, de onde emerge o ser integral, vivenciando um estado de mente mais lúcido edesperto.” Portanto, essa abordagem trata das questões mais significativas, sagradas emisteriosas para o ser humano desde que ele existe: a busca de um re-ligare, da Unidade. Ambas as abordagens preconizam a “cura” de sintomas físicos, de “feridas da alma” e oencontro consigo mesmo e com o Eu Superior. Trataremos, neste trabalho, decorrelacionar conceitos e métodos de ambas as abordagens, no sentido de integrá-los em um fazer terapêutico que possa ser ao mesmo tempo lúdico, simbólico, criativo eque possibilite esse encontro com o divino dentro de cada um.
Texto de Marta E. Maltoni Gehringer
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Conceito Terapia Artística / Arteterapia
Mandala...
MANDALA
Mandala é círculo mágico;
Mandala é ponte para dimensões superiores;
Mandala é caminho a percorrer;
Mandala nos revela nosso Eu;
Mandala nos leva ao nosso centro;
Mandala nos leva a nossa Essência;
Mandala nos leva a Fonte Divina;
Mandala é energia e movimento;
Mandala é totalidade, integração e harmonia;
Mandala é o começo, o percorrer, o fim e o começo;
Mandala é morte e renascimento!
Autor desconhecido
Mandala é círculo mágico;
Mandala é ponte para dimensões superiores;
Mandala é caminho a percorrer;
Mandala nos revela nosso Eu;
Mandala nos leva ao nosso centro;
Mandala nos leva a nossa Essência;
Mandala nos leva a Fonte Divina;
Mandala é energia e movimento;
Mandala é totalidade, integração e harmonia;
Mandala é o começo, o percorrer, o fim e o começo;
Mandala é morte e renascimento!
Autor desconhecido
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Terapia com Mandalas,
Terapia pela Arte
O QUE É A MANDALA
"O Ser humano morre, mas seus pensamentos não morrem tão rapidamente. A vida humana é muito curta, a vida dos pensamentos é muito longa. Lembre-se também: os pensamentos que não expresamos vivem por mais tempo do que aqueles que expressamos, pois são mais sutis. Quanto mais sutil uma coisa, mais longa é a sua vida; quanto mais grosseira, mais curta a sua vida." - Osho.
Mandala é uma palavra sânscrita, que significa círculo. Mandala também possui outros significados, como círculo mágico ou concentração de energia. Universalmente a mandala é o símbolo da totalidade, da integração e da harmonia.Em várias épocas e culturas, a mandala foi usada como expressão científica, artística e religiosa. Podemos ver mandalas na arte rupestre, no símbolo chinês do Yin e Yang, nos yantras indianos, nas mandalas e thankas tibetanas, nas rosáceas da Catedral de Chartres, nas danças circulares, nos rituais de cura e arte indígenas, na alquimia, na magia, nos escritos herméticos e na arte sacra dos séculos XVI, VII e XVIII.A forma mandálica pode ser encontrada em todo início, na Terra e no Cosmo: a célula, o embrião, as sementes, o caule das árvores, as flores, os cristais, as conchas, as estrelas, os planetas, o Sol, a Lua, as nebulosas, as galáxias. Se observarmos o cotidiano a nossa volta, perceberemos estruturas mandálicas onde nunca pensaríamos haver, como no gostoso pãozinho ou no macarrão que comemos: começam com a massa que depois de amassada vira uma bola – mandala tridimensional – para crescer. O prato onde comemos tem a forma circular, e quando nos servimos formamos uma mandala colorida, que irá nos alimentar e nos nutrir, dando energia e vitalidade ao nosso corpo. A própria Terra foi formada por uma explosão de forma mandálica.
Fonte:
Mandala é uma palavra sânscrita, que significa círculo. Mandala também possui outros significados, como círculo mágico ou concentração de energia. Universalmente a mandala é o símbolo da totalidade, da integração e da harmonia.Em várias épocas e culturas, a mandala foi usada como expressão científica, artística e religiosa. Podemos ver mandalas na arte rupestre, no símbolo chinês do Yin e Yang, nos yantras indianos, nas mandalas e thankas tibetanas, nas rosáceas da Catedral de Chartres, nas danças circulares, nos rituais de cura e arte indígenas, na alquimia, na magia, nos escritos herméticos e na arte sacra dos séculos XVI, VII e XVIII.A forma mandálica pode ser encontrada em todo início, na Terra e no Cosmo: a célula, o embrião, as sementes, o caule das árvores, as flores, os cristais, as conchas, as estrelas, os planetas, o Sol, a Lua, as nebulosas, as galáxias. Se observarmos o cotidiano a nossa volta, perceberemos estruturas mandálicas onde nunca pensaríamos haver, como no gostoso pãozinho ou no macarrão que comemos: começam com a massa que depois de amassada vira uma bola – mandala tridimensional – para crescer. O prato onde comemos tem a forma circular, e quando nos servimos formamos uma mandala colorida, que irá nos alimentar e nos nutrir, dando energia e vitalidade ao nosso corpo. A própria Terra foi formada por uma explosão de forma mandálica.
Fonte:
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Terapia com Mandalas,
Terapia pela Arte
PARA QUE SERVE A MANDALA
A mandala pode ser utilizada na decoração de ambientes, na arquitetura, ou como instrumento para o desenvolvimento pessoal e espiritual. A mandala pode restabelecer a saúde interior e exterior. Podemos usar uma mandala para a cura emocional, que refletirá positivamente em nosso estado físico, e assim ficaremos com mais saúde e vigor. Também podemos utilizar uma mandala para a cura de ambientes, como o familiar e o de trabalho, ou para preparar um espaço especial, onde você irá meditar ou fazer sessões de cura, como massagem, Reiki, astrológica, psicoterápica, atendimento clínico. As mandalas Kalachakra, abaixo e Sri Yantra (veja o Álbum) são exemplos de mandalas usadas para meditação e contemplação espiritual-religiosa, a primeira no budismo tibetano e a segunda no hinduismo.A catedral de Brasília, assim como outras catedrais, usa a mandala para criar um ambiente sagrado e especial, muitos templos usam a geometria sagrada e a forma circular para fazerem suas construções e, assim, formarem uma aura protetora e especial no lugar. Os budistas construíram as famosas Stupas, que são lugares consagrados à oração. Dentro delas há relíquias de mestres iluminados, orações, pedras especiais e outros apetrechos sagrados. Elas possuem forma mandálica e os seguidores as reverenciam. Também é pratica dentro do budismo a oferenda de mandalas para divindades. Na arte podemos ver as mandalas retratadas de várias formas, nas abobadas das grandes catedrais européias, nos vitrais de Chartres, nas auréolas dos santos, em pratos e porcelanas chinesas e gregas, na arte indígena e rupestre.Atualmente muitos artistas pintam e desenham lindas mandalas decorativas para comporem ambientes. Também a astrologia utiliza a forma mandálica para diagramar o zodíaco. O diagrama astrológico contém doze setores de 30 graus cada um, onde estão colocados os signos do zodíaco e que correspondem às doze constelações de estrelas fixas, as quais conservam até hoje o mesmo nome que na Antigüidade: Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário, e terminando a Mandala Astrológica por Peixes. Quando o astrólogo faz a leitura de um mapa natal ou mapa astral, percorre cada um desses setores que são regidos pelos planetas Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão, correspondentes às casas onde ocorrem as experiências da vida. Vamos encontrar várias mandalas feitas pelos alquimistas com o tema da astrologia, principalmente nos séculos XVI a XVIII.
Selma Valente
Selma Valente
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Terapia com Mandalas,
Terapia pela Arte
COMO ACTUA O TRABALHO COM MANDALA?
"Seja uma luz para si mesmo. Não vá atrás dos outros, não siga os outros. Seja uma luz para si mesmo. Essa é a minha última mensagem." - Buda.
COMO ATUA O TRABALHO COM MANDALA
A mandala trabalha os seguintes aspectos pessoais: físico, emocional e energético. No aspecto físico, promove-se o bem-estar, o relaxamento e a prevenção do estresse. Emocionalmente, pode trabalhar conteúdos oriundos de emoções antigas, atuais ou futuras, pois sinaliza aqueles que irão emergir. Neste trabalho (mandalas pessoais), é muito comum surgirem traumas passados, que são colocados no desenho de forma sutil, só percebidos por quem souber fazer a leitura do que está sendo sinalizado. Esta leitura se faz por meio do traço, da forma, das cores, dos símbolos e de vários outros aspectos que aparecem quando se desenha uma mandala pessoal. Qualquer pessoa pode se conhecer e se trabalhar com mandalas, tanto com a ajuda de um terapeuta, quanto sozinho. A pessoa pode fazê-lo confeccionando e colorindo mandalas, ou, ainda, meditando com elas. A mandala irá colocar, de forma sutil, no lugar certo aquilo que se encontra fora de lugar, Jung diz que “A mandala possui uma eficácia dupla: conservar a ordem psíquica se ela já existe; restabelecê-la, se desapareceu. Nesse último caso, exerce uma função estimulante e criadora.” No aspecto energético, a mandala ativa, energiza e irradia, podendo harmonizar ambientes físico ou pessoal carregados negativamente, ou aura de sofrimento e tristeza. Ainda energeticamente, a mandala pode levar a pessoa a contatos com dimensões supraconscientes e ao encontro de um caminho espiritual. Neste sentido, a mandala foi, e ainda é, muito utilizada para a meditação e para o desenvolvimento e a ampliação da consciência. No budismo tibetano os monges fazem-na de areia para depois serem ofertadas às divindades. É importante saber que para qualquer finalidade que se queira alcançar trabalhando com mandalas tem de se desenvolver a perseverança, a persistência e a força de vontade. Trabalhar com mandalas é uma forma carinhosa de abrir o coração para a criatividade, a intuição e o amor. Se você estiver em um estado de doença e se focar nela, pensando, reclamando e sentindo-a, você estará dando mais poder a ela e irá atrair mais doenças. Pensamentos mais felizes geram uma bioquímica interna de felicidade e criam um corpo feliz e mais saudável."
- apostila - O Segredo.
COMO ATUA O TRABALHO COM MANDALA
A mandala trabalha os seguintes aspectos pessoais: físico, emocional e energético. No aspecto físico, promove-se o bem-estar, o relaxamento e a prevenção do estresse. Emocionalmente, pode trabalhar conteúdos oriundos de emoções antigas, atuais ou futuras, pois sinaliza aqueles que irão emergir. Neste trabalho (mandalas pessoais), é muito comum surgirem traumas passados, que são colocados no desenho de forma sutil, só percebidos por quem souber fazer a leitura do que está sendo sinalizado. Esta leitura se faz por meio do traço, da forma, das cores, dos símbolos e de vários outros aspectos que aparecem quando se desenha uma mandala pessoal. Qualquer pessoa pode se conhecer e se trabalhar com mandalas, tanto com a ajuda de um terapeuta, quanto sozinho. A pessoa pode fazê-lo confeccionando e colorindo mandalas, ou, ainda, meditando com elas. A mandala irá colocar, de forma sutil, no lugar certo aquilo que se encontra fora de lugar, Jung diz que “A mandala possui uma eficácia dupla: conservar a ordem psíquica se ela já existe; restabelecê-la, se desapareceu. Nesse último caso, exerce uma função estimulante e criadora.” No aspecto energético, a mandala ativa, energiza e irradia, podendo harmonizar ambientes físico ou pessoal carregados negativamente, ou aura de sofrimento e tristeza. Ainda energeticamente, a mandala pode levar a pessoa a contatos com dimensões supraconscientes e ao encontro de um caminho espiritual. Neste sentido, a mandala foi, e ainda é, muito utilizada para a meditação e para o desenvolvimento e a ampliação da consciência. No budismo tibetano os monges fazem-na de areia para depois serem ofertadas às divindades. É importante saber que para qualquer finalidade que se queira alcançar trabalhando com mandalas tem de se desenvolver a perseverança, a persistência e a força de vontade. Trabalhar com mandalas é uma forma carinhosa de abrir o coração para a criatividade, a intuição e o amor. Se você estiver em um estado de doença e se focar nela, pensando, reclamando e sentindo-a, você estará dando mais poder a ela e irá atrair mais doenças. Pensamentos mais felizes geram uma bioquímica interna de felicidade e criam um corpo feliz e mais saudável."
- apostila - O Segredo.
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Terapia com Mandalas,
Terapia pela Arte
Benefícios do trabalho com Mandalas
O QUE SE GANHA TRABALHANDO COM MANDALAS
A pessoa que trabalha com mandalas, sozinha ou com a ajuda de um terapeuta, beneficia-se de várias formas:
- prevenindo o estresse;
- preservando e organizando a saúde psíquica;
- aumentando a capacidade de atenção e de concentração;
- aumentando a capacidade de receptividade;
- aumentando a harmonia, a calma e a paz interior;
- aumentando a criatividade;
- ampliando a consciência;
- desenvolvendo o Eu Superior;
- encontrando um caminho espiritual...
A pessoa que trabalha com mandalas, sozinha ou com a ajuda de um terapeuta, beneficia-se de várias formas:
- prevenindo o estresse;
- preservando e organizando a saúde psíquica;
- aumentando a capacidade de atenção e de concentração;
- aumentando a capacidade de receptividade;
- aumentando a harmonia, a calma e a paz interior;
- aumentando a criatividade;
- ampliando a consciência;
- desenvolvendo o Eu Superior;
- encontrando um caminho espiritual...
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A MANDALA E O TRABALHO TERAPÊUTICO
Mandala é uma palavra da língua sânscrita que quer dizer círculo. Mandala também tem outros significados como círculo mágico, concentração de energia, ou diagrama circular. Universalmente a mandala é o símbolo da totalidade, integração e harmonia.A mandala pode ser utilizada de vários modos: desenvolvimento pessoal, desenvolvimento espiritual, promover cura, harmonização de pessoas e ambientes, rituais, magia, dança, decoração, arte, arquitetura.Então, podemos dizer que a mandala serve para ativar, energizar, irradiar, concentrar, absorver, transformar, transmutar, curar e espiritualizar as pessoas que trabalham com elas, um ambiente que se quer fazer especial ou até mesmo para algo que se quer alcançar.Em várias culturas a mandala foi símbolo de expressão científica, religiosa ou artística. A arte rupestre, o símbolo taoísta Taiji, do yin e yang, o calendário Maia, os yantras indianos, as mandalas tibetanas, as rosáceas da Catedral de Chartres, são exemplos de mandalas de diversos povos em diversas épocas.Religiosamente as mandalas tiveram grande expressão no budismo tibetano, como forma de oferenda, contemplação, e meditação. Os monges budistas desenhavam mandalas de areia, que depois eram oferecidas a divindades ou pintavam mandalas na seda, as famosas Thankas tibetanas, onde a figura central é quase sempre um dos Budas, representando passagens de suas vidas ou o caminho do discípulo para alcançar sua realização, como a Mandala dos Quatro Budas, a da Roda do Sansara e a Mandala Kalachakra. Na Índia encontramos os yantras, usados no tantrismo, que são Mandalas geométricas que representam divindades, mantras ou o caminho para a união com o Cosmo e a Iluminação. O yantra mais conhecido é a mandala Sri Yantras, composta por vários triângulos.Os magos trabalham em espaços mágicos, riscando círculos ou mandalas, que ativam energias direcionadas ao que se deseja alcançar. Os índios utilizam mandalas na dança e nos rituais de cura. As mandalas, também, fizeram parte da expressão cristã dos séculos XVI, XVII e XVIII, como também dos escritos herméticos, da alquimia e da cabala. A Mandala cabalística da Árvore da Vida; a Mandala alquímica, A Conjunção; a grande rosácea da Catedral de Chartres; a cúpula do átrio da Basílica de São Marco; A Gênese são mandalas desses períodos e mostram como elas são especiais, poderosas, misteriosas e mágicas pelo que emanam às pessoas que visitam, contemplam ou meditam nesses lugares.As mandala também são usadas nas artes plásticas em pinturas, esculturas, porcelanas e ainda na arquitetura, como em templos, pagodes, catedrais, e mais recentemente nas modernas construções. Na área terapêutica foi Jung quem trouxe as mandalas para os consultórios. Jung pintou sua primeira mandala em 1916. Desde então costumava desenhar mandalas todas as manhãs. Seus primeiros desenhos eram somente desenhos circulares e ele não compreendia seus significados. Porém, dois anos depois observou que havia um padrão em suas mandalas e caso estivesse em conflito desenhava uma mandala alterada. Hoje em dia a mandala é usada na psicologia junguiana e transpessoal e por terapeutas que trabalham com desenvolvimento pessoal.A mandala trabalha a pessoa nos aspectos: físico, emocional e energético. No aspecto físico promove bem-estar, relaxamento e previne o estresse. Emocionalmente, as mandalas pessoais podem trabalharconteúdos oriundos de emoções antigas, atuais ou futuras, pois o trabalho com mandalas sinaliza eventos que aconteceram, os que estão ocorrendo e os quer estão para acontecer. Quando se desenha mandalas pessoais terapeuticamente é comum acontecer de surgirem memórias passadas que são colocadas no desenho sob forma de impressões sutis, que só será percebida por quem souber fazer a leitura do que está sendo sinalizado pelo inconsciente de quem está desenhando. A leitura dessas impressões se faz por meio do traço, da forma, das cores, dos símbolos, das marcas e vários outros aspectos que podem surgir quando se faz uma mandala pessoal.Qualquer pessoa pode se trabalhar com mandalas, tanto com a ajuda de um terapeuta, quanto sozinho mesmo. Se optar por trabalhar-se sozinho, a pessoa pode colorir mandalas ou desenhar mandalas pessoais, geométricas ou mistas. Também, pode meditar com uma mandala que lhe seja atraente ou que o instigue alguma coisa. É um trabalho simples, mas ao mesmo tempo profundo, pois as mandalas vão colocando, de forma sutil, no lugar certo aquilo que se encontrava fora de lugar Quanto a isso Jung diz que “a mandala possui uma eficácia dupla: conservar a ordem psíquica se ela já existe; restabelecê-la, se desapareceu. Nesse último caso, exerce uma função estimulante e criadora”. Trabalhar com mandalas promove relaxamento psicofísico pela postura ao desenhar, pela contemplação, e pela meditação que o próprio fazer proporciona. Ainda desenvolve centramento, atenção, concentração, percepção e a intuição. Também, é um ótimo instrumento para ativar sonhos especiais ou fazer quem não se lembra deles começar a lembrá-los.No aspecto energético a mandala ativa, energiza e irradia, aquilo a que se propõe, podendo harmonizar ambientes físico ou pessoas que estejam carregados negativamente ou com uma aura de sofrimento e tristeza. Ainda energeticamente a mandala pode levar a pessoa a contatos com dimensões superiores e ao encontro de um caminho espiritual. Por isso a mandala foi e ainda é muito utilizada, na meditação e para o desenvolvimento e ampliação da consciência.
Por Antonietta Graziano Forcione
Por Antonietta Graziano Forcione
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Terapia com Mandalas,
Terapia pela Arte
MENTE QUESTIONADORA: Mandalas
Nossa capacidade de ir além dos limites do conhecido é um dos nossos recursos mais preciosos. Sempre. Sempre que questionamos aquilo que nos é familiar, abrimos as portas para o conhecimento, e podemos captar vislumbres de vastos horizontes. Posicionada na fronteira da curiosidade e da admiração, que nos voltam em direção ao desconhecido e ao inesperado, a mente questionadora se coloca alerta e aberta, receptiva a novos significados.
As perguntas que são profundas em significado vibram uma corda sensível em nosso interior que sintoniza nossa mente e sentidos a um campo mais amplo de possibilidades. Estas perguntas são semelhantes às que tínhamos quando crianças, antes de termos aprendido o que podíamos e o que não podíamos perguntar.
Embora questionar seja essencialmente um movimento para fora do conhecido, em direção ao território do desconhecido, freqüentemente somos encorajados somente a fazer perguntas para as quais já existem respostas. Quando crianças, fazemos perguntas fundamentais, tais como “De onde eu vim?” “Por que o mundo existe?” “Para onde é que eu vou depois de morrer?”Talvez nossas perguntas despertem prazer mas fiquem sem resposta, ou, quem sabe, as respostas sejam mais confusas do que as perguntas; não satisfeitos, continuamos a perguntar “Por quê?”A que conclusões podemos chegar quando nos defrontamos com uma vaga sensação de incômodo nos adultos à nossa volta, que podem estar, eles mesmos, duvidando das respostas que nos dão? O que sentimos quando a resposta é simplesmente “Porque sim”? No entanto, é possível que mesmo respostas bem pensadas não consigam silenciar nossas indagações. Será que a nossa persistência é algo infantil? Será que nossas perguntas são desprovidas de importância?
Com o tempo, a maioria de nós passa a acreditar que as perguntas de maior valor ou importância estão além da nossa pessoa, ou são em última instância impossíveis de serem respondidas. Dizemo-nos que perguntas fundamentais sobre a vida e a morte levantam questões filosóficas, científicas ou religiosas tão complexas que somente profissionais qualificados estão aptos a lidar com elas. As perguntas fundamentais, porém, são basicamente perguntas simples que se volta para questões de importância para todos os seres humanos. Portanto, é extremamente frutífero continuarmos a olhar de perto para estas perguntas, e considerarmos o seu significado para a nossa própria vida.
As respostas a perguntas sobre, o lugar de onde viemos quem somos nosso destino, o significado da vida e as causas dos acontecimentos que determinam o rumo da nossa vida, formam o alicerce da nossa existência. Estas respostas constituem as verdades aparentemente auto-evidentes e inquestionáveis que são à base de toda a nossa compreensão. Quantas vezes, porém, consideramos que as conclusões que aceitamos foram tiradas sem uma participação integral da nossa parte?
Talvez, há muito tempo, algumas pressuposições básicas tenham sido elaboradas para explicar como os seres humanos vivem e agem no mundo. Diante de um vasto desconhecido, as pessoas criaram pontos de referencia para dar sentido ao seu mundo, e assim encontrar seu lugar e objetivo dentre todas as coisas que existiam. O que determinou a direção tomada pela consciência dessas pessoas? O que teria acontecido se outros pontos de referencia tivessem servido de base para estas primeiras conclusões? Será que nos veríamos de forma diferente? Ou o nosso mundo As experiências humanas seriam de outra natureza se nossa compreensão de nós mesmos fosse diferente?Que valor tem estas perguntas?
Assim que aprendemos as convenções básicas que configuram a nossa realidade familiar, sentimos que “sabemos como as coisas são”; uma vez adotada esta pressuposição, geralmente não vamos muito além em nossas investigações. Ao aceitar respostas provisórias como conclusivas, fechamo-nos para a possibilidade de um conhecimento mais profundo. Aprisionamo-nos dentro de um vasto mundo desconhecido, que sequer sabemos que é desconhecido.
Paradoxalmente, ele permanecerá desconhecido enquanto nós já o “conhecemos”. Para começar a conhecer algo novo, precisamos primeiro, perceber que há algo que não conhecemos.Como indivíduos, podemos questionar tudo o que quisermos. Se começarmos a pressupor que todas as perguntas mais importantes já foram respondidas ou não podem ser respondidas, perderemos o interesse em abrir nossas próprias investigações. No entanto, o que efetivamente sabemos que não nos tenha sido ensinado por uma outra pessoas? Ou que não dependa de algum modo, daquilo que aceitamos como sendo verdade? Não seria preferível basear nossa vida em nosso próprio conhecimento?
Construir uma base própria para o nosso conhecimento nos convida a ingressar no desconhecido, e começar um processo de investigação que tem um potencial infinito de expansão. Porem, ao olharmos para o mundo do desconhecido, podemos pressentir uma vaga ansiedade que nos deixa hesitantes em olhar mais de perto. Vamos, talvez, preferir o terreno firme do conhecido e familiar. Entretanto, como podemos saber se o terreno sobre o qual estamos pisando é realmente firme, se não o investigamos? Talvez, se estivermos dispostos a indagar, possamos encontrar o caminho para um novo entendimento, capaz de nos proporcionar uma segurança mais duradoura.
A história da humanidade e a nossa experiência individual nos ensinam que a fronteira entre o conhecido e o desconhecido pode se deslocar, dependendo, em parte, do grau de proximidade com que olhamos e do grau de profundidade com que questionamos. Uma pergunta para a qual uma outra pessoa tenha uma resposta pode ser capaz de nos levar a uma nova perspectiva, que reformularia o nosso conhecimento familiar. Certos aspectos do mundo conhecido e das nossas experiências comuns, quando examinados de perto, podem abrir novos mundos surpreendentes para a nossa investigação. As perguntas que são realmente vitais parecem ter muitos níveis de respostas, cada qual com sua possibilidade de ampliar o nosso conhecimento.
A chave para as descobertas está em não aceitar nenhuma r resposta como definitiva; dentro de tudo aquilo que conhecemos, muitas possibilidades novas esperam para serem descobertas. Como crianças, podemos continuar perguntando mais um “por quê”.A possibilidade de indagar abertamente é à base de todas as nossas liberdades. Estamos acostumados a fazer indagações a respeito das outras pessoas; mas por que não começamos a fazer indagações a nosso próprio respeito?
As perguntas que nos fazemos possuem uma qualidade evocativa que chama por respostas; aquelas que parecem ser mais irrespondíveis são as que mantêm os portões da mente abertos por mais tempo. Nessa abertura, podemos encontrar novas compreensões acerca do significado de sermos humanos. Ao nos protegermos de dogmas, de suposições limitadoras e de idéias antiquadas de todos os tipos, chegamos mais perto da compreensão da liberdade de uma mente humana plenamente desperta.
Por Tarthang Tulku
As perguntas que são profundas em significado vibram uma corda sensível em nosso interior que sintoniza nossa mente e sentidos a um campo mais amplo de possibilidades. Estas perguntas são semelhantes às que tínhamos quando crianças, antes de termos aprendido o que podíamos e o que não podíamos perguntar.
Embora questionar seja essencialmente um movimento para fora do conhecido, em direção ao território do desconhecido, freqüentemente somos encorajados somente a fazer perguntas para as quais já existem respostas. Quando crianças, fazemos perguntas fundamentais, tais como “De onde eu vim?” “Por que o mundo existe?” “Para onde é que eu vou depois de morrer?”Talvez nossas perguntas despertem prazer mas fiquem sem resposta, ou, quem sabe, as respostas sejam mais confusas do que as perguntas; não satisfeitos, continuamos a perguntar “Por quê?”A que conclusões podemos chegar quando nos defrontamos com uma vaga sensação de incômodo nos adultos à nossa volta, que podem estar, eles mesmos, duvidando das respostas que nos dão? O que sentimos quando a resposta é simplesmente “Porque sim”? No entanto, é possível que mesmo respostas bem pensadas não consigam silenciar nossas indagações. Será que a nossa persistência é algo infantil? Será que nossas perguntas são desprovidas de importância?
Com o tempo, a maioria de nós passa a acreditar que as perguntas de maior valor ou importância estão além da nossa pessoa, ou são em última instância impossíveis de serem respondidas. Dizemo-nos que perguntas fundamentais sobre a vida e a morte levantam questões filosóficas, científicas ou religiosas tão complexas que somente profissionais qualificados estão aptos a lidar com elas. As perguntas fundamentais, porém, são basicamente perguntas simples que se volta para questões de importância para todos os seres humanos. Portanto, é extremamente frutífero continuarmos a olhar de perto para estas perguntas, e considerarmos o seu significado para a nossa própria vida.
As respostas a perguntas sobre, o lugar de onde viemos quem somos nosso destino, o significado da vida e as causas dos acontecimentos que determinam o rumo da nossa vida, formam o alicerce da nossa existência. Estas respostas constituem as verdades aparentemente auto-evidentes e inquestionáveis que são à base de toda a nossa compreensão. Quantas vezes, porém, consideramos que as conclusões que aceitamos foram tiradas sem uma participação integral da nossa parte?
Talvez, há muito tempo, algumas pressuposições básicas tenham sido elaboradas para explicar como os seres humanos vivem e agem no mundo. Diante de um vasto desconhecido, as pessoas criaram pontos de referencia para dar sentido ao seu mundo, e assim encontrar seu lugar e objetivo dentre todas as coisas que existiam. O que determinou a direção tomada pela consciência dessas pessoas? O que teria acontecido se outros pontos de referencia tivessem servido de base para estas primeiras conclusões? Será que nos veríamos de forma diferente? Ou o nosso mundo As experiências humanas seriam de outra natureza se nossa compreensão de nós mesmos fosse diferente?Que valor tem estas perguntas?
Assim que aprendemos as convenções básicas que configuram a nossa realidade familiar, sentimos que “sabemos como as coisas são”; uma vez adotada esta pressuposição, geralmente não vamos muito além em nossas investigações. Ao aceitar respostas provisórias como conclusivas, fechamo-nos para a possibilidade de um conhecimento mais profundo. Aprisionamo-nos dentro de um vasto mundo desconhecido, que sequer sabemos que é desconhecido.
Paradoxalmente, ele permanecerá desconhecido enquanto nós já o “conhecemos”. Para começar a conhecer algo novo, precisamos primeiro, perceber que há algo que não conhecemos.Como indivíduos, podemos questionar tudo o que quisermos. Se começarmos a pressupor que todas as perguntas mais importantes já foram respondidas ou não podem ser respondidas, perderemos o interesse em abrir nossas próprias investigações. No entanto, o que efetivamente sabemos que não nos tenha sido ensinado por uma outra pessoas? Ou que não dependa de algum modo, daquilo que aceitamos como sendo verdade? Não seria preferível basear nossa vida em nosso próprio conhecimento?
Construir uma base própria para o nosso conhecimento nos convida a ingressar no desconhecido, e começar um processo de investigação que tem um potencial infinito de expansão. Porem, ao olharmos para o mundo do desconhecido, podemos pressentir uma vaga ansiedade que nos deixa hesitantes em olhar mais de perto. Vamos, talvez, preferir o terreno firme do conhecido e familiar. Entretanto, como podemos saber se o terreno sobre o qual estamos pisando é realmente firme, se não o investigamos? Talvez, se estivermos dispostos a indagar, possamos encontrar o caminho para um novo entendimento, capaz de nos proporcionar uma segurança mais duradoura.
A história da humanidade e a nossa experiência individual nos ensinam que a fronteira entre o conhecido e o desconhecido pode se deslocar, dependendo, em parte, do grau de proximidade com que olhamos e do grau de profundidade com que questionamos. Uma pergunta para a qual uma outra pessoa tenha uma resposta pode ser capaz de nos levar a uma nova perspectiva, que reformularia o nosso conhecimento familiar. Certos aspectos do mundo conhecido e das nossas experiências comuns, quando examinados de perto, podem abrir novos mundos surpreendentes para a nossa investigação. As perguntas que são realmente vitais parecem ter muitos níveis de respostas, cada qual com sua possibilidade de ampliar o nosso conhecimento.
A chave para as descobertas está em não aceitar nenhuma r resposta como definitiva; dentro de tudo aquilo que conhecemos, muitas possibilidades novas esperam para serem descobertas. Como crianças, podemos continuar perguntando mais um “por quê”.A possibilidade de indagar abertamente é à base de todas as nossas liberdades. Estamos acostumados a fazer indagações a respeito das outras pessoas; mas por que não começamos a fazer indagações a nosso próprio respeito?
As perguntas que nos fazemos possuem uma qualidade evocativa que chama por respostas; aquelas que parecem ser mais irrespondíveis são as que mantêm os portões da mente abertos por mais tempo. Nessa abertura, podemos encontrar novas compreensões acerca do significado de sermos humanos. Ao nos protegermos de dogmas, de suposições limitadoras e de idéias antiquadas de todos os tipos, chegamos mais perto da compreensão da liberdade de uma mente humana plenamente desperta.
Por Tarthang Tulku
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SÍMBOLOS SURGEM NAS MANDALAS E NOS SONHOS
O significado de um símbolo é muito amplo. Para ter segurança na leitura de um símbolo, deve-se considerar seus vários aspectos. Muitas vezes, ele pode dar espaço para duas ou mais interpretações e até mesmo interpretações antagônicas. Isto dependerá do contexto e de quem o desenhou. Um ocidental pode interpretar um símbolo de uma maneira diferente de um oriental. E não é só: até mesmo para quem mora num mesmo país as diferenças regionais, socioculturais e a cultura familiar são importantes fatores a serem observados. A freqüência com que alguns símbolos aparecem no desenho mostra muito sobre a pessoa que o fez. Todos que trabalham com leitura das impressões em mandalas devem ter um ou mais dicionário de símbolos. No alfabeto acima, você encontra o significado mais simples e comum de alguns símbolos escolhidos, porém, todos eles podem e devem ser mais profundamente explorados. Estes símbolos também podem ser usados para sonhos. Os sonhos andam paralelamente com as mandalas desenhadas.
Dicionário de símbolos em:http://www.mundodasmandalas.com/html/pagina_variedades_simbolos.html
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Escolhendo uma Mandala
A escolha de uma Mandala é fundamental para se alcançar bom resultado no trabalho que irá desenvolver com ela, seja meditativo ou para autoconhecimento. Não é fácil escolher uma Mandala, seus desenhos são atraentes e geralmente gostaríamos de possuir muitos deles.Trabalhar com mandalas é trabalhar com energia. A energia é dinâmica tem movimento e pode ter direção. A energia pode se expandir, contrair, ampliar, movimentar-se lenta ou rapidamente, dirigir-se para dentro ou para fora, para as quatro direções principais, para as direções secundárias. As Mandalas trabalham a energia de forma tridimensional e espiralada.Para se trabalhar com uma Mandala deve-se criar uma sintonia especial com ela. A Mandala irá trabalhar com você por ressonância e um vínculo forte é necessário ser criado.Nem sempre a Mandala mais bonita ou mais cobiçada por muitas pessoas é a sua Mandala. Pode até acontecer de se querer uma Mandala que fica bem esteticamente num determinado ambiente, mas outra não sai do pensamento, as duas podem até produzir o mesmo efeito, porém, a que se faz presente é a especial, vai mais fundo em você e é a que deve ser escolhida. Mandalas não se escolhem pela beleza, a não ser como objeto para decoração, na realidade não tenho claro se é a Mandala que escolhe o dono ou se o dono escolhe a Mandala, mas esta questão não é importante, o importante é o que se sente, o que toca a gente.O primeiro passo é observar as Mandalas que lhe chamam mais a atenção, seja por sua s beleza, pelas formas ou pelas cores ou por todo seu conjunto. Mas só isso não basta, a Mandala tem de instigar algo em você, e você tem de sentir que ela mexe com seu ser de alguma forma.A Mandala facilita uma viagem, você tem de viajar dentro dela e com ela, mas uma viagem consciente, não uma viagem criada mentalmente. É muito fácil para a mente criar devaneios, nossos pensamentos parecem correntes, um elo se liga ao outro, e quando damos conta estamos criando histórias que nada tem a ver conosco. Estamos sujeitos a receber formas pensamentos que não são nossas nem tem a ver com nossas vidas, estão também viajando pelo espaço, como as ondas de rádio. Não podemos esquecer que também somos receptores, como rádios, recebemos influencias externas. Ainda temos de observar que quem desenha uma Mandala coloca sua energia nesse desenho, e a qualidade dessa energia irá ser irradiada pela Mandala. Não adianta a pessoa que desenhou a Mandala ser boazinha, ter um traço maravilhoso, um jogo de cores harmonioso, mas não estar desenvolvida energeticamente. Por isso, também, a escolha de uma Mandala deve ser cuidadosa.Às vezes fica difícil, pois num quadro de mandalas muitas nos chamam a atenção e ficamos sem saber qual delas escolher. Mas, sempre terá alguma que segura nossos olhos e atenção. Enquanto houver dúvida não escolha, não tenha pressa e observe mais. Nesse momento sinta seu corpo, sua respiração entre em contato com seu ser interior. Depois se ainda estiver em dúvida não faça a escolha nesse momento, espere algumas horas, vá fazer alguma outra atividade ou até mesmo durma uma noite, deixe para o dia seguinte. Muitas vezes acontece de uma Mandala, dentre as muitas que foram vista, voltar à cabeça várias vezes, preste atenção. Isto quer dizer que esta mandala está tocando você e está se fazendo presente. Então já sabe, esta Mandala poderá caminhar com você por algum tempo e no momento esta é a sua Mandala.
Antonietta Graziano Forcione
Antonietta Graziano Forcione
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“O MOVIMENTO CIRCULAR E O CENTRO” - Mandala
“Desde minha infância”, diz ela, “vejo constantemente uma luz em minha alma, mas não com o olhar externo, ou através dos pensamentos do coração; os cinco sentidos também não tomam parte nesta visão. A luz que percebo não se localiza, mas é muito mais clara do que uma nuvem transpassada pelo sol. Não consigo distinguir nela nem altura, nem largura ou comprimento... O que vejo e aprendo nessa visão perdura por muito tempo em minha memória. Vejo, ouço e sei ao mesmo tempo, e aprendo o que sei num instante... Não reconheço nenhuma forma nesta luz, se bem que de vez em quando nela vejo outra luz que, para mim, se chama a luz viva... enquanto a contemplo me rejubilo, e toda a dor e tristeza se desvanecem na minha memória...”
Por minha parte, conheço poucas pessoas que tiveram tais vivencias por experiência direta. Na medida em que posso alcançar um fenômeno deste tipo, acho que se trata de um estado de consciência agudo, intenso e abstrato, de uma consciência “isenta” (v. abaixo) como HILDEGARD indica, tal estado permite a conscientização de campos do acontecer anímico, que de outro modo ficariam encobertos pelo obscuro. O fato de que em conexão com tal experiência haja um desaparecimento freqüente das sensações gerais do corpo, indica que é retirada destas últimas suas energias específica; provavelmente, mediante sua transformação, a lucidez da consciência é exaltada. De um modo geral, o fenômeno é espontâneo, aparecendo ou desaparecendo por impulso próprio. Seu efeito é espantoso e quase sempre soluciona complicações anímicas, liberando a personalidade interna de confusões emocionais e intelectuais, e criando assim uma unidade de ser, experimentada em geral como uma “liberação”.
A vontade consciente não pode alcançar uma tal unidade simbólica, uma vez que a consciência, nesse caso, é apenas uma das partes. Seu opositor é o inconsciente coletivo que não compreende a linguagem da consciência. É necessário contar com a magia dos símbolos atuantes, portadores das analogias primitivas que falam ao inconsciente. Só através do símbolo o inconsciente pode ser atingido e expresso; este é o motivo pelo qual a individuação não pode, de forma alguma, prescindir do símbolo. Este, por um lado, representa uma expressão primitiva do inconsciente e, por outro, é uma idéia que corresponde ao mais alto pressentimento da consciência.
O desenho mandálico mais antigo que conheço é a “roda do sol” paleolítica, recentemente descoberta na Rodésia. Ela também se baseia no número quatro. Sinais que remontam a uma tal antiguidade da história humana repousam naturalmente, nas camadas mais profundas do inconscientes e são captados lá, onde a linguagem consciente se revela de uma impotência total. Tais realidades não devem servir de campo para a imaginação, mas sim crescer novamente das profundezas obscuras do esquecimento, a fim de expressar os pressentimentos extremos da consciência, e a intuição mais alta do espírito: assim se funde a unidade da consciência presente com o passado originário da vida.
Quando meus pacientes projetam tais imagens, não o fazem sob sugestão; elas ocorriam muito antes que eu conhecesse seu significado ou suas relações com as práticas do oriente. Essas imagens brotam espontaneamente de suas fontes. Uma delas é o inconsciente, que produz de modo natural fantasias dessa espécie. A outra fonte é a vida que, quando vivida com plena devoção, proporciona um pressentimento do si-mesmo, da própria essência individual. Ao expressar-se esta última nos desenhos, o inconsciente reforça a atitude de devoção à vida. De acordo com a concepção oriental, o símbolo mandálico não é apenas expressão, mas também atuação. Ele atua sobre seu próprio autor. Oculta-se neste símbolo uma antiqüíssima atuação mágica, cuja origem é o “circulo de proteção”, ou “círculo encantado”, cuja magia foi preservada em numerosos costumes populares.
A meta evidente da imagem é traçar um “sulcus primigenius”, um sulco mágico em redor do centro, que é o templo ou temenos (área sagrada) da personalidade mais íntima, a fim de evitar uma possível “efluxão”ou preservá-la, por meios apotropaicos, de uma eventual distração devido a fatores externos. As práticas mágicas não são mais do que projeções de acontecimentos anímicos, que refluem sobre a alma como uma espécie de encantamento da própria personalidade, isto é, o refluxo da atenção apoiada e mediada por um grafismo. Em outras palavras, é a participação de uma área sagrada interior, que é a origem e a meta da alma. É ela que contém a unidade de vida e consciência, anteriormente possuída, depois perdida, e de novo reencontrada.
A unidade de vida e consciência é o Tao, cujo símbolo, a luz branca central, é semelhante à que é mencionada no Bardo Todol. Esta luz habita na “polegada quadrada”, no “rosto”, isto é, entre os dois olhos. Trata-se da visualização do “ponto criativo”, cuja intensidade é desprovida de extensão, e que deve ser pensada juntamente com o espaço da “polegada quadrada”, símbolo daquilo que tem extensão. Ambos reunidos são o Tao. A essência ou consciência (sing) se exprime mediante o simbolismo da luz e representa a intensidade. A vida (ming) deverá pois coincidir com a extensão. O caráter da primeira é yang, enquanto que o da segunda é yin. A mandala já mencionada de uma jovem sonâmbula de quinze anos, que observei há trinta anos, tem no centro uma “fonte de energia da vida” sem extensão, cuja emanação espontânea colide com um princípio espacial oposto, em perfeita analogia com a idéia fundamental do texto chinês.
O “aproximar-se circundando”, ou “circumambulatio”, exprime-se, em nosso texto, através da idéia de “circulação”. Esta última não significa apenas o movimento em círculo, mas a delimitação de uma área sagrada por um lado e, por outro, a idéia de fixação e concentração; a roda do sol começa a girar, isto é, o sol é vivificado e inicia seu caminho; em outras palavras, o Tao começa a atuar e assume a direção. A ação converte-se em não-acão; tudo o que é periférico é subordinado à ordem que provém do centro. Por isso se diz: “O movimento é outro nome para significar domínio”. Psicologicamente, a circulação seria o ato de “mover-se em círculo em torno de si mesmo”, de modo que todos os lados da personalidade sejam envolvidos. “Os pólos de luz e de sombra entram no movimento circular”, isto é, há uma alternância de dia e noite.“A claridade do paraíso se alterna com a mais profunda e terrível das noites”.O movimento circular também tem o significado moral da vivificação de todas as forças luminosas e obscuras da natureza humana, arrastando com elas todos os pares de opostos psicológicos, quaisquer que sejam. Isto significa autoconhecimento através da auto-incubação (o “tapas” indu).
Uma representação originária e análoga do ser perfeito é o homem redondo de Platão, que reúne os dois sexos.Encontramos um dos paralelos mais impressionantes em relação ao que acabamos de dizer, na descrição que EDWARD MAITLAND, colaborador de ANNA KINGSFORD, esboçou acerca de sua experiência central. Na medida do possível usarei suas próprias palavras. Ele descobrira que ao refletir sobre uma idéia, era como se idéias afins ganhassem viabilidade, em longas séries. Aparentemente, remontavam até sua fonte e esta, para ele, era o espírito divino. Concentrando-se nessas séries, ele tentou avançar até sua origem.“Eu não dispunha de qualquer conhecimento, nem tinha qualquer expectativa quando me decidi a fazer esta experiência.
Simplesmente, estava cônscio dessa capacidade... sentado à minha escrivaninha, pronto para anotar os acontecimentos segundo as series em que se sucediam. Resolvi manter a consciência externa e periférica, sem preocupar-me com o distanciamento de minha consciência interna e central. Não sabia se poderia voltar à primeira, caso a deixasse, nem se poderia lembrar-me dos acontecimentos experimentados. Mas finalmente o consegui, com um grande esforço; a tensão provocada pelo esforço de manter os dois extremos da consciência ao mesmo tempo era considerável! No começo senti como se estivesse subindo uma longa escadaria, da periferia para o ponto cósmico, o solar e o meu próprio. Os três sistemas eram diversos e, ao mesmo tempo, idênticos...
Finalmente, num último esforço... consegui concentrar os raios de minha consciência no foco almejado. Nesse instante, como se uma repentina combustão fundisse todos os raios numa unidade, ergueu-se diante de mim uma prodigiosa, inefável luz branca e brilhante cuja força era tão intensa que quase caí para trás... Sabendo intimamente que não era necessário perscrutar além dela, decidi certificar-me de novo; tentei atravessar esse brilho que quase me cegava, a fim de ver o que continha. Com grande esforço o consegui... Era a dualidade do Filho... o oculto tornara-se manifesto, o indefinido, definido, o não-individuado, individuado: Deus como Senhor, que prova através de sua dualidade, que é substancia e força, amor e vontade, feminino e masculino, mãe e pai”.
Assim, ele considerou Deus como dois em um, da mesma forma que o homem. Além disso, observou algo que é sublinhado em nosso texto, isto é, a “suspensão da respiração”. Afirma que a respiração comum cessa, dando lugar a uma respiração interna, como se outra pessoa, alheia a seu organismo físico, respirasse por ele. Acrescenta que tal ser poderia consubstanciar a “enteléquia” de Aristóteles, ou o “Cristo interno” do apóstolo Paulo, “a individualidade espiritual e substancial engendrada dentro da personalidade física e fenomênica representando, portanto, o renascimento do homem num plano transcendental”.Esta experiência autêntica contém todos os símbolos essenciais do nosso texto. O próprio fenômeno, isto é, a visão da luz, é uma experiência comum a muitos místicos, e indubitavelmente muito significativa, pois em todas as épocas e lugares compareceu como o incondicionado, reunindo em si a maior for;Ca e o sentido mais profundo. HILDEGARD VON BINGEN, personalidade significativa (mesmo deixando de lado sua mística), escreve acerca de uma visão central que teve bem semelhante à experiência acima citada (...).
A união dos opostos num nível mais alto da consciência, como já mencionamos, não é uma questão racional e muito menos uma questão de vontade, mas um processo de desenvolvimento psíquico, que se exprime em símbolos. Historicamente, este processo sempre foi representado através de símbolos e ainda hoje o desenvolvimento da personalidade individual é figurado mediante imagens simbólicas. Tais fatos se me apresentaram da seguinte maneira: os produtos das fantasias espontâneas, de que tratamos acima, se aprofundavam e se concentravam progressivamente em torno de formações abstratas, que parecem representar “princípios”, no sentido dos “archai” gnósticos. Quando as fantasias tomam a forma de pensamentos, emergem formulações intuitivas de leis ou princípios obscuramente pressentidos, que logo tendem a ser dramatizados ou personificados. (Voltaremos depois a este ponto).
Se as fantasias forem desenhadas, comparecem símbolos que pertencem principalmente ao tipo do “mandala”. Mandala significa círculo e particularmente círculo mágico. Os mandalas não se difundiram somente através do oriente, mas também são encontrados entre nós. A Idade Média e em especial a baixa Idade Média é rica de mandalas cristãos.
Em geral o Cristo é figurado no centro e os quatro evangelistas ou seus símbolos, nos pontos cardeais. Esta concepção deve ser muito antiga, porquanto Horus e seus quatro filhos foram representados da mesma forma, entre os egípcios. (Como se sabe, Horus e seus quatro filhos têm uma relação estreita com Cristo e aos quatro evangelistas). Mais tarde, encontramos um inegável e interessante mandala em Jacob Boheme, em seu livro sobre a alma. É evidente que ele representa um sistema psicocósmico, de forte coloração cristã. É o “olho filosófico”, ou o “espelho da sabedoria”, denominações estas que mostram de modo claro tratar-se de uma summa de sabedoria secreta.
A maioria dos mandalas tem a forma o quatérnio, o que lembra o número básico: a tetraktys de uma flor, de uma cruz ou roda, tendendo nitidamente para pitagórica. Entre os índios Pueblo os mandalas são desenhados na areia, para uso ritual. Entretanto, os mandalas mais belos são os do budismo tibetano. Os símbolos de nosso texto acham-se representados nesses mandalas. Encontrei também desenhos mandálicos entre doentes mentais, entre pessoas que certamente não tinham qualquer idéia das conexões aqui mencionadas.
Algumas de minhas pacientes de sexo feminino não desenhavam, mas dançavam mandalas. Na Índia, isto se chama: mandala nritya, que significa dança mandálica. As figurações da dança têm o mesmo sentido que as do desenho. Os próprios pacientes quase nada podem dizer acerca do sentido simbólico dos mandalas, mas se sentem fascinados por eles. Reconhecem que exprimem algo e que atuam sobre seu estado anímico subjetivo.
Nosso texto promete “revelar o segredo da Flor de Ouro do grande Uno”. A flor de outro é a luz, e a luz do céu é o Tao. A flor de outro é um símbolo mandálico que já tenho encontrado muitas vezes nos desenhos de meus pacientes. Ela é desenhada a modo de um ornamento geometricamente ordenado, ou então como uma flor crescendo da planta. Esta última na maioria dos casos é uma formação que irrompe do “fundo da obscuridade, em cores luminosas e incandescentes, desabrochando no alto sua flor de luz (num símbolo semelhante ao da árvore de Natal). Tais desenhos exprimem o nascimento da flor de outro, pois, segundo o Hui Ming Ging, a “vesícula germinal” é o “castelo de cor amarela”, o “coração celeste”, os “terraços da vitalidade”, o “campo de uma polegada da casa de um pé”, a “sala purpúrea da cidade de jade”, a “passagem escura”, o “espaço do céu primeiro”, o “castelo do dragão no fundo do mar”. Ela é também chamada a “região fronteiriça das montanhas de neve”, a “passagem primordial”, o “reino da suprema alegria”, o “país sem fronteiras” e o “altar sobre o qual consciência e vida são criadas”. “Se o agonizante não conhecer este lugar germinal”, diz o Hui Ming Ging, “não em encontrará a unidade de consciência e vida nem mesmo em mil nascimentos, ou dez mil eons”.
O princípio, no qual tudo ainda é um e que portanto parece ser a meta mais alta, jaz no fundo do mar, na escuridão do inconsciente. Na vesícula germinal, consciência e vida (ou “essência”e “vida”, isto é, sing-ming) são ainda “uma só unidade”, “inseparavelmente misturada como a semente do fogo no forno da purificação”. “Dentro da vesícula germinal está o fogo do soberano”. “Todos os sábios começaram a sua obra pela vesícula germinal”. Notem-se as analogias com o fogo. Conheço uma série de desenhos de mandalas europeus, onde aparece uma espécie de semente vegetal envolta em membranas, flutuando na água. A partir do fundo, o fogo sobe e penetra a semente, incubando-a de tal modo, que uma grande flor de outro cresce da vesícula germinal.
Esta simbólica refere-se a uma espécie de processo alquímico de purificação e de enobrecimento; a escuridão gera a luz e a partir do “chumbo da região da água”cresce o ouro nobre; o inconsciente torna-se consciente, mediante um processo de vida e crescimento. (Em total analogia com isto, lembremos a kundalini da ioga hindu). Desse modo se processa a unificação de consciência e vida.
Fonte: “O Segredo da flor de Ouro” – C.G. Jung e R. Wilhelm - Vozes - 1971
Por minha parte, conheço poucas pessoas que tiveram tais vivencias por experiência direta. Na medida em que posso alcançar um fenômeno deste tipo, acho que se trata de um estado de consciência agudo, intenso e abstrato, de uma consciência “isenta” (v. abaixo) como HILDEGARD indica, tal estado permite a conscientização de campos do acontecer anímico, que de outro modo ficariam encobertos pelo obscuro. O fato de que em conexão com tal experiência haja um desaparecimento freqüente das sensações gerais do corpo, indica que é retirada destas últimas suas energias específica; provavelmente, mediante sua transformação, a lucidez da consciência é exaltada. De um modo geral, o fenômeno é espontâneo, aparecendo ou desaparecendo por impulso próprio. Seu efeito é espantoso e quase sempre soluciona complicações anímicas, liberando a personalidade interna de confusões emocionais e intelectuais, e criando assim uma unidade de ser, experimentada em geral como uma “liberação”.
A vontade consciente não pode alcançar uma tal unidade simbólica, uma vez que a consciência, nesse caso, é apenas uma das partes. Seu opositor é o inconsciente coletivo que não compreende a linguagem da consciência. É necessário contar com a magia dos símbolos atuantes, portadores das analogias primitivas que falam ao inconsciente. Só através do símbolo o inconsciente pode ser atingido e expresso; este é o motivo pelo qual a individuação não pode, de forma alguma, prescindir do símbolo. Este, por um lado, representa uma expressão primitiva do inconsciente e, por outro, é uma idéia que corresponde ao mais alto pressentimento da consciência.
O desenho mandálico mais antigo que conheço é a “roda do sol” paleolítica, recentemente descoberta na Rodésia. Ela também se baseia no número quatro. Sinais que remontam a uma tal antiguidade da história humana repousam naturalmente, nas camadas mais profundas do inconscientes e são captados lá, onde a linguagem consciente se revela de uma impotência total. Tais realidades não devem servir de campo para a imaginação, mas sim crescer novamente das profundezas obscuras do esquecimento, a fim de expressar os pressentimentos extremos da consciência, e a intuição mais alta do espírito: assim se funde a unidade da consciência presente com o passado originário da vida.
Quando meus pacientes projetam tais imagens, não o fazem sob sugestão; elas ocorriam muito antes que eu conhecesse seu significado ou suas relações com as práticas do oriente. Essas imagens brotam espontaneamente de suas fontes. Uma delas é o inconsciente, que produz de modo natural fantasias dessa espécie. A outra fonte é a vida que, quando vivida com plena devoção, proporciona um pressentimento do si-mesmo, da própria essência individual. Ao expressar-se esta última nos desenhos, o inconsciente reforça a atitude de devoção à vida. De acordo com a concepção oriental, o símbolo mandálico não é apenas expressão, mas também atuação. Ele atua sobre seu próprio autor. Oculta-se neste símbolo uma antiqüíssima atuação mágica, cuja origem é o “circulo de proteção”, ou “círculo encantado”, cuja magia foi preservada em numerosos costumes populares.
A meta evidente da imagem é traçar um “sulcus primigenius”, um sulco mágico em redor do centro, que é o templo ou temenos (área sagrada) da personalidade mais íntima, a fim de evitar uma possível “efluxão”ou preservá-la, por meios apotropaicos, de uma eventual distração devido a fatores externos. As práticas mágicas não são mais do que projeções de acontecimentos anímicos, que refluem sobre a alma como uma espécie de encantamento da própria personalidade, isto é, o refluxo da atenção apoiada e mediada por um grafismo. Em outras palavras, é a participação de uma área sagrada interior, que é a origem e a meta da alma. É ela que contém a unidade de vida e consciência, anteriormente possuída, depois perdida, e de novo reencontrada.
A unidade de vida e consciência é o Tao, cujo símbolo, a luz branca central, é semelhante à que é mencionada no Bardo Todol. Esta luz habita na “polegada quadrada”, no “rosto”, isto é, entre os dois olhos. Trata-se da visualização do “ponto criativo”, cuja intensidade é desprovida de extensão, e que deve ser pensada juntamente com o espaço da “polegada quadrada”, símbolo daquilo que tem extensão. Ambos reunidos são o Tao. A essência ou consciência (sing) se exprime mediante o simbolismo da luz e representa a intensidade. A vida (ming) deverá pois coincidir com a extensão. O caráter da primeira é yang, enquanto que o da segunda é yin. A mandala já mencionada de uma jovem sonâmbula de quinze anos, que observei há trinta anos, tem no centro uma “fonte de energia da vida” sem extensão, cuja emanação espontânea colide com um princípio espacial oposto, em perfeita analogia com a idéia fundamental do texto chinês.
O “aproximar-se circundando”, ou “circumambulatio”, exprime-se, em nosso texto, através da idéia de “circulação”. Esta última não significa apenas o movimento em círculo, mas a delimitação de uma área sagrada por um lado e, por outro, a idéia de fixação e concentração; a roda do sol começa a girar, isto é, o sol é vivificado e inicia seu caminho; em outras palavras, o Tao começa a atuar e assume a direção. A ação converte-se em não-acão; tudo o que é periférico é subordinado à ordem que provém do centro. Por isso se diz: “O movimento é outro nome para significar domínio”. Psicologicamente, a circulação seria o ato de “mover-se em círculo em torno de si mesmo”, de modo que todos os lados da personalidade sejam envolvidos. “Os pólos de luz e de sombra entram no movimento circular”, isto é, há uma alternância de dia e noite.“A claridade do paraíso se alterna com a mais profunda e terrível das noites”.O movimento circular também tem o significado moral da vivificação de todas as forças luminosas e obscuras da natureza humana, arrastando com elas todos os pares de opostos psicológicos, quaisquer que sejam. Isto significa autoconhecimento através da auto-incubação (o “tapas” indu).
Uma representação originária e análoga do ser perfeito é o homem redondo de Platão, que reúne os dois sexos.Encontramos um dos paralelos mais impressionantes em relação ao que acabamos de dizer, na descrição que EDWARD MAITLAND, colaborador de ANNA KINGSFORD, esboçou acerca de sua experiência central. Na medida do possível usarei suas próprias palavras. Ele descobrira que ao refletir sobre uma idéia, era como se idéias afins ganhassem viabilidade, em longas séries. Aparentemente, remontavam até sua fonte e esta, para ele, era o espírito divino. Concentrando-se nessas séries, ele tentou avançar até sua origem.“Eu não dispunha de qualquer conhecimento, nem tinha qualquer expectativa quando me decidi a fazer esta experiência.
Simplesmente, estava cônscio dessa capacidade... sentado à minha escrivaninha, pronto para anotar os acontecimentos segundo as series em que se sucediam. Resolvi manter a consciência externa e periférica, sem preocupar-me com o distanciamento de minha consciência interna e central. Não sabia se poderia voltar à primeira, caso a deixasse, nem se poderia lembrar-me dos acontecimentos experimentados. Mas finalmente o consegui, com um grande esforço; a tensão provocada pelo esforço de manter os dois extremos da consciência ao mesmo tempo era considerável! No começo senti como se estivesse subindo uma longa escadaria, da periferia para o ponto cósmico, o solar e o meu próprio. Os três sistemas eram diversos e, ao mesmo tempo, idênticos...
Finalmente, num último esforço... consegui concentrar os raios de minha consciência no foco almejado. Nesse instante, como se uma repentina combustão fundisse todos os raios numa unidade, ergueu-se diante de mim uma prodigiosa, inefável luz branca e brilhante cuja força era tão intensa que quase caí para trás... Sabendo intimamente que não era necessário perscrutar além dela, decidi certificar-me de novo; tentei atravessar esse brilho que quase me cegava, a fim de ver o que continha. Com grande esforço o consegui... Era a dualidade do Filho... o oculto tornara-se manifesto, o indefinido, definido, o não-individuado, individuado: Deus como Senhor, que prova através de sua dualidade, que é substancia e força, amor e vontade, feminino e masculino, mãe e pai”.
Assim, ele considerou Deus como dois em um, da mesma forma que o homem. Além disso, observou algo que é sublinhado em nosso texto, isto é, a “suspensão da respiração”. Afirma que a respiração comum cessa, dando lugar a uma respiração interna, como se outra pessoa, alheia a seu organismo físico, respirasse por ele. Acrescenta que tal ser poderia consubstanciar a “enteléquia” de Aristóteles, ou o “Cristo interno” do apóstolo Paulo, “a individualidade espiritual e substancial engendrada dentro da personalidade física e fenomênica representando, portanto, o renascimento do homem num plano transcendental”.Esta experiência autêntica contém todos os símbolos essenciais do nosso texto. O próprio fenômeno, isto é, a visão da luz, é uma experiência comum a muitos místicos, e indubitavelmente muito significativa, pois em todas as épocas e lugares compareceu como o incondicionado, reunindo em si a maior for;Ca e o sentido mais profundo. HILDEGARD VON BINGEN, personalidade significativa (mesmo deixando de lado sua mística), escreve acerca de uma visão central que teve bem semelhante à experiência acima citada (...).
A união dos opostos num nível mais alto da consciência, como já mencionamos, não é uma questão racional e muito menos uma questão de vontade, mas um processo de desenvolvimento psíquico, que se exprime em símbolos. Historicamente, este processo sempre foi representado através de símbolos e ainda hoje o desenvolvimento da personalidade individual é figurado mediante imagens simbólicas. Tais fatos se me apresentaram da seguinte maneira: os produtos das fantasias espontâneas, de que tratamos acima, se aprofundavam e se concentravam progressivamente em torno de formações abstratas, que parecem representar “princípios”, no sentido dos “archai” gnósticos. Quando as fantasias tomam a forma de pensamentos, emergem formulações intuitivas de leis ou princípios obscuramente pressentidos, que logo tendem a ser dramatizados ou personificados. (Voltaremos depois a este ponto).
Se as fantasias forem desenhadas, comparecem símbolos que pertencem principalmente ao tipo do “mandala”. Mandala significa círculo e particularmente círculo mágico. Os mandalas não se difundiram somente através do oriente, mas também são encontrados entre nós. A Idade Média e em especial a baixa Idade Média é rica de mandalas cristãos.
Em geral o Cristo é figurado no centro e os quatro evangelistas ou seus símbolos, nos pontos cardeais. Esta concepção deve ser muito antiga, porquanto Horus e seus quatro filhos foram representados da mesma forma, entre os egípcios. (Como se sabe, Horus e seus quatro filhos têm uma relação estreita com Cristo e aos quatro evangelistas). Mais tarde, encontramos um inegável e interessante mandala em Jacob Boheme, em seu livro sobre a alma. É evidente que ele representa um sistema psicocósmico, de forte coloração cristã. É o “olho filosófico”, ou o “espelho da sabedoria”, denominações estas que mostram de modo claro tratar-se de uma summa de sabedoria secreta.
A maioria dos mandalas tem a forma o quatérnio, o que lembra o número básico: a tetraktys de uma flor, de uma cruz ou roda, tendendo nitidamente para pitagórica. Entre os índios Pueblo os mandalas são desenhados na areia, para uso ritual. Entretanto, os mandalas mais belos são os do budismo tibetano. Os símbolos de nosso texto acham-se representados nesses mandalas. Encontrei também desenhos mandálicos entre doentes mentais, entre pessoas que certamente não tinham qualquer idéia das conexões aqui mencionadas.
Algumas de minhas pacientes de sexo feminino não desenhavam, mas dançavam mandalas. Na Índia, isto se chama: mandala nritya, que significa dança mandálica. As figurações da dança têm o mesmo sentido que as do desenho. Os próprios pacientes quase nada podem dizer acerca do sentido simbólico dos mandalas, mas se sentem fascinados por eles. Reconhecem que exprimem algo e que atuam sobre seu estado anímico subjetivo.
Nosso texto promete “revelar o segredo da Flor de Ouro do grande Uno”. A flor de outro é a luz, e a luz do céu é o Tao. A flor de outro é um símbolo mandálico que já tenho encontrado muitas vezes nos desenhos de meus pacientes. Ela é desenhada a modo de um ornamento geometricamente ordenado, ou então como uma flor crescendo da planta. Esta última na maioria dos casos é uma formação que irrompe do “fundo da obscuridade, em cores luminosas e incandescentes, desabrochando no alto sua flor de luz (num símbolo semelhante ao da árvore de Natal). Tais desenhos exprimem o nascimento da flor de outro, pois, segundo o Hui Ming Ging, a “vesícula germinal” é o “castelo de cor amarela”, o “coração celeste”, os “terraços da vitalidade”, o “campo de uma polegada da casa de um pé”, a “sala purpúrea da cidade de jade”, a “passagem escura”, o “espaço do céu primeiro”, o “castelo do dragão no fundo do mar”. Ela é também chamada a “região fronteiriça das montanhas de neve”, a “passagem primordial”, o “reino da suprema alegria”, o “país sem fronteiras” e o “altar sobre o qual consciência e vida são criadas”. “Se o agonizante não conhecer este lugar germinal”, diz o Hui Ming Ging, “não em encontrará a unidade de consciência e vida nem mesmo em mil nascimentos, ou dez mil eons”.
O princípio, no qual tudo ainda é um e que portanto parece ser a meta mais alta, jaz no fundo do mar, na escuridão do inconsciente. Na vesícula germinal, consciência e vida (ou “essência”e “vida”, isto é, sing-ming) são ainda “uma só unidade”, “inseparavelmente misturada como a semente do fogo no forno da purificação”. “Dentro da vesícula germinal está o fogo do soberano”. “Todos os sábios começaram a sua obra pela vesícula germinal”. Notem-se as analogias com o fogo. Conheço uma série de desenhos de mandalas europeus, onde aparece uma espécie de semente vegetal envolta em membranas, flutuando na água. A partir do fundo, o fogo sobe e penetra a semente, incubando-a de tal modo, que uma grande flor de outro cresce da vesícula germinal.
Esta simbólica refere-se a uma espécie de processo alquímico de purificação e de enobrecimento; a escuridão gera a luz e a partir do “chumbo da região da água”cresce o ouro nobre; o inconsciente torna-se consciente, mediante um processo de vida e crescimento. (Em total analogia com isto, lembremos a kundalini da ioga hindu). Desse modo se processa a unificação de consciência e vida.
Fonte: “O Segredo da flor de Ouro” – C.G. Jung e R. Wilhelm - Vozes - 1971
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Terapia com Mandalas
A EXPERIÊNCIA DO SAGRADO EM ARTETERAPIA
Cito aqui literalmente a Dra.Achterberg, por ter definido tão sensível e profundamente a experiência do sagrado - depois de ler sua definição, não consegui pensar numa forma melhor de colocar essa questão:
“Sabemos que existem aspectos poderosos e invisíveis em nosso ser. Tudo é sagrado – o oxigênio é sagrado, o hidrogênio é sagrado porque nosso espírito vive nessas moléculas, e a consciência, seja lá o que seja, pode adentrar aquilo que chamamos de matéria, interagir com ela, amá-la, compreendê-la. O carbono em nossos ossos foram um dia parte das estrelas, o sangue em nossas veias foram um dia parte dos oceanos, e os fluidos em nossos corpos que estão dançando com a lua e as estrelas, o sol e as marés, somos todos nós... Pensem em nossos pulmões, e de como respiramos moléculas de cada santo, sábio e pessoas que amamos... Não somos separados. Pensem neste círculo de cura e nosvínculos que existem entre nós. Somos quimicamente relacionados, não terminamos em nossaspeles. Somos realmente moléculas de luz concentradas e dançantes... E quando penso em mim enas pessoas a minha volta desta forma, meus pensamentos voltam-se a idéias maistranscendentes do que as que normalmente contemplamos em nossa consciência. Então, espero que a medicina, e por medicina me refiro a tudo o que ajuda nos processos de cura, possa realmente começar a levar em conta a totalidade do que somos, a considerar que não terminamosem nossas peles, e que o que está além de nossas peles talvez seja mais fundamental para nossos processos de cura. E que o acesso de um a outro, ao mundo interno, ao mundo mais transcendente pode bem ser as visões, imagens ou sonhos imateriais.”
Cada um de nós necessita de um canal de expressão a que recorrer quando estamosvivendo momentos onde sentimos nossa alma mergulhar em uma noite negra e sombria. Para uns é pintar, para outros é escrever, o que importa realmente é poderreacender e manter o fogo criativo. Quando as pessoas começam a expressar-se através da dança, das artes plásticas, da música, o que elas expressam é verdadeiro, original, espontâneo. A arteterapia como poder de cura se espalha hoje em dia por hospitais, clínicas, escolase instituições. Não para levar as pessoas a serem artistas do pincel ou do lápis, maspara que possam ser artistas do manter-se vivos e bem. O que pode ser mais sagrado que isso?
@ Marta E. Maltoni Gehringer
“Sabemos que existem aspectos poderosos e invisíveis em nosso ser. Tudo é sagrado – o oxigênio é sagrado, o hidrogênio é sagrado porque nosso espírito vive nessas moléculas, e a consciência, seja lá o que seja, pode adentrar aquilo que chamamos de matéria, interagir com ela, amá-la, compreendê-la. O carbono em nossos ossos foram um dia parte das estrelas, o sangue em nossas veias foram um dia parte dos oceanos, e os fluidos em nossos corpos que estão dançando com a lua e as estrelas, o sol e as marés, somos todos nós... Pensem em nossos pulmões, e de como respiramos moléculas de cada santo, sábio e pessoas que amamos... Não somos separados. Pensem neste círculo de cura e nosvínculos que existem entre nós. Somos quimicamente relacionados, não terminamos em nossaspeles. Somos realmente moléculas de luz concentradas e dançantes... E quando penso em mim enas pessoas a minha volta desta forma, meus pensamentos voltam-se a idéias maistranscendentes do que as que normalmente contemplamos em nossa consciência. Então, espero que a medicina, e por medicina me refiro a tudo o que ajuda nos processos de cura, possa realmente começar a levar em conta a totalidade do que somos, a considerar que não terminamosem nossas peles, e que o que está além de nossas peles talvez seja mais fundamental para nossos processos de cura. E que o acesso de um a outro, ao mundo interno, ao mundo mais transcendente pode bem ser as visões, imagens ou sonhos imateriais.”
Cada um de nós necessita de um canal de expressão a que recorrer quando estamosvivendo momentos onde sentimos nossa alma mergulhar em uma noite negra e sombria. Para uns é pintar, para outros é escrever, o que importa realmente é poderreacender e manter o fogo criativo. Quando as pessoas começam a expressar-se através da dança, das artes plásticas, da música, o que elas expressam é verdadeiro, original, espontâneo. A arteterapia como poder de cura se espalha hoje em dia por hospitais, clínicas, escolase instituições. Não para levar as pessoas a serem artistas do pincel ou do lápis, maspara que possam ser artistas do manter-se vivos e bem. O que pode ser mais sagrado que isso?
@ Marta E. Maltoni Gehringer
ARTETERAPIA COM CRIANÇAS HOSPITALIZADAS
Por Ana Cláudia Afonso Valladares
RESUMO: A hospitalização institui uma crise na vida da criança e afeta tanto seu lado orgânico como o psíquico, determinando distúrbios comportamentais diversos e interrompendo seu desenvolvimento normal. Assim, o trabalho junto às crianças hospitalizadas torna-se fundamental para amenizar os efeitos negativos da doença, hospitalização e tratamento, que ameaçam seu desenvolvimento psicossocial normal. A arteterapia, meio de expressão e criação, restabelece uma maneira natural da criança comunicar-se com as outras pessoas; através dela a criança amplia seu conhecimento sobre o mundo e se desenvolve emocional e socialmente, motivo pelo qual não deve faltar na vida de qualquer criança, especialmente daquelas hospitalizadas. O objetivo deste trabalho é analisar os efeitos da utilização da arteterapia com crianças hospitalizadas. Trata-se de uma pesquisa com a abordagem quase-experimental, baseada em estudos quantitativos, fundamentados na mudança de comportamento e desenvolvimento das crianças hospitalizadas, bem como das imagens configuradas. Participaram do estudo 20 crianças, distribuídas em dois grupos: grupo experimental (n=10) e grupo controle (n=10). Crianças pertencentes ao grupo experimental submeteram-se às intervenções em arteterapia, sendo avaliadas através de instrumentos preestabelecidos, antes e após as intervenções em arteterapia, enquanto as do grupo controle também foram avaliadas no mesmo período, porém sem as referidas intervenções. A análise dos dados mostrou que as crianças do grupo experimental melhoraram seu comportamento, desenvolvimento plástico e produções plásticas, ao contrário das do outro grupo, que permaneceram com desempenhos mais uniformes. A arteterapia constituiu-se num excelente meio para canalizar, de maneira positiva, as variáveis do desenvolvimento da criança hospitalizada e neutralizar os fatores de ordem afetiva que, naturalmente, surgem, além de expor potenciais mais saudáveis da criança, por vezes pouco estimulados no contexto da hospitalização.
PALAVRAS-CHAVES: Terapia pela arte; Saúde Mental; Criança Hospitalizada
1Dissertação de Mestrado apresentada e ao Programa de Pós Graduação em Enfermagem Psiquiátrica e Ciências Humanas da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto- USP (258p. + anexos), sob orientação da Profa. Dra. Ana Maria Pimenta Carvalho. Defendida em 12/12/2003.
2Enfermeira. Mestre em Enfermagem. Doutoranda no Programa de Pós Graduação em Enfermagem Psiquiátrica e Ciências Humanas da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto- USP. Professora Assistente da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás. Rua 227, Qd 68 s/n (FEN/UFG); Setor Leste Universitário; CEP 74605-080; Goiänia, GO, aclaudaval@terra.com.br.
http://www.fen.ufg.br/
RESUMO: A hospitalização institui uma crise na vida da criança e afeta tanto seu lado orgânico como o psíquico, determinando distúrbios comportamentais diversos e interrompendo seu desenvolvimento normal. Assim, o trabalho junto às crianças hospitalizadas torna-se fundamental para amenizar os efeitos negativos da doença, hospitalização e tratamento, que ameaçam seu desenvolvimento psicossocial normal. A arteterapia, meio de expressão e criação, restabelece uma maneira natural da criança comunicar-se com as outras pessoas; através dela a criança amplia seu conhecimento sobre o mundo e se desenvolve emocional e socialmente, motivo pelo qual não deve faltar na vida de qualquer criança, especialmente daquelas hospitalizadas. O objetivo deste trabalho é analisar os efeitos da utilização da arteterapia com crianças hospitalizadas. Trata-se de uma pesquisa com a abordagem quase-experimental, baseada em estudos quantitativos, fundamentados na mudança de comportamento e desenvolvimento das crianças hospitalizadas, bem como das imagens configuradas. Participaram do estudo 20 crianças, distribuídas em dois grupos: grupo experimental (n=10) e grupo controle (n=10). Crianças pertencentes ao grupo experimental submeteram-se às intervenções em arteterapia, sendo avaliadas através de instrumentos preestabelecidos, antes e após as intervenções em arteterapia, enquanto as do grupo controle também foram avaliadas no mesmo período, porém sem as referidas intervenções. A análise dos dados mostrou que as crianças do grupo experimental melhoraram seu comportamento, desenvolvimento plástico e produções plásticas, ao contrário das do outro grupo, que permaneceram com desempenhos mais uniformes. A arteterapia constituiu-se num excelente meio para canalizar, de maneira positiva, as variáveis do desenvolvimento da criança hospitalizada e neutralizar os fatores de ordem afetiva que, naturalmente, surgem, além de expor potenciais mais saudáveis da criança, por vezes pouco estimulados no contexto da hospitalização.
PALAVRAS-CHAVES: Terapia pela arte; Saúde Mental; Criança Hospitalizada
1Dissertação de Mestrado apresentada e ao Programa de Pós Graduação em Enfermagem Psiquiátrica e Ciências Humanas da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto- USP (258p. + anexos), sob orientação da Profa. Dra. Ana Maria Pimenta Carvalho. Defendida em 12/12/2003.
2Enfermeira. Mestre em Enfermagem. Doutoranda no Programa de Pós Graduação em Enfermagem Psiquiátrica e Ciências Humanas da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto- USP. Professora Assistente da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás. Rua 227, Qd 68 s/n (FEN/UFG); Setor Leste Universitário; CEP 74605-080; Goiänia, GO, aclaudaval@terra.com.br.
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Arte e Inclusão,
Arteterapia e Humanização,
Terapia pela Arte
Terapia Artística: Como pode ajudar?
# Facilitando a expressão de sentimentos difíceis de verbalizar;
# Estimulando a imaginação e a criatividade;
# Aumentando a auto-estima e a confiança;
# Desenvolvendo hábitos saudáveis;
# Identificando sentimentos e bloqueios na expressão emocional/afectiva e no crescimento;# Abrindo canais de comunicação;
# Tornando a expressão verbal mais acessível;
#...
# Estimulando a imaginação e a criatividade;
# Aumentando a auto-estima e a confiança;
# Desenvolvendo hábitos saudáveis;
# Identificando sentimentos e bloqueios na expressão emocional/afectiva e no crescimento;# Abrindo canais de comunicação;
# Tornando a expressão verbal mais acessível;
#...
Terapia Artística: a quem se destina?
A quem sente necessidade de aumentar o conhecimento interno de si, adquirindo assim uma maior estabilidade emocional. A quem precisa de uma psicoterapia de apoio, face à incapacidade de lidar com situações como o divórcio, o luto, a reforma, a doença física etc… ou em caso de patologia psíquica.
A Arte-terapia é utilizada como meio terapêutico nas mais variadas situações como:
* Depressões/esgotamento, stress pós-traumático (na sequência de doença, situações pós-operatórias, partos, acidentes),perturbações da personalidade, perturbações afectivas, problemáticas ligadas à identidade sexual;
* Situações de risco como isolamento, ansiedade, stress, problemas comportamentais, insucesso escolar;
* Acompanhamento de grávidas
*...
A Arte-terapia é utilizada como meio terapêutico nas mais variadas situações como:
* Depressões/esgotamento, stress pós-traumático (na sequência de doença, situações pós-operatórias, partos, acidentes),perturbações da personalidade, perturbações afectivas, problemáticas ligadas à identidade sexual;
* Situações de risco como isolamento, ansiedade, stress, problemas comportamentais, insucesso escolar;
* Acompanhamento de grávidas
*...
Contos, Histórias, Lenga-lengas - ferramentas poderosas de arteterapia
A literatura nas suas mais variadas formas, constitui uma ferramenta de expressão em arteterapia absolutamente poderosa. Abaixo dois exemplos para reflexão:
A lição da borboleta
Um dia, uma pequena abertura apareceu em um casulo. Um homem sentou e observou a borboleta por várias horas, conforme ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco. Então pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso. Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais. O homem decidiu ajudar a borboleta: ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta então saiu facilmente. Mas seu corpo estava murcho e era pequeno e tinha as asas amassadas.
O homem continuou a observar a borboleta porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo que iria se afirmar com o tempo. Nada aconteceu! Na verdade, a borboleta passou o resto da sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar. O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo com que Deus fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de modo que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo. Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossa vidas. Se Deus nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, ele nos deixaria aleijados. Nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido. Nós nunca poderíamos voar...
O Nó
Em uma reunião de pais, numa escola de periferia, a diretora incentivava o apoio que os pais deveriam dar aos filhos. Ela lembrava também que os mesmos deveriam se fazer presentes para os filhos. Entendia que, embora soubesse que a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhasse fora, deveriam achar um tempinho para se dedicar as crianças e atendê-las.A diretora ficou muito surpresa quando um pai se levantou e explicou, na sua maneira humilde, que não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo durante a semana, pois saía muito cedo para trabalhar e o garoto ainda estava dormindo, e ao voltar ele já havia se deitado, porque era muito tarde.Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para poder prover o sustento da sua família. Porém, ele contou que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho, mas que tentava se redimir, indo beijá-lo todas as noites quando chegava em casa, e, para que o filho soubesse de sua presença, dava um nó na ponta do lençol que o cobria. Isso acontecia, religiosamente, todas as noites, ao beijá-lo.Quando este acordava e via o nó, sabia por intermédio dele que o pai tinha estado ali e o havia beijado. O nó era o elo de comunicação entre ambos.Mais surpresa ainda a diretora ficou ao constatar que o filho deste pai era um dos melhores alunos da sala.Esta história nos faz refletir muitas e muitas maneiras de um pai se fazer presente, de se comunicar com o filho, e esse pai encontrou a maneira dele. E o mais importante: a criança percebeu isso.Nós nos preocupamos com os nossos filhos, mas é importante que eles sintam, que saibam disso.Devemos nos exercitar nessa comunicação e encontrar cada um a própria maneira de mostrar ao filho a sua presença.E, você, já deu um nó no lençol do seu filho hoje?
A lição da borboleta
Um dia, uma pequena abertura apareceu em um casulo. Um homem sentou e observou a borboleta por várias horas, conforme ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco. Então pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso. Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais. O homem decidiu ajudar a borboleta: ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta então saiu facilmente. Mas seu corpo estava murcho e era pequeno e tinha as asas amassadas.
O homem continuou a observar a borboleta porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo que iria se afirmar com o tempo. Nada aconteceu! Na verdade, a borboleta passou o resto da sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar. O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo com que Deus fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de modo que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo. Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossa vidas. Se Deus nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, ele nos deixaria aleijados. Nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido. Nós nunca poderíamos voar...
O Nó
Em uma reunião de pais, numa escola de periferia, a diretora incentivava o apoio que os pais deveriam dar aos filhos. Ela lembrava também que os mesmos deveriam se fazer presentes para os filhos. Entendia que, embora soubesse que a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhasse fora, deveriam achar um tempinho para se dedicar as crianças e atendê-las.A diretora ficou muito surpresa quando um pai se levantou e explicou, na sua maneira humilde, que não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo durante a semana, pois saía muito cedo para trabalhar e o garoto ainda estava dormindo, e ao voltar ele já havia se deitado, porque era muito tarde.Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para poder prover o sustento da sua família. Porém, ele contou que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho, mas que tentava se redimir, indo beijá-lo todas as noites quando chegava em casa, e, para que o filho soubesse de sua presença, dava um nó na ponta do lençol que o cobria. Isso acontecia, religiosamente, todas as noites, ao beijá-lo.Quando este acordava e via o nó, sabia por intermédio dele que o pai tinha estado ali e o havia beijado. O nó era o elo de comunicação entre ambos.Mais surpresa ainda a diretora ficou ao constatar que o filho deste pai era um dos melhores alunos da sala.Esta história nos faz refletir muitas e muitas maneiras de um pai se fazer presente, de se comunicar com o filho, e esse pai encontrou a maneira dele. E o mais importante: a criança percebeu isso.Nós nos preocupamos com os nossos filhos, mas é importante que eles sintam, que saibam disso.Devemos nos exercitar nessa comunicação e encontrar cada um a própria maneira de mostrar ao filho a sua presença.E, você, já deu um nó no lençol do seu filho hoje?
Arte Terapia: Arte com arte na escola
O termo Arte-Terapia surge pela primeira vez em 1945 no primeiro livro publicado por Adrian Hill, Art vs Illness (Arte versus Doença). Adrian Hill, artista inglês, esteve internado num sanatório para tratar uma tuberculose. Durante o longo período de evolução da sua doença e reabilitação, numa época em que os recursos para a combater eram escassos, ele passou o tempo a pintar. Os médicos que o assistiam puderam observar uma aceleração na sua recuperação e um estado geral de bem estar manifesto. Após o seu restabelecimento, eles convidaram-no a regressar para fazer pintura com os pacientes do sanatório. Desde esses acontecimentos a Arte-Terapia evoluiu significativamente, tanto do ponto de vista dos modelos que a caracterizam, das formações existentes, como dos países em que é reconhecida. Basta dizer que a Arte-Terapia é um dos meios terapêuticos reconhecido e subvencionado pelo sistema de saúde britânico. Ela é, a título de exemplo, uma valência terapêutica reconhecida pela Associação Internacional para o Tratamento da Esquizofrenia.
O interesse despertado pela relação entre arte e terapia já vem de longe e são inúmeros os precursores que se podem encontrar ao longo dos tempos. Tanto a psiquiatria do Séc. XIX como a psicanálise do Séc. XX ficaram fascinadas com a recolha de sinais e símbolos, independentemente de estes serem a manifestação de sintomas de quadros clínicos ou a representação - segundo uma grelha fundamentada na interpretação - de complexos descritos por Freud. Muitos manifestaram interesse na arte como veículo de expressão psicopatológica ou não, como Charcot, Freud, Morgenthaler, Prinzhorn, Jung e outros.
Aquilo que caracteriza a Arte-Terapia é proveniente de 3 correntes:
· a teórico-prática, como expressão artística e material de diagnóstico, semiológico e de prognóstico,
· a pragmática, considerando a arte como instrumento terapêutico, mesmo reduzindo-se à ocupação e distração do doente,
· a estética, emergindo do Surrealismo e da Arte-Bruta, como descoberta quase etnográfica de criadores considerados "fora das normas".
A experiência artística pode intensificar qualquer experiência humana e incrementar a consciencialização do sensorial e a sensibilidade estética. No contexto da Arte-Terapia, a facilitação de tal tomada de consciência pode ser importante para promover a riqueza interior, a vitalidade e a qualidade de vida. Esta experiência tem um papel importante na mobilização das pulsões reprimidas e assim facilita uma vida psicológica mais livre. Imagens de transformação e mudança, representadas nas criações artísticas, dão expressão à função reparadora no decurso do processo terapêutico.
Em Arte-Terapia existem diversos níveis de intervenção, como por exemplo:
1. Arte-Terapia Integrativa: neste nível de intervenção, centrado no "aqui e agora" de uma sessão, é proposto o acesso integrativo aos vários mediadores de expressão, através de propostas orientadoras (intervenção semi-diretiva). É assim facilitado o auto-conhecimento, o desenvolvimento pessoal e a inter-relação com os outros (caso seja no âmbito de uma intervenção grupal), através das artes plásticas, de jogos, da expressão corporal e dramática, de fantoches, da música, da escrita livre, etc...
2. Arte-Psicoterapia Analítica(individual ou em grupo): exige do arte-psicoterapeuta uma postura analítica e um eficaz manejo das teorias psicanalítica e grupanalítica. É uma abordagem essencialmente elaborativa, que também é designada com Psicoterapia Analítica Mediada.
A Associação Americana de Arte-Terapeutas (A.A.T.A), define-a como uma profissão de carácter humanístico em que a utilização de mediadores de expressão artística reflecte o processo criativo e as respostas do paciente/cliente face à sua produção de arte, como espelho de um desenvolvimento pessoal, das aptidões, da personalidade, de interesses, de preocupações e conflitos.
A Arte-Terapia baseia-se no conhecimento do desenvolvimento humano e nas teorias da psicologia que são implementadas num amplo espectro de modelos de avaliação e tratamento como o modelo educacional, o modelo psicodinâmico, o modelo cognitivo, o modelo transpessoal e outros meios terapêuticos. Esses modelos procuram reconciliar conflitos emocionais, fomentando um maior conhecimento de si, o desenvolvimento de aptidões sociais, a gestão de comportamentos, a resolução de problemas, a redução de ansiedades e o incremento da auto-estima. Ainda segundo a A.A.T.A., a Arte-Terapia constitui um tratamento efetivo em casos de problemáticas de desenvolvimento pessoal, de saúde, de aprendizagem, sociais e psicológicas e é praticada em instituições de saúde mental, de reabilitação, hospitais, escolares.
Para a Associação Nacional Australiana de Arte-Terapia (A.N.A.T.A.) a Arte-Terapia como forma de psicoterapia, é uma prática interdisciplinar praticada através da saúde e da medicina, utilizando várias formas de artes visuais como o desenho, a pintura, a escultura e a colagem. Alguns terapeutas usam fotografia e a técnica dos tabuleiros de areia. Geralmente baseia-se em princípios psicanalíticos ou psicodinâmicos, mas os terapeutas são livres de usar bases teóricas em que se sintam mais à vontade.
A Arte-Terapia é um meio terapêutico e de diagnóstico em que terapeuta e paciente desenvolvem uma relação inter-pessoal dinâmica, com limites e objetivos específicos. Difere da arte tradicional no sentido em que é enfatizado o processo criativo em detrimento do resultado final. A Arte-Terapia é um processo criativo, para todas as idades e em particular para todos aqueles que se confrontam ou confrontaram com profundas alterações nas suas vidas, quer seja de ordem pessoal ou de auto imagem.
O USO NO CONTEXTO ESCOLAR
A arte é, entre todas as atividades, a que agrega de modo mais eficiente os aspectos racionais e criativos do ser humano.
Ao desenvolver uma atividade artística, o sujeito não só estará interferindo na realidade, como também estará estruturando-se de forma mais adequada, saudável e eficiente.
Através das diversas manifestações artísticas, as pessoas podem se expressar de uma forma própria e singular e superar as mais diversas barreiras da comunicação.
Utilizando-se de todas as expressões artísticas e com recursos simples e muito eficientes a arte terapia favorece o desenvolvimento e à superação de limitações pessoais, buscando-se assim o aumento do repertório de habilidades, a melhor estruturação da personalidade, o aumento do horizonte de interesses, a composição de novos objetivos e a melhor habilidade em lidar com os seus próprios conflitos.
Muitas instituições voltadas para a inclusão social utilizam a arte, como importante meio educacional. . Onde outras metodologias falharam a arte alcançou resultados significativos, principalmente ao atrair espontaneamente meninos e meninas para outras atividades educativas e sociais.
“As muralhas estéticas definiam o território fechado de uma certa forma de ócio elegante. Mas esse lazer ocioso, essa utilização do tempo livre, não foram dados a todos por igual dentro da sociedade: constituíram-se em privilégio das classes sociais favorecidas, que foram também as classes sociais dominantes. (Porcher, 1982, p. 13)
A educação escolar deve assumir, através do ensino e da aprendizagem do conhecimento acumulado pela humanidade, a responsabilidade de dar ao educando o instrumento para que ele exerça uma cidadania mais consciente, crítica e participante. (Ferraz e Fusari, 1993, p. 33 e 34).
Através de projeto educativo integrando todas as disciplinas é possível junto com o professor de artes trabalhar de forma significativa com o objetivo de atrair alunos para que possam desenvolver a aprendizagem,. e recuperar sua auto imagem . Atividades simples tais como a hora do conto, desenhos, interpretação oral e escrita , dramatização dos personagens ou seja através de arte terapia interativa.
Um exemplo deste trabalho foi desenvolvido em uma escola da rede municipal com crianças de 4ª serie. A atividade teve com objetivo resgatar auto-imagem de alunos com dificuldades de leitura e escrita par tanto a professora utilizou -se da hora do conto , tão importante para o desenvolvimento do psiquismo infantil; onde o aluno é autor e co-autor do conto.
Enquanto co-autor um narrador de um lado, e de outro lado o autor contador de historia, e de outro lado o ouvinte, deu-se importância para oralidade. Em seguida para rescrita do conto e leitura desta produção. Num terceiro momento a representação desse personagem e seu significado para o aluno quer seja através de desenho, musica, fantoches, e/ou a dramatização. O educador deve estar atento “saber olhar para saber escutar” para que possa observar o comportamento dos alunos frente a cada passo resgatando sua auto-imagem e de fato favorecendo o aprendizado assim com Adrian Hills alcançou seu crescimento é possível com sensibilidade e com arte para a arte atingir o que desejamos: formação de sujeitos autônomos.
Bibliografia:
Barbosa, Ana Mae. Arte-Educação – Leitura no subsolo. São Paulo . Cortez Editora, 1997.
BROWN, Daniel. Fundamentos de Arte-terapia – coleção Fundamentos. São Paulo: Vitória Régia, 2000.
DUARTE JR., João FranciscoPorque Arte-Educação?. Campinas: Papirus, 1996.
EDWARDS, Betty. Desenhando com o lado direito do Cérebro. Rio de Janeiro: Ediouro, 1984.
JARREU, Gladys Teoria e técnica da Arte-terapia – a compreensão do sujeito. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.
READ, Herbert.O sentido da Arte. São Paulo, IBRASA, 1978.
TOLSTÓI, Leon. O que é Arte?. São Paulo: Ediouro.
© Projetos Pedagógicos Dinâmicos
O interesse despertado pela relação entre arte e terapia já vem de longe e são inúmeros os precursores que se podem encontrar ao longo dos tempos. Tanto a psiquiatria do Séc. XIX como a psicanálise do Séc. XX ficaram fascinadas com a recolha de sinais e símbolos, independentemente de estes serem a manifestação de sintomas de quadros clínicos ou a representação - segundo uma grelha fundamentada na interpretação - de complexos descritos por Freud. Muitos manifestaram interesse na arte como veículo de expressão psicopatológica ou não, como Charcot, Freud, Morgenthaler, Prinzhorn, Jung e outros.
Aquilo que caracteriza a Arte-Terapia é proveniente de 3 correntes:
· a teórico-prática, como expressão artística e material de diagnóstico, semiológico e de prognóstico,
· a pragmática, considerando a arte como instrumento terapêutico, mesmo reduzindo-se à ocupação e distração do doente,
· a estética, emergindo do Surrealismo e da Arte-Bruta, como descoberta quase etnográfica de criadores considerados "fora das normas".
A experiência artística pode intensificar qualquer experiência humana e incrementar a consciencialização do sensorial e a sensibilidade estética. No contexto da Arte-Terapia, a facilitação de tal tomada de consciência pode ser importante para promover a riqueza interior, a vitalidade e a qualidade de vida. Esta experiência tem um papel importante na mobilização das pulsões reprimidas e assim facilita uma vida psicológica mais livre. Imagens de transformação e mudança, representadas nas criações artísticas, dão expressão à função reparadora no decurso do processo terapêutico.
Em Arte-Terapia existem diversos níveis de intervenção, como por exemplo:
1. Arte-Terapia Integrativa: neste nível de intervenção, centrado no "aqui e agora" de uma sessão, é proposto o acesso integrativo aos vários mediadores de expressão, através de propostas orientadoras (intervenção semi-diretiva). É assim facilitado o auto-conhecimento, o desenvolvimento pessoal e a inter-relação com os outros (caso seja no âmbito de uma intervenção grupal), através das artes plásticas, de jogos, da expressão corporal e dramática, de fantoches, da música, da escrita livre, etc...
2. Arte-Psicoterapia Analítica(individual ou em grupo): exige do arte-psicoterapeuta uma postura analítica e um eficaz manejo das teorias psicanalítica e grupanalítica. É uma abordagem essencialmente elaborativa, que também é designada com Psicoterapia Analítica Mediada.
A Associação Americana de Arte-Terapeutas (A.A.T.A), define-a como uma profissão de carácter humanístico em que a utilização de mediadores de expressão artística reflecte o processo criativo e as respostas do paciente/cliente face à sua produção de arte, como espelho de um desenvolvimento pessoal, das aptidões, da personalidade, de interesses, de preocupações e conflitos.
A Arte-Terapia baseia-se no conhecimento do desenvolvimento humano e nas teorias da psicologia que são implementadas num amplo espectro de modelos de avaliação e tratamento como o modelo educacional, o modelo psicodinâmico, o modelo cognitivo, o modelo transpessoal e outros meios terapêuticos. Esses modelos procuram reconciliar conflitos emocionais, fomentando um maior conhecimento de si, o desenvolvimento de aptidões sociais, a gestão de comportamentos, a resolução de problemas, a redução de ansiedades e o incremento da auto-estima. Ainda segundo a A.A.T.A., a Arte-Terapia constitui um tratamento efetivo em casos de problemáticas de desenvolvimento pessoal, de saúde, de aprendizagem, sociais e psicológicas e é praticada em instituições de saúde mental, de reabilitação, hospitais, escolares.
Para a Associação Nacional Australiana de Arte-Terapia (A.N.A.T.A.) a Arte-Terapia como forma de psicoterapia, é uma prática interdisciplinar praticada através da saúde e da medicina, utilizando várias formas de artes visuais como o desenho, a pintura, a escultura e a colagem. Alguns terapeutas usam fotografia e a técnica dos tabuleiros de areia. Geralmente baseia-se em princípios psicanalíticos ou psicodinâmicos, mas os terapeutas são livres de usar bases teóricas em que se sintam mais à vontade.
A Arte-Terapia é um meio terapêutico e de diagnóstico em que terapeuta e paciente desenvolvem uma relação inter-pessoal dinâmica, com limites e objetivos específicos. Difere da arte tradicional no sentido em que é enfatizado o processo criativo em detrimento do resultado final. A Arte-Terapia é um processo criativo, para todas as idades e em particular para todos aqueles que se confrontam ou confrontaram com profundas alterações nas suas vidas, quer seja de ordem pessoal ou de auto imagem.
O USO NO CONTEXTO ESCOLAR
A arte é, entre todas as atividades, a que agrega de modo mais eficiente os aspectos racionais e criativos do ser humano.
Ao desenvolver uma atividade artística, o sujeito não só estará interferindo na realidade, como também estará estruturando-se de forma mais adequada, saudável e eficiente.
Através das diversas manifestações artísticas, as pessoas podem se expressar de uma forma própria e singular e superar as mais diversas barreiras da comunicação.
Utilizando-se de todas as expressões artísticas e com recursos simples e muito eficientes a arte terapia favorece o desenvolvimento e à superação de limitações pessoais, buscando-se assim o aumento do repertório de habilidades, a melhor estruturação da personalidade, o aumento do horizonte de interesses, a composição de novos objetivos e a melhor habilidade em lidar com os seus próprios conflitos.
Muitas instituições voltadas para a inclusão social utilizam a arte, como importante meio educacional. . Onde outras metodologias falharam a arte alcançou resultados significativos, principalmente ao atrair espontaneamente meninos e meninas para outras atividades educativas e sociais.
“As muralhas estéticas definiam o território fechado de uma certa forma de ócio elegante. Mas esse lazer ocioso, essa utilização do tempo livre, não foram dados a todos por igual dentro da sociedade: constituíram-se em privilégio das classes sociais favorecidas, que foram também as classes sociais dominantes. (Porcher, 1982, p. 13)
A educação escolar deve assumir, através do ensino e da aprendizagem do conhecimento acumulado pela humanidade, a responsabilidade de dar ao educando o instrumento para que ele exerça uma cidadania mais consciente, crítica e participante. (Ferraz e Fusari, 1993, p. 33 e 34).
Através de projeto educativo integrando todas as disciplinas é possível junto com o professor de artes trabalhar de forma significativa com o objetivo de atrair alunos para que possam desenvolver a aprendizagem,. e recuperar sua auto imagem . Atividades simples tais como a hora do conto, desenhos, interpretação oral e escrita , dramatização dos personagens ou seja através de arte terapia interativa.
Um exemplo deste trabalho foi desenvolvido em uma escola da rede municipal com crianças de 4ª serie. A atividade teve com objetivo resgatar auto-imagem de alunos com dificuldades de leitura e escrita par tanto a professora utilizou -se da hora do conto , tão importante para o desenvolvimento do psiquismo infantil; onde o aluno é autor e co-autor do conto.
Enquanto co-autor um narrador de um lado, e de outro lado o autor contador de historia, e de outro lado o ouvinte, deu-se importância para oralidade. Em seguida para rescrita do conto e leitura desta produção. Num terceiro momento a representação desse personagem e seu significado para o aluno quer seja através de desenho, musica, fantoches, e/ou a dramatização. O educador deve estar atento “saber olhar para saber escutar” para que possa observar o comportamento dos alunos frente a cada passo resgatando sua auto-imagem e de fato favorecendo o aprendizado assim com Adrian Hills alcançou seu crescimento é possível com sensibilidade e com arte para a arte atingir o que desejamos: formação de sujeitos autônomos.
Bibliografia:
Barbosa, Ana Mae. Arte-Educação – Leitura no subsolo. São Paulo . Cortez Editora, 1997.
BROWN, Daniel. Fundamentos de Arte-terapia – coleção Fundamentos. São Paulo: Vitória Régia, 2000.
DUARTE JR., João FranciscoPorque Arte-Educação?. Campinas: Papirus, 1996.
EDWARDS, Betty. Desenhando com o lado direito do Cérebro. Rio de Janeiro: Ediouro, 1984.
JARREU, Gladys Teoria e técnica da Arte-terapia – a compreensão do sujeito. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.
READ, Herbert.O sentido da Arte. São Paulo, IBRASA, 1978.
TOLSTÓI, Leon. O que é Arte?. São Paulo: Ediouro.
© Projetos Pedagógicos Dinâmicos
A POIESIS E A CONSTRUÇÃO DA REALIDADE E DOHOMEM NA PÓS-MODERNIDADE
(...) Por isso não podemos pensar a arte, a poiesis, nas suas concepções tradicionais, esgotadas e insuficientes para enfrentar o abismo que nos ameaça na vigência da essência da técnica. É quando a experienciação técnica da realidade e do homem se torna um perigo que mais se torna urgente a “salvação” da realidade e do homem como experienciação poética. Esta nos instala na essência da verdade, que é a verdade da essência. O grande perigo que ronda a pós-modernidade, enquanto regida pela essência da técnica, é o grande perigo de que esta venha a vigorar na apropriação da verdade e se torne a única via da verdade. Assim sendo, o lugar da poiesis na construção da realidade e do homem passa por uma ultrapassagem das concepções da arte baseadas nas formas e na fruição estética para uma apreensão do seu vigor essencial como manifestação do que a realidade e o homem são em seu sentido e verdade. Uma tal pesquisa empreenderá uma reflexão fundamental sobre o lugar da poiesis na construção da realidade e do homem através de uma Paidéia poética. Não significa isto a proposta de um novo sistema salvador e messiânico de um ideal de homem e de realidade, mas simplesmente um re-vigoramente da pro-cura como Escuta do apelo de reunião (Logos) de homem e realidade enquanto sentido e verdade (aletheia).
@Manuel António de Castro
Universidade Rio de Janeiro
@Manuel António de Castro
Universidade Rio de Janeiro
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A Cura pela Poesia
Imagética e Artes criativas
Vale aqui comentar as sábias reflexões sobre a cura que a Dra. Jeanne Achterberg, psicóloga americana, professora do Saybrook Institute nos Estados Unidos, fez na suapalestra no XXVIII Congresso da Associação Americana de Arteterapia, em 1997.
Aperspectiva da Dra. Achterberg sobre a cura é que não é suficiente uma mudança apenas na medicina mas uma mudança nos valores humanos. E comenta:
“O futuro está além do que alcançamos conhecer, mas o presente está além do que podemosacreditar, fazemos tanto barulho com a tecnologia que não conseguimos descobrir que o portalmágico está em nossas mentes. Mas o tempo chegou, a revelação já ocorreu, e nossos guardiõesjá viram relâmpagos na obscuridade que chamamos realidade. E agora, entramos naquele breveintervalo que ocorre entre o relâmpago e o trovão.”
Criar novas imagens é fundamental, portanto. E essa é uma das funções da Arteterapia.
Dra. Achterberg acredita que a verdade da medicina é que tudo cura alguém (o que trazmuita confusão às nossas metodologias de pesquisa), nada cura a todos, e nada cura para sempre, nenhuma pílula, poção ou manipulação. Na história dos métodos de cura e da medicina sempre estiveram presentes a imagética e as artes criativas e, quando há doença, os doentes podem contar com um círculo de cura. Dependendo da cultura e do tempo, coisas distintas são colocadas nesse círculo, quimioterapia, radiação,manipulação, antibiótico, cristais etc.
Mas o que Dra. Achterberg realmente acredita é que a cura está em outro lugar: nas nossas mentes, na nossa alma. Os vínculos formados nesses círculos de cura são invisíveis e poderosos, podemos chamá-los de amor, contato humano, intencionalidade àdistância, preces, vibração, energia, desenvolvemos vários nomes para isso, mas oimportante é que nesse círculo algo acontece, e acontece em todas as culturas atravésdos tempos.
Dra. Achterberg chama de imagética os sonhos, as visões, as imagens, que levam a insights para atribuição de significados e renovação de valores mais importantes para os seres humanos, fenômeno largamente comprovado na história da humanidade como fontede medicina e cura. Imagética é simplesmente pensamento com qualidade sensorial. O uso da imaginação tem provado ser intervenção poderosa em muitos aspectos das doenças físicas.
Pesquisas demonstram que cerca de 60% das pessoas tem imagens visuais. Essas imagens podem ser também auditivas e olfativas. O uso da imagética, da imaginação edos processos simbólicos na medicina e na cura é uma poderosa estratégia paraprovocar mudanças em pensamentos, comportamentos e/ou processos fisiológicos. No uso da imagética para cura, encontramos alguns ingredientes básicos e centrais quesão necessários:
Um lugar especial - um espaço no ambiente onde a pessoa possa sentir-se numespaço sagrado, ritualístico;
Tempo e regularidade – pesquisas mostram que o tempo necessário para usar aimaginação como um recurso de cura é 22 minutos, mais ou menos 3. A maioriadas experiências de meditação tem essa duração;
Intenção – dedicar um tempo e adentrar o espaço sagrado que a pessoa crioupara si mesma, ou seja, sua intenção, é mais importante do que a forma devisualização;Sistema de apoio – pessoas que podem facilitar o processo de cura formando ocírculo de cura, anteriormente citado;
Estado alterado de consciência – necessário antes que qualquer cura significativaatravés da imaginação possa se dar;
Crença e Fé - O círculo de cura, os vínculos invisíveis, a presença das artes criativas, fé, intenção,lugar, tempo. E todos unidos em um só processo simbólico! O sagrado e processos decura são absolutamente entrelaçados na psique. Parece fácil manter-nos saudáveis comessas práticas.
Qual é, então, a natureza da doença? Por que, com uma freqüência e intensidadevariáveis, adoecemos? Talvez o mais importante não seja saber o que nos faz adoecer,mas sim o que nos torna saudáveis. Esse é o foco do trabalho em Arteterapia.
Texto de Marta E. Maltoni Gehringer
Aperspectiva da Dra. Achterberg sobre a cura é que não é suficiente uma mudança apenas na medicina mas uma mudança nos valores humanos. E comenta:
“O futuro está além do que alcançamos conhecer, mas o presente está além do que podemosacreditar, fazemos tanto barulho com a tecnologia que não conseguimos descobrir que o portalmágico está em nossas mentes. Mas o tempo chegou, a revelação já ocorreu, e nossos guardiõesjá viram relâmpagos na obscuridade que chamamos realidade. E agora, entramos naquele breveintervalo que ocorre entre o relâmpago e o trovão.”
Criar novas imagens é fundamental, portanto. E essa é uma das funções da Arteterapia.
Dra. Achterberg acredita que a verdade da medicina é que tudo cura alguém (o que trazmuita confusão às nossas metodologias de pesquisa), nada cura a todos, e nada cura para sempre, nenhuma pílula, poção ou manipulação. Na história dos métodos de cura e da medicina sempre estiveram presentes a imagética e as artes criativas e, quando há doença, os doentes podem contar com um círculo de cura. Dependendo da cultura e do tempo, coisas distintas são colocadas nesse círculo, quimioterapia, radiação,manipulação, antibiótico, cristais etc.
Mas o que Dra. Achterberg realmente acredita é que a cura está em outro lugar: nas nossas mentes, na nossa alma. Os vínculos formados nesses círculos de cura são invisíveis e poderosos, podemos chamá-los de amor, contato humano, intencionalidade àdistância, preces, vibração, energia, desenvolvemos vários nomes para isso, mas oimportante é que nesse círculo algo acontece, e acontece em todas as culturas atravésdos tempos.
Dra. Achterberg chama de imagética os sonhos, as visões, as imagens, que levam a insights para atribuição de significados e renovação de valores mais importantes para os seres humanos, fenômeno largamente comprovado na história da humanidade como fontede medicina e cura. Imagética é simplesmente pensamento com qualidade sensorial. O uso da imaginação tem provado ser intervenção poderosa em muitos aspectos das doenças físicas.
Pesquisas demonstram que cerca de 60% das pessoas tem imagens visuais. Essas imagens podem ser também auditivas e olfativas. O uso da imagética, da imaginação edos processos simbólicos na medicina e na cura é uma poderosa estratégia paraprovocar mudanças em pensamentos, comportamentos e/ou processos fisiológicos. No uso da imagética para cura, encontramos alguns ingredientes básicos e centrais quesão necessários:
Um lugar especial - um espaço no ambiente onde a pessoa possa sentir-se numespaço sagrado, ritualístico;
Tempo e regularidade – pesquisas mostram que o tempo necessário para usar aimaginação como um recurso de cura é 22 minutos, mais ou menos 3. A maioriadas experiências de meditação tem essa duração;
Intenção – dedicar um tempo e adentrar o espaço sagrado que a pessoa crioupara si mesma, ou seja, sua intenção, é mais importante do que a forma devisualização;Sistema de apoio – pessoas que podem facilitar o processo de cura formando ocírculo de cura, anteriormente citado;
Estado alterado de consciência – necessário antes que qualquer cura significativaatravés da imaginação possa se dar;
Crença e Fé - O círculo de cura, os vínculos invisíveis, a presença das artes criativas, fé, intenção,lugar, tempo. E todos unidos em um só processo simbólico! O sagrado e processos decura são absolutamente entrelaçados na psique. Parece fácil manter-nos saudáveis comessas práticas.
Qual é, então, a natureza da doença? Por que, com uma freqüência e intensidadevariáveis, adoecemos? Talvez o mais importante não seja saber o que nos faz adoecer,mas sim o que nos torna saudáveis. Esse é o foco do trabalho em Arteterapia.
Texto de Marta E. Maltoni Gehringer
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Arteterapia e Imagética
A Transpessoalidade e a Espiritualidade na Experssão Artística...
Selma Ciornai, uma especialista nesta área, diz-nos:
“No trabalho de arteterapia, quando a pessoa começa a mexer com materiais de arte,ela vai se deliciando com a fluidez de uma cor lentamente se misturando com a outra,com as formas que as pressões de seus dedos vão criando na argila... esses efeitos avão fascinando, banhando-a internamente e, sem que se dê conta, vai acalmando o seuritmo interno, entrando em outra sintonia... E, nesse sentido, o trabalho com arte é umameditação ativa.”
Ora, na expressão artística, a pessoa entra num estado alterado de consciência, focalizando o seu mundo interno, estabelecendo um diálogo com o seu Eu, e adentrando assim um canal profundamente intuitivo e mágico, onde se surpreende com as suas próprias imagens e com os significados nela espelhados...
O livro A Sensibilidade do Intelecto, de Fayga Ostrower, ressalta o carácter da espiritualidade patente na arte:
“(...) existem outras metas e motivações determinando o fazer humano do que meramente utilitaristas, motivações de maior importância e da mais profunda necessidade. Tais motivaçõesse centram nas potencialidades criativas e nas qualidades que fazem do homem um ser humano: sua consciência sensível e inteligente, e também consciência no sentido moral, do senso de responsabilidade, sua imaginação e seu poder de simbolização e associação livre, sua permanente busca de significados maiores, sua capacidade de empatia, de amizade e de real amor, sua generosidade, em suma, sua vida espiritual (...) As potencialidades criativas afluem da vida espiritual inerente à consciência e às suas inquietudes. E a realização dessas potencialidades nunca se afigurou aos homens como um divertimento, mas sim como uma necessidade e um real desafio. A arte é uma necessidade de nosso ser, uma necessidade espiritual tão premente quanto as necessidades físicas. A prova disso é o fato irrefutável de todas as culturas na história da humanidade, sem exceção, desde o passado mais remoto até os tempos presentes, terem criado obras de arte, em pintura, escultura, música,dança, como expressão do essencial da realidade de seu viver – uma realidade de dimensões bem maiores do que a utilitarista."
@Yasmin dos Anjos
“No trabalho de arteterapia, quando a pessoa começa a mexer com materiais de arte,ela vai se deliciando com a fluidez de uma cor lentamente se misturando com a outra,com as formas que as pressões de seus dedos vão criando na argila... esses efeitos avão fascinando, banhando-a internamente e, sem que se dê conta, vai acalmando o seuritmo interno, entrando em outra sintonia... E, nesse sentido, o trabalho com arte é umameditação ativa.”
Ora, na expressão artística, a pessoa entra num estado alterado de consciência, focalizando o seu mundo interno, estabelecendo um diálogo com o seu Eu, e adentrando assim um canal profundamente intuitivo e mágico, onde se surpreende com as suas próprias imagens e com os significados nela espelhados...
O livro A Sensibilidade do Intelecto, de Fayga Ostrower, ressalta o carácter da espiritualidade patente na arte:
“(...) existem outras metas e motivações determinando o fazer humano do que meramente utilitaristas, motivações de maior importância e da mais profunda necessidade. Tais motivaçõesse centram nas potencialidades criativas e nas qualidades que fazem do homem um ser humano: sua consciência sensível e inteligente, e também consciência no sentido moral, do senso de responsabilidade, sua imaginação e seu poder de simbolização e associação livre, sua permanente busca de significados maiores, sua capacidade de empatia, de amizade e de real amor, sua generosidade, em suma, sua vida espiritual (...) As potencialidades criativas afluem da vida espiritual inerente à consciência e às suas inquietudes. E a realização dessas potencialidades nunca se afigurou aos homens como um divertimento, mas sim como uma necessidade e um real desafio. A arte é uma necessidade de nosso ser, uma necessidade espiritual tão premente quanto as necessidades físicas. A prova disso é o fato irrefutável de todas as culturas na história da humanidade, sem exceção, desde o passado mais remoto até os tempos presentes, terem criado obras de arte, em pintura, escultura, música,dança, como expressão do essencial da realidade de seu viver – uma realidade de dimensões bem maiores do que a utilitarista."
@Yasmin dos Anjos
PINTURA NA TERAPIA ARTÍSTICA
“A pintura e as imagens, em geral, têm uma especial relação para com as forças que partem do coração. Assim como as cores vivem entre a luz e as trevas a alma humana vive também entre a alegria e a tristeza, prazer e sofrimento. A alma pode ser comparada ao aparelho respiratório: ela somente é sã, quando respiramos harmoniosamente, quando os dois processos de inspiração e expiração se realizam com exatidão. Quando a pessoa já não consegue mais ‘respirar’ com a sua alma, vai adoecendo, principalmente nas regiões do aparelho respiratório e circulatório.”
(Dra. Margarethe Hauschka)
Na Terapia Artística, a pintura está relacionada ao sistema rítmico (respiração e circulação) onde está a esfera dos nossos sentimentos e emoções – a vida anímica. Atuando principalmente através das cores, a pintura é a técnica que ajuda “a alma a respirar”.
Quando pintamos a alma é tocada pelas cores. Esta deve ser uma atividade que, além das indicações terapêuticas corretas, tenha também o elemento do prazer e do entusiasmo. Esse movimento anímico ativa as forças vitais, provocando uma vivificação interna e fazendo com que o sistema glandular realize melhor as suas funções. É também pela respiração rítmica que o pólo neuro-sensorial (pensar) se liga ao pólo metabólico (vontade) e dessa atividade depende muito do nosso bem-estar. Quando não há esta conexão, nos sentimos desanimados, desvitalizados, porque a respiração enfraquecida produz pouco calor para elaborar corretamente as substâncias.
O universo cromático representa de forma objetiva a alma humana. No espectro do arco-íris encontramos a totalidade: entre o claro e o escuro tem-se o caminho das cores, cada qual com o seu caráter individual, que se intensificam e se complementam de maneira harmoniosa. O amarelo é a cor mais próxima da luz, radiante e alegre. Indo um pouco em direção oposta da luz, temos o laranja, dando uma impressão maior de calor e energia. Outro passo adiante entramos no vermelho, a cor da ação, do entusiasmo. Essas são as cores de temperatura quente. Numa faixa de tempero, entre o amarelo (quente) e o azul(frio), encontramos o verde; os olhos e a alma repousam em equilíbrio. Depois vem o azul, a cor mais próxima da escuridão, tranquila, profunda e absolutamente fria. Se o amarelo nos traz alegria, o azul é o contraponto. O violeta já não é tão frio, pois é o azul misturando-se ao vermelho.
As cores constituem um elemento rítmico-respiratório na sua própria alternância entre “cores quentes” que são ativas e expansivas e as “cores frias”, passivas s e contraídas. O que nos dá um indício de como utilizá-las em casos de doenças consideradas “frias” como o reumatismo e o câncer, onde a terapêutica indicada é a vivência com as cores quentes. E o oposto, as doenças inflamatórias (calor excessivo) encontram equilíbrio nos verdes e azuis.
A pintura terapêutica tem como principal técnica a aquarela, que se caracteriza pela transparência, o que torna as cores mais respirantes. A aquarela possibilita também a criação de inúmeros matizes e nuances, dando à alma, através dos olhos, mais condições de vivenciar e expressar os seus conteúdos. Além de ser um material não-tóxico.Na aquarela podemos usar o papel previamente molhado, o que estimula a fluidez, a espontaneidade e a coragem; a nível orgânico, estimula todos os processos de excreção. E é através desta técnica que as funções glandulares são mais ativadas. No papel seco, fazemos o “velado”, a pintura é elaborada em camadas: espera-se a superfície pintada secar para aplicar a próxima. Usada nas situações em que é necessário tomar distancia das emoções para trazê-las à consciência. Sendo uma técnica demorada, requer paciência. Há também situações em que precisamos da cor, mas pela característica da doença (hemorragias ou uma colite ulcerosa) não é indicado lidar com a água, usamos então o lápis de cor, de cera ou o giz pastel.
A respiração pose ser também enfatizada pela maneira como utilizamos o pincel. Pinceladas longas e ritmadas colaboram na consciência do inspirar e expirar, quando são curtas e agitadas tendem a prender a respiração.As primeiras sessões de pintura têm geralmente um tema livre, para que a pessoa possa se familiarizar com o material e expressar genuinamente as suas tendências e conteúdos internos. Essas primeiras impressões serão a bússola pela qual o terapeuta irá se orientar na indicação dos temas ou exercícios cromáticos, que poderão trazer as imagens, que se transformarão em forças anímicas necessárias ao processo do paciente.
As principais indicações da pintura na Terapia Artística Antroposófica, são para todas as situações onde o sistema rítmico e circulatório estejam comprometidos. Sejam situações de natureza psicológica, onde o fluxo rítmico esteja alterado como no medo, timidez e ansiedade; psicossomáticos como a asma; processos já instalados fisicamente (doenças cardíacas, câncer, reumatismo e etc.) em todos os processos de endurecimento da vida anímica devido a um excesso de racionalidade e de um modo geral, em todos os momentos em que o pensar e o agir se achem comprometidos por uma paralisação do sentir.
Apesar da referência de “paciente” a quem se submete à Terapia Artística, seria interessante notar que, no processo ativo da pintura, a pessoa é na verdade um “agente”. Ao pintar, o seu Eu é constantemente convocado a tomar decisões – que cor escolher, onde e quanto colocá-la. Se o resultado desta ação não agradar, há de se escolher outra cor, arriscar uma outra composição. Movimento e coragem interior são requisitados. Quando tudo isto se estende dos pínceis e papéis para o dia-a dia, um passo (ou vários) em direção à cura terá sido dado.
Por Marcia Abumansur
(Matéria publicada no boletim da AURORA, Associação Brasileira de Terapeutas Artísticos Antroposóficos).
(Dra. Margarethe Hauschka)
Na Terapia Artística, a pintura está relacionada ao sistema rítmico (respiração e circulação) onde está a esfera dos nossos sentimentos e emoções – a vida anímica. Atuando principalmente através das cores, a pintura é a técnica que ajuda “a alma a respirar”.
Quando pintamos a alma é tocada pelas cores. Esta deve ser uma atividade que, além das indicações terapêuticas corretas, tenha também o elemento do prazer e do entusiasmo. Esse movimento anímico ativa as forças vitais, provocando uma vivificação interna e fazendo com que o sistema glandular realize melhor as suas funções. É também pela respiração rítmica que o pólo neuro-sensorial (pensar) se liga ao pólo metabólico (vontade) e dessa atividade depende muito do nosso bem-estar. Quando não há esta conexão, nos sentimos desanimados, desvitalizados, porque a respiração enfraquecida produz pouco calor para elaborar corretamente as substâncias.
O universo cromático representa de forma objetiva a alma humana. No espectro do arco-íris encontramos a totalidade: entre o claro e o escuro tem-se o caminho das cores, cada qual com o seu caráter individual, que se intensificam e se complementam de maneira harmoniosa. O amarelo é a cor mais próxima da luz, radiante e alegre. Indo um pouco em direção oposta da luz, temos o laranja, dando uma impressão maior de calor e energia. Outro passo adiante entramos no vermelho, a cor da ação, do entusiasmo. Essas são as cores de temperatura quente. Numa faixa de tempero, entre o amarelo (quente) e o azul(frio), encontramos o verde; os olhos e a alma repousam em equilíbrio. Depois vem o azul, a cor mais próxima da escuridão, tranquila, profunda e absolutamente fria. Se o amarelo nos traz alegria, o azul é o contraponto. O violeta já não é tão frio, pois é o azul misturando-se ao vermelho.
As cores constituem um elemento rítmico-respiratório na sua própria alternância entre “cores quentes” que são ativas e expansivas e as “cores frias”, passivas s e contraídas. O que nos dá um indício de como utilizá-las em casos de doenças consideradas “frias” como o reumatismo e o câncer, onde a terapêutica indicada é a vivência com as cores quentes. E o oposto, as doenças inflamatórias (calor excessivo) encontram equilíbrio nos verdes e azuis.
A pintura terapêutica tem como principal técnica a aquarela, que se caracteriza pela transparência, o que torna as cores mais respirantes. A aquarela possibilita também a criação de inúmeros matizes e nuances, dando à alma, através dos olhos, mais condições de vivenciar e expressar os seus conteúdos. Além de ser um material não-tóxico.Na aquarela podemos usar o papel previamente molhado, o que estimula a fluidez, a espontaneidade e a coragem; a nível orgânico, estimula todos os processos de excreção. E é através desta técnica que as funções glandulares são mais ativadas. No papel seco, fazemos o “velado”, a pintura é elaborada em camadas: espera-se a superfície pintada secar para aplicar a próxima. Usada nas situações em que é necessário tomar distancia das emoções para trazê-las à consciência. Sendo uma técnica demorada, requer paciência. Há também situações em que precisamos da cor, mas pela característica da doença (hemorragias ou uma colite ulcerosa) não é indicado lidar com a água, usamos então o lápis de cor, de cera ou o giz pastel.
A respiração pose ser também enfatizada pela maneira como utilizamos o pincel. Pinceladas longas e ritmadas colaboram na consciência do inspirar e expirar, quando são curtas e agitadas tendem a prender a respiração.As primeiras sessões de pintura têm geralmente um tema livre, para que a pessoa possa se familiarizar com o material e expressar genuinamente as suas tendências e conteúdos internos. Essas primeiras impressões serão a bússola pela qual o terapeuta irá se orientar na indicação dos temas ou exercícios cromáticos, que poderão trazer as imagens, que se transformarão em forças anímicas necessárias ao processo do paciente.
As principais indicações da pintura na Terapia Artística Antroposófica, são para todas as situações onde o sistema rítmico e circulatório estejam comprometidos. Sejam situações de natureza psicológica, onde o fluxo rítmico esteja alterado como no medo, timidez e ansiedade; psicossomáticos como a asma; processos já instalados fisicamente (doenças cardíacas, câncer, reumatismo e etc.) em todos os processos de endurecimento da vida anímica devido a um excesso de racionalidade e de um modo geral, em todos os momentos em que o pensar e o agir se achem comprometidos por uma paralisação do sentir.
Apesar da referência de “paciente” a quem se submete à Terapia Artística, seria interessante notar que, no processo ativo da pintura, a pessoa é na verdade um “agente”. Ao pintar, o seu Eu é constantemente convocado a tomar decisões – que cor escolher, onde e quanto colocá-la. Se o resultado desta ação não agradar, há de se escolher outra cor, arriscar uma outra composição. Movimento e coragem interior são requisitados. Quando tudo isto se estende dos pínceis e papéis para o dia-a dia, um passo (ou vários) em direção à cura terá sido dado.
Por Marcia Abumansur
(Matéria publicada no boletim da AURORA, Associação Brasileira de Terapeutas Artísticos Antroposóficos).
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Pintura Terapeutica,
Terapia pela Arte
Não é Arteterapia!
1. A Arte-terapia não se destina particularmente aos potenciais artistas, aos interessados nas artes ou a quem tenha talento inato na utilização de um ou outro mediador de expressão. Os artistas têm tendência a utilizar as suas aptidões criativas para distorcer ou reprimir material inconsciente, bloqueando com isso o emergir das imagens desse mesmo inconsciente e sabotando assim um processo que visa trabalhar os conflitos internos.
2. Os Arte-terapeutas não são professores. Podem ser artistas, mas têm que ter fundamentalmente uma formação e treino específicos no processo criativo e naquilo que caracteriza o processo terapêutico. Devem ter o seu próprio processo terapêutico, para aumentar o seu "insight" e o conhecimento de si próprio, bem como uma supervisão por parte de outro profissional qualificado. A arte é demasiadamente "poderosa" para se brincar aos terapeutas. O seu efeito potencial em terapia necessita de um treino rigoroso e qualidades profissionais que os Arte-terapeutas utilizam na sua prática diária.
3. A Arte-terapia não é uma terapia ocupacional. Tradicionalmente, a terapia ocupacional trabalha num nível consciente, com o objectivo de desenvolver técnicas na realização de objectos, utilizando métodos mais compatíveis com as do ensino. Assim a Arte-terapia está mais próxima dos processos terapêuticos psicanalíticos, sendo os seus métodos baseados no incentivo da livre associação de ideias e da expressão espontânea, entre outros.
4. A Arte-terapia não serve para fazer diagnósticos através da produção artística. Serve para abrir portas, para aumentar o espaço opcional, para desbloquear conflitos internos que são fonte de sofrimento, para desenvolver a criatividade e a capacidade de comunicação, num enquadramento terapêutico, individual ou grupal. É evidente que existem traços de personalidade e sinais de patologia que se manifestam de forma mais ou menos velada, através da expressão mediada, mas isso só faz realmente sentido num processo acompanhado como um todo. Aquilo que se manifesta hoje pode deixar de se manifestar amanhã e isso no contexto psicodinâmico deve afastar a rotulação fácil e estigmatizante.
2. Os Arte-terapeutas não são professores. Podem ser artistas, mas têm que ter fundamentalmente uma formação e treino específicos no processo criativo e naquilo que caracteriza o processo terapêutico. Devem ter o seu próprio processo terapêutico, para aumentar o seu "insight" e o conhecimento de si próprio, bem como uma supervisão por parte de outro profissional qualificado. A arte é demasiadamente "poderosa" para se brincar aos terapeutas. O seu efeito potencial em terapia necessita de um treino rigoroso e qualidades profissionais que os Arte-terapeutas utilizam na sua prática diária.
3. A Arte-terapia não é uma terapia ocupacional. Tradicionalmente, a terapia ocupacional trabalha num nível consciente, com o objectivo de desenvolver técnicas na realização de objectos, utilizando métodos mais compatíveis com as do ensino. Assim a Arte-terapia está mais próxima dos processos terapêuticos psicanalíticos, sendo os seus métodos baseados no incentivo da livre associação de ideias e da expressão espontânea, entre outros.
4. A Arte-terapia não serve para fazer diagnósticos através da produção artística. Serve para abrir portas, para aumentar o espaço opcional, para desbloquear conflitos internos que são fonte de sofrimento, para desenvolver a criatividade e a capacidade de comunicação, num enquadramento terapêutico, individual ou grupal. É evidente que existem traços de personalidade e sinais de patologia que se manifestam de forma mais ou menos velada, através da expressão mediada, mas isso só faz realmente sentido num processo acompanhado como um todo. Aquilo que se manifesta hoje pode deixar de se manifestar amanhã e isso no contexto psicodinâmico deve afastar a rotulação fácil e estigmatizante.
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Desmistificação da Arteterapia
ARTETERAPIA: Mediadores de Expressão
Os mediadores medeiam a relação entre o paciente/cliente e o psicoterapeuta.
A Arte-terapia utiliza outros mediadores de expressão para além dos referidos nas definições acima transcritas. Assim, um mediador de expressão, no sentido lato, implica tudo quanto permita a expressão do Eu interior e a sua relação com o meio exterior. Os mediadores mais utilizados pelos Arte-terapeutas, são as artes plásticas (pintura, desenho, escultura, barro, colagem), a expressão corporal (mímica, dança/movimento, representação/dramatização e algumas técnicas do psicodrama), a expressão vocal (voz/canto), a música (processo activo, utilizando instrumentos musicais ou processo receptivo na audição musical), os fantoches/marionetas, alguns jogos, os tabuleiros de areia, as fantasias guiadas, os contos de fadas, a escrita livre e criativa, imagens/fotografias e projecção de diapositivos) na utilização de técnicas projectivas, etc...
A Arte-terapia utiliza outros mediadores de expressão para além dos referidos nas definições acima transcritas. Assim, um mediador de expressão, no sentido lato, implica tudo quanto permita a expressão do Eu interior e a sua relação com o meio exterior. Os mediadores mais utilizados pelos Arte-terapeutas, são as artes plásticas (pintura, desenho, escultura, barro, colagem), a expressão corporal (mímica, dança/movimento, representação/dramatização e algumas técnicas do psicodrama), a expressão vocal (voz/canto), a música (processo activo, utilizando instrumentos musicais ou processo receptivo na audição musical), os fantoches/marionetas, alguns jogos, os tabuleiros de areia, as fantasias guiadas, os contos de fadas, a escrita livre e criativa, imagens/fotografias e projecção de diapositivos) na utilização de técnicas projectivas, etc...
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Mediadores de Expressão
Arte-Terapia para as mulheres
Para toda acção terapêutica é primordial levar em conta o tipo de ser humano a que se vai atender, para que seja possível estabelecer uma estratégia de terapia adequada e para que o paciente sinta-se em segurança e compreendido em todas as dimensões do seu ser. A empatia entre a terapeuta e o paciente é fundamental para o sucesso do tratamento.
A antropologia da saúde, disciplina relativamente recente, ensina-nos justamente a adaptar a nossa terapêutica ao tipo de ser humano que estamos a tratar, levando em conta o sexo a que pertence, a sua idade, cultura, raça, religião, etc. Só deste modo o paciente será capaz de expressar-se em total confiança, permitindo que o trabalho terapêutico lhe proporcione uma verdadeira transformação.
O mundo da mulher é um mundo bem específico e achei por bem especializar-me num tipo de atendimento direccionado à elas.Em geral, as mulheres são muito intuitivas e mais familiarizadas com o mundo das emoções, o que geralmente assusta bastante os homens. Isto acontece por várias razões, uma delas pelo facto de serem cíclicas devido a menstruação, o que ocasiona as típicas oscilações de humor que tanto deixam os homens perplexos e por vezes nós próprias.
É no hemisfério cerebral direito que se encontra alojada a nossa intuição e parte do nosso mundo emocional (esta aloja-se também no sistema límbico). Esta parte do cérebro funciona por analogia, associações de ideas e símbolos, e corresponde normalmente a uma actividade “inconsciente”, a mesma que encontra-se bastante activa nos artistas e nas pessoas criativas.
As mulheres são muito criativas e se alguém duvidar disso, basta pensar no “malabarismo” que fazem no seu dia-a-dia para ao mesmo tempo cuidar dos filhos, do marido, da casa, do trabalho e delas (quando obviamente sobram tempo e energia para tal). Por esta e por outras razões é legítimo dizer que SEM SOMBRA DE DÚVIDA AS MULHERES SÃO REALMENTE MUITO CRIATIVAS!!!
O problema está justamente no facto de perderem-se em tantos esforços criativos para cuidarem constantemente dos outros, antes de tratarem de si próprias (o tão famoso sacrifício da “boa mãe”). É fundamental que voltem a conectar-se com elas mesmas e com o mundo criativo puramente feminino, para que seja possível recriarem o seu interior e renascerem para uma nova vida.
Para ilustrar este problema de uma maneira adequada, nada melhor que citar parte do texto de introdução do maravilhoso livro “Mulheres que correm com os lobos”, de Clarissa Pínkola, livro este que em minha opinião toda mulher deveria ler.
«Sentir, pensar ou agir segundo qualquer um dos seguintes exemplos representa ter um relacionamento parcialmente prejudicado ou inteiramente perdido com a psique instintiva profunda. Usando-se exclusivamente a linguagem da mulher, trata-se de sensações de extraordinaria aridez, fadiga, fragilidade, depressão, confusão, de estar amordaçada, calada a força, desestimulada. Sentir-se assustada, deficiente ou fraca, sem inspiração, envergonhada, com uma fúria crônica, instável, amarrada, sem criatividade, deprimida, transtornada. Sentir-se impotente, insegura, hesitante, bloqueada, incapaz de realizações, entregando a própria criatividade para os outros, escolhendo parceiros errados, empregos ou amizades que lhe esgotam a energia, sofrendo por viver em desacordo com os próprios ciclos, superprotectora de si mesma, inerte, inconstante, vacilante, incapaz de regular a própria marcha ou de fixar limites. Não conseguir insistir no seu próprio andamento, preocupar-se em demasia com a opinião alheia, afastar-se do seu Deus ou dos seus deuses, isolar-se da sua própria revitalização, deixar envolver exageradamente na domesticidade, no intelectualismo, no trabalho ou na inércia, porque é esse o lugar mais seguro para quem perdeu os proprios instintos. Recear aventurar-se ou revelar-se, temer procurar um mentor, mãe, pai, temer exibir a própria obra, antes que esteja perfeita, temer iniciar uma viagem, recear gostar de alguém ou dos outros, ter medo de não conseguir parar, de se esgotar, de se exaurir, curvar-se diante da autoridade, perder a energia diante de projetos criativos, encolher-se, humilhar-se, ter angústia, entorpecimento, ansiedade. Ter medo de revidar quando não resta outra coisa a fazer, medo de experimentar o novo, medo de enfrentar, de exprimir sua opinião, de criticar qualquer coisa, de sentir naúseas, aflição, acidez, de sentir-se partida ao meio, estrangulada, conciliadora e gentil com extrema facilidade, de ter sentimentos de vigança. Ter medo de parar, ter medo de agir, contar até três repetidamente sem conseguir começar, ter complexo de superioridade....... Essas rupturas são uma doença não de uma era , nem de um século, mas transforma-se em epidemia a qualquer hora e em qualquer lugar onde as mulheres se vejam aprisionadas, sempre que a naturaza selvática tiver caído na armadilha. Uma mulher saúdavel assemelha-se a uma loba; robusta, plena, com grande força vital, que dá a vida, que tem consciência do seu território, engenhosa, leal e que gosta de perambular....»
Não é preciso maiores explicações, pois neste texto estão contidos os vários tipos de sofrimentos que uma mulher enfrenta na sua existência. Aconselho vivamente à mulher que ao lê-lo tenha se incomodado de alguma forma, que procure ajuda rapidamente, pois as nossas emoções não mentem ao ler palavras tão verdadeiras.
A Arte-Terapia é sem dúvida alguma um excelente método (visto que é da ordem criativa e simbólica) para ajudar a mulher a reapropriar-se de sua verdadeira identidade.
Mas atenção, pois criar somente não é o suficiente! Do meu ponto de vista é igualmente importante reservar à consulta um tempo definido para a expressão verbal, de maneira a conversarmos sobre aquilo que foi criado e que é sentido.
Obviamente que o papel da terapeuta é fundamental nesta relação terapêutica. Esta, obrigatoriamente deve ter realizado um largo e vasto trabalho sobre si mesma (terapia pessoal de muitos anos e supervisão regular) e sobre a sua própria feminilidade. Ela deve ser capaz de criar uma relação de confiança com a sua paciente, de modo a que esta sinta-se livre para expressar o que sente e pensa sem ser julgada, mas apenas compreendida através dos seus sofrimentos e preocupações.
A terapeuta deve inspirar confiança na paciente, devendo ainda ser capaz de enxergá-la para além dos seus sintomas, pois existe sempre uma parte de sua personalidade que mantém-se “sã e salva”, e é justamente esta parte que se deseja resgatar e trazer à luz do mundo.Como já citado anteriormente, a mulher é muito intuitiva e no seu íntimo, sabe realmente o que é bom para ela, mesmo que muitas vezes o negue.
Os grandes vilões acabam sempre por ser os mecanismos de defesas (às vezes conscientes mas na maioria das vezes inconscientes) que entram “em jogo” e boicotam o trabalho terapêutico.Quando isto acontece, a terapeuta deve ser capaz de detectá-los e ajudar a paciente a ultrapassá-los, sempre respeitando seu ritmo.
Tenho por hábito de dizer que a Psicoterapia finca-se obrigatoriamente sobre uma Lei que designo como:
A lei dos 3 P’s
- Protecção: a paciente tem necessidade de um espaço onde se sinta em segurançafísica e psicológica;
- Permissão: para que progressivamente e com a ajuda da terapeuta autorize-se a ser ea agir – como por exemplo: tomar decisões de mudança de vida, etc;
- Potência: o que então lhe proporcionará, felicidade, criatividade, serenidade,liberdade, paz e outros benefícios.
A arte-terapeuta é uma simples guia, que deve conhecer o seu papel na perfeição e saber qual a sua posição no processo terapêutico que a sua paciente inicia. Ela deve saber principalmente quando intervir e quando ficar retraída, pois afinal muitas vezes o silêncio vale mais do que mil palavras! O atêlier de Arte-Terapia deve ser um “ninho” protector onde a mulher se possa “desvendar” em total segurança. Somente assim, ela conseguirá alcançar a sua plenitude.
© Nathalie Durel
A antropologia da saúde, disciplina relativamente recente, ensina-nos justamente a adaptar a nossa terapêutica ao tipo de ser humano que estamos a tratar, levando em conta o sexo a que pertence, a sua idade, cultura, raça, religião, etc. Só deste modo o paciente será capaz de expressar-se em total confiança, permitindo que o trabalho terapêutico lhe proporcione uma verdadeira transformação.
O mundo da mulher é um mundo bem específico e achei por bem especializar-me num tipo de atendimento direccionado à elas.Em geral, as mulheres são muito intuitivas e mais familiarizadas com o mundo das emoções, o que geralmente assusta bastante os homens. Isto acontece por várias razões, uma delas pelo facto de serem cíclicas devido a menstruação, o que ocasiona as típicas oscilações de humor que tanto deixam os homens perplexos e por vezes nós próprias.
É no hemisfério cerebral direito que se encontra alojada a nossa intuição e parte do nosso mundo emocional (esta aloja-se também no sistema límbico). Esta parte do cérebro funciona por analogia, associações de ideas e símbolos, e corresponde normalmente a uma actividade “inconsciente”, a mesma que encontra-se bastante activa nos artistas e nas pessoas criativas.
As mulheres são muito criativas e se alguém duvidar disso, basta pensar no “malabarismo” que fazem no seu dia-a-dia para ao mesmo tempo cuidar dos filhos, do marido, da casa, do trabalho e delas (quando obviamente sobram tempo e energia para tal). Por esta e por outras razões é legítimo dizer que SEM SOMBRA DE DÚVIDA AS MULHERES SÃO REALMENTE MUITO CRIATIVAS!!!
O problema está justamente no facto de perderem-se em tantos esforços criativos para cuidarem constantemente dos outros, antes de tratarem de si próprias (o tão famoso sacrifício da “boa mãe”). É fundamental que voltem a conectar-se com elas mesmas e com o mundo criativo puramente feminino, para que seja possível recriarem o seu interior e renascerem para uma nova vida.
Para ilustrar este problema de uma maneira adequada, nada melhor que citar parte do texto de introdução do maravilhoso livro “Mulheres que correm com os lobos”, de Clarissa Pínkola, livro este que em minha opinião toda mulher deveria ler.
«Sentir, pensar ou agir segundo qualquer um dos seguintes exemplos representa ter um relacionamento parcialmente prejudicado ou inteiramente perdido com a psique instintiva profunda. Usando-se exclusivamente a linguagem da mulher, trata-se de sensações de extraordinaria aridez, fadiga, fragilidade, depressão, confusão, de estar amordaçada, calada a força, desestimulada. Sentir-se assustada, deficiente ou fraca, sem inspiração, envergonhada, com uma fúria crônica, instável, amarrada, sem criatividade, deprimida, transtornada. Sentir-se impotente, insegura, hesitante, bloqueada, incapaz de realizações, entregando a própria criatividade para os outros, escolhendo parceiros errados, empregos ou amizades que lhe esgotam a energia, sofrendo por viver em desacordo com os próprios ciclos, superprotectora de si mesma, inerte, inconstante, vacilante, incapaz de regular a própria marcha ou de fixar limites. Não conseguir insistir no seu próprio andamento, preocupar-se em demasia com a opinião alheia, afastar-se do seu Deus ou dos seus deuses, isolar-se da sua própria revitalização, deixar envolver exageradamente na domesticidade, no intelectualismo, no trabalho ou na inércia, porque é esse o lugar mais seguro para quem perdeu os proprios instintos. Recear aventurar-se ou revelar-se, temer procurar um mentor, mãe, pai, temer exibir a própria obra, antes que esteja perfeita, temer iniciar uma viagem, recear gostar de alguém ou dos outros, ter medo de não conseguir parar, de se esgotar, de se exaurir, curvar-se diante da autoridade, perder a energia diante de projetos criativos, encolher-se, humilhar-se, ter angústia, entorpecimento, ansiedade. Ter medo de revidar quando não resta outra coisa a fazer, medo de experimentar o novo, medo de enfrentar, de exprimir sua opinião, de criticar qualquer coisa, de sentir naúseas, aflição, acidez, de sentir-se partida ao meio, estrangulada, conciliadora e gentil com extrema facilidade, de ter sentimentos de vigança. Ter medo de parar, ter medo de agir, contar até três repetidamente sem conseguir começar, ter complexo de superioridade....... Essas rupturas são uma doença não de uma era , nem de um século, mas transforma-se em epidemia a qualquer hora e em qualquer lugar onde as mulheres se vejam aprisionadas, sempre que a naturaza selvática tiver caído na armadilha. Uma mulher saúdavel assemelha-se a uma loba; robusta, plena, com grande força vital, que dá a vida, que tem consciência do seu território, engenhosa, leal e que gosta de perambular....»
Não é preciso maiores explicações, pois neste texto estão contidos os vários tipos de sofrimentos que uma mulher enfrenta na sua existência. Aconselho vivamente à mulher que ao lê-lo tenha se incomodado de alguma forma, que procure ajuda rapidamente, pois as nossas emoções não mentem ao ler palavras tão verdadeiras.
A Arte-Terapia é sem dúvida alguma um excelente método (visto que é da ordem criativa e simbólica) para ajudar a mulher a reapropriar-se de sua verdadeira identidade.
Mas atenção, pois criar somente não é o suficiente! Do meu ponto de vista é igualmente importante reservar à consulta um tempo definido para a expressão verbal, de maneira a conversarmos sobre aquilo que foi criado e que é sentido.
Obviamente que o papel da terapeuta é fundamental nesta relação terapêutica. Esta, obrigatoriamente deve ter realizado um largo e vasto trabalho sobre si mesma (terapia pessoal de muitos anos e supervisão regular) e sobre a sua própria feminilidade. Ela deve ser capaz de criar uma relação de confiança com a sua paciente, de modo a que esta sinta-se livre para expressar o que sente e pensa sem ser julgada, mas apenas compreendida através dos seus sofrimentos e preocupações.
A terapeuta deve inspirar confiança na paciente, devendo ainda ser capaz de enxergá-la para além dos seus sintomas, pois existe sempre uma parte de sua personalidade que mantém-se “sã e salva”, e é justamente esta parte que se deseja resgatar e trazer à luz do mundo.Como já citado anteriormente, a mulher é muito intuitiva e no seu íntimo, sabe realmente o que é bom para ela, mesmo que muitas vezes o negue.
Os grandes vilões acabam sempre por ser os mecanismos de defesas (às vezes conscientes mas na maioria das vezes inconscientes) que entram “em jogo” e boicotam o trabalho terapêutico.Quando isto acontece, a terapeuta deve ser capaz de detectá-los e ajudar a paciente a ultrapassá-los, sempre respeitando seu ritmo.
Tenho por hábito de dizer que a Psicoterapia finca-se obrigatoriamente sobre uma Lei que designo como:
A lei dos 3 P’s
- Protecção: a paciente tem necessidade de um espaço onde se sinta em segurançafísica e psicológica;
- Permissão: para que progressivamente e com a ajuda da terapeuta autorize-se a ser ea agir – como por exemplo: tomar decisões de mudança de vida, etc;
- Potência: o que então lhe proporcionará, felicidade, criatividade, serenidade,liberdade, paz e outros benefícios.
A arte-terapeuta é uma simples guia, que deve conhecer o seu papel na perfeição e saber qual a sua posição no processo terapêutico que a sua paciente inicia. Ela deve saber principalmente quando intervir e quando ficar retraída, pois afinal muitas vezes o silêncio vale mais do que mil palavras! O atêlier de Arte-Terapia deve ser um “ninho” protector onde a mulher se possa “desvendar” em total segurança. Somente assim, ela conseguirá alcançar a sua plenitude.
© Nathalie Durel
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Arteterapia direccionada para a Mulher
Entrevista com ArteTerapeuta - abordagem Junguiana e Psicoterapia Transpessoal
É preciso ser artista para se fazer terapia com a arte?
Claro que não! Não há necessidade de conhecimentos prévios das artes para fazer Arte-Terapia. Esse tipo de abordagem foi criada para estar ao alcance de todos. Trata-se da expressão livre das emoções e as tomadas de consciência dos nossos padrões de comportamentos inconscientes, permitindo então a transformação.
Aliás, é muito importante salientar que quando uma nova paciente informa que pratica uma arte regularmente ( a pintura por exemplo), raramente iremos praticá-la na sessão de terapia. Neste caso, iremos trabalhar modalidades artísticas que ela desconhece e de vez em quando observar e analisar obras que ela tenha feito em outras alturas da vida na área da pintura.
Então para que serve a Arte -Terapia?
Um terapeuta faz a pessoa compartilhar os seus momentos de crise, ajudando-a assim a ultrapassá-los. No caso da arte terapêutica, a grande diferença é que a pessoa em sofrimento mental ou existencial está acompanhada e se encontra num espaço seguro debaixo do olhar complacente do terapeuta.
Quais são as doenças e problemáticas que a Arte-Terapia pode tratar?
A Arte-Terapia oferece um grande campo de acção terapêutica e pode ser utilizada nos seguintes casos :
•depressão
•estresse pós-traumático (após um acidente, doença grave, aborto, parto, etc.)
•perturbações da personalidade
•problemáticas afectivas
•estresse, ansiedade e fobias
•dependências químicas, com álcool e/ou drogas
•distúrbios alimentares como a anorexia e a bulimia
•crises existenciais resultantes de separação, divórcio, luto, mudança profissional, de país ou de região
•procura voluntária de conhecimento de si mesmo ou de desenvolvimento pessoalOferece a vantagem de poder ser utilizada por todas as idades, em pessoas doentes (com cancro por exemplo), deficientes, psicóticos e também em idosas.
Quais são as modalidades artisticas utilizadas?
Alguns arte-terapeutas especializam-se numa arte em particular, como a dança, as artes plásticas, o teatro, etc. No meu caso em particular , utilizo várias modalidades artísticas, por ter estudado e trabalhado com diversas artes antes de me tornar terapeuta, tais como : pintura, desenho, escrita, dança, modelagem, música, teatro, máscaras, mandalas, etc.
Toda esta variedade permite-me utilizar a arte adequada no momento certo da terapia (é possível que várias modalidades artísticas sejam utilizadas numa só sessão se o caso assim o exigir). É de salientar que pintar uma tela não irá activar dentro da paciente o mesmo processo que a dança ao som de uma música. Tudo irá depender do momento, da pessoa e do que está se passando com ela naquele instante ou naquela fase de sua vida.
Que abordagem psicológica é utilizada nas sessões?
Isto é algo que varia de um arte-terapeuta para outro. Eu escolhi a abordagem Junguiana e Transpessoal (ver “categorias” C.G.Jung e Psicoterapia Transpessoal), porque a arte permite um contacto directo com o inconsciente e o mundo dos arquétipos.
Depois de terminada a minha formação clínica, comecei a estudar a arte-terapia, e a abordagem da psicologia feita por Jung era aquela em que na minha opinião fazia mais sentido, inclusivamente no que diz respeito ao trabalho com mulheres, visto que ele não se limitou à noção do Inconsciente pessoal, indo mais além na descoberta do Inconsciente colectivo (este e outros tópicos são explicados na secção dedicada à ele).
Numa primeira consulta é feito um levantamento da história clínica da paciente, onde é perguntado quais são as suas queixas e os objectivos que pretende alcançar com a terapia. Utilizo então o diagnóstico clínico que classifica os disturbios da psique, pois este permite-me estabelecer uma estratégia terapêutica. Nas sessões seguintes, os trabalhos artísticos nos levam obrigatoriamente a interpretação na visão Junguiana e em determinadas situações na visão Freudiana.
Concluo este artigo a citar a conclusão do livro da arte-terapeuta francesa Nicole Weill (Ma pratique de l´art-therapie-Ed.Le souffle d’or) :
“Cheguei a conclusão que os artes-terapeutas não correspondem ao perfil típico dos analistas e psicoterapeutas, acredito sinceramente que constituem uma profissão diferente, uma nova corrente mas próxima ao xamanismo e ao misticismo. Uma sessão de arte-terapia equivale a uma cerimônia sagrada na qual o sentimento dominante é a devoção. Uma profunda devoção para o “Tudo” que o terapeuta reverencia no outro. O Arte-Terapeuta é “um apaixonado” pelo Si mesmo (ou Eu superior que nos liga ao “Tudo”)»
Fonte: © Nathalie Durel
Arte-Terapia em 3 níveis
A Arte-Terapia é um tipo de psicoterapia que utiliza a expressão artística como instrumento terapêutico: cantar, dançar, desenhar, pintar, esculpir, recitar, representar e escrever são desde sempre expressões humanas primordiais.
Os diversos meios utilizados permitem ao inconsciente expressar-se e revelar aquilo que até então não era consciente, facilitando e enriquecendo o processo terapêutico.
Recorrer às metáforas e ao simbólico através da expressão artística permite aos pacientes com alguma resistência a expressão verbal , uma possibilidade de mostrarem os seus sentimentos de uma maneira alternativa e de certa forma divertida, facilitando assim uma reparação das problemáticas.
A Arte-Trapia é similar aos processos terapêuticos psicanalíticos, porque em sua metodologia utiliza-se em parte a livre associação das ideias e a expressão espontânea.Por esta razão, o atelier de Arte-Terapia não é de todo um lugar para se dar aulas, nem uma terapia ocupacional que tem como objectivo a distracção.
É uma verdadeira “ferramenta” terapêutica de busca sobre si mesmo, que pode ser praticado tanto em sessões individuais como em grupo.
A Arte-Terapia funciona em três níveis:
1º) O Lúdico
“Criar brincando e brincar criando” poderia ser o lema desse nível, que visa fazer renascer e descobrir dentro de si a capacidade inerente de criatividade. Tomar contacto com os próprios dons e brincar como crianças, permite-nos estar no “aqui e agora”.
2º) O Terapêutico
Os actos simbólicos e criativos provocam uma verdadeira libertação emocional que age nos níveis físico, psicológico e energético. O atelier recria um espaço de segurança, onde a pessoa se dá o direito de através do acto criativo agir em sintonia na totalidade do seu ser. Sua acção é múltipla, permitindo entre outras coisas, uma melhor expressão das suas emoções e sentimentos, o estímulo da imaginação e da criatividade, o aumento da auto-estima e da confiança e também a capacidade de expressão, que proporciona um melhor conhecimento de nós mesmos.
3º) O Transformador
A arte terapêutica associa o processo de evolução psicológica com a criação artística. Devemos então considerar que a arte e o acto criativo tomam suas origem dentro do corpo (comparado ao magma original), como uma pulsão que nos religa a nossa parte arcaica e a nossa dimensão universal que chamamos de Tudo, Deus, Guia... Dentro da nossa psique, C.G Jung denominou-a de “Si Mesmo” (ver texto C.G.Jung).Podemos então fazer uma analogia interessante entre o acto criativo e o processo alquímico, usando-o como uma metáfora psicológica aplicável ao acto criativo.A transmutação alquímica efectua-se sobre a matéria (Prima Matéria) parase poder criar a obra (Opus), a qual passará por diversos estágios transformadores do processo alquímico : calcinatio, solutio, coagulatio, sublimatio, entre outros.
De um ponto de vista psicológico, podemos considerar a Prima Matéria anossa Sombra, onde se esconde nossas pulsões arcaicas, conflitos, medos,complexos, etc.A Obra (alquímica e/ou artística) encontra sua fonte dentro da Sombra(Prima Matéria) para que seja transformada, de maneira a produzir a Obra ealcançar aquilo a que os alquimistas chamavam de Lapis: a Pedra Filosofal.A Obra é de facto, todo o processo criativo de transformação para atingir a“produção”final.
Por sua vez, a Obra Artística permite transformar nossas pulsões arcaicas econvertê-las em materia pura. É o momento da sublimação.Podemos concluir então, que a Obra terminada contém também aPrima Matéria. A simultaneidade da causa e efeito encontram-se reunidosdentro do Lapis, mas também dentro do ser que terá produzido esta Obra. Podemos então dizer que a Arte-Terapia proporciona a Transformação.
Os diversos meios utilizados permitem ao inconsciente expressar-se e revelar aquilo que até então não era consciente, facilitando e enriquecendo o processo terapêutico.
Recorrer às metáforas e ao simbólico através da expressão artística permite aos pacientes com alguma resistência a expressão verbal , uma possibilidade de mostrarem os seus sentimentos de uma maneira alternativa e de certa forma divertida, facilitando assim uma reparação das problemáticas.
A Arte-Trapia é similar aos processos terapêuticos psicanalíticos, porque em sua metodologia utiliza-se em parte a livre associação das ideias e a expressão espontânea.Por esta razão, o atelier de Arte-Terapia não é de todo um lugar para se dar aulas, nem uma terapia ocupacional que tem como objectivo a distracção.
É uma verdadeira “ferramenta” terapêutica de busca sobre si mesmo, que pode ser praticado tanto em sessões individuais como em grupo.
A Arte-Terapia funciona em três níveis:
1º) O Lúdico
“Criar brincando e brincar criando” poderia ser o lema desse nível, que visa fazer renascer e descobrir dentro de si a capacidade inerente de criatividade. Tomar contacto com os próprios dons e brincar como crianças, permite-nos estar no “aqui e agora”.
2º) O Terapêutico
Os actos simbólicos e criativos provocam uma verdadeira libertação emocional que age nos níveis físico, psicológico e energético. O atelier recria um espaço de segurança, onde a pessoa se dá o direito de através do acto criativo agir em sintonia na totalidade do seu ser. Sua acção é múltipla, permitindo entre outras coisas, uma melhor expressão das suas emoções e sentimentos, o estímulo da imaginação e da criatividade, o aumento da auto-estima e da confiança e também a capacidade de expressão, que proporciona um melhor conhecimento de nós mesmos.
3º) O Transformador
A arte terapêutica associa o processo de evolução psicológica com a criação artística. Devemos então considerar que a arte e o acto criativo tomam suas origem dentro do corpo (comparado ao magma original), como uma pulsão que nos religa a nossa parte arcaica e a nossa dimensão universal que chamamos de Tudo, Deus, Guia... Dentro da nossa psique, C.G Jung denominou-a de “Si Mesmo” (ver texto C.G.Jung).Podemos então fazer uma analogia interessante entre o acto criativo e o processo alquímico, usando-o como uma metáfora psicológica aplicável ao acto criativo.A transmutação alquímica efectua-se sobre a matéria (Prima Matéria) parase poder criar a obra (Opus), a qual passará por diversos estágios transformadores do processo alquímico : calcinatio, solutio, coagulatio, sublimatio, entre outros.
De um ponto de vista psicológico, podemos considerar a Prima Matéria anossa Sombra, onde se esconde nossas pulsões arcaicas, conflitos, medos,complexos, etc.A Obra (alquímica e/ou artística) encontra sua fonte dentro da Sombra(Prima Matéria) para que seja transformada, de maneira a produzir a Obra ealcançar aquilo a que os alquimistas chamavam de Lapis: a Pedra Filosofal.A Obra é de facto, todo o processo criativo de transformação para atingir a“produção”final.
Por sua vez, a Obra Artística permite transformar nossas pulsões arcaicas econvertê-las em materia pura. É o momento da sublimação.Podemos concluir então, que a Obra terminada contém também aPrima Matéria. A simultaneidade da causa e efeito encontram-se reunidosdentro do Lapis, mas também dentro do ser que terá produzido esta Obra. Podemos então dizer que a Arte-Terapia proporciona a Transformação.
Arte Terapia - origem, conceitos e objectivo
Arte terapia é um processo terapêutico que se serve do recurso expressivo a fim de conectar os mundos internos e externos do indivíduo, através de sua simbologia. Variados autores definiram a Arte terapia, todos com conceitos semelhantes no que diz respeito à auto-expressão. É a arte livre, unida ao processo terapêutico, que transforma a Arte terapia em uma técnica especial.
A Arte terapia distingue-se como método de tratamento psicológico, integrando no contexto psicoterapêutico mediadores artísticos. Tal origina uma relação terapêutica particular, assente na interacção entre o sujeito (criador), o objecto de arte (criação) e o terapeuta. O recurso à imaginação, ao simbolismo e a metáforas enriquece e incrementa o processo.
Origens
O recurso da arte aplicado à Psicopatologia originou-se quando Carl Jung passou a trabalhar com o fazer artístico, em forma de atividade criativa e integradora da personalidade: "Arte é a expressão mais pura que há para a demonstração do inconsciente de cada um. É a liberdade de expressão, é sensibilidade, criatividade, é vida" (Jung, 1920).
Conceitos
Para Jung, a arte tem finalidade criativa, e a energia psíquica, consegue transformar-se em imagens e através dos símbolos, colocar seus conteúdos mais internos e profundos. De acordo com o pensamento junguiano, deve-se observar os sonhos, pois são criações inconscientes que o consciente muitas vezes consegue captar, e junto ao terapeuta pode-se buscar sua significação.
No volume XI de Obras Completas de Freud, ele relata que freqüentemente experimentamos os sonhos em imagens visuais, sentimentos e pensamentos, sendo mais comum na primeira forma. E parte da dificuldade de se estimar e explicar sonhos deve-se à dificuldade de traduzir essas imagens em palavras. Muitas vezes, quando as pessoas sonham, dizem que poderiam mais facilmente desenhá-los que escrevê-los. De acordo com escritos freudianos, as imagens escapam com mais facilidade do superego do que as palavras, alojando-se no inconsciente e por este motivo o indivíduo se expressa melhor de forma não verbal. A necessidade da comunicação simbólica origina-se deste pressuposto, como forma de auto-conhecimento no tratamento terapêutico.Partindo do princípio de que muitas vezes não se consegue falar a respeito de conflitos pessoais, a Arte terapia propõe recursos artísticos para que sejam projetados e analisados todos esses processos, obtendo-se uma melhor compreensão de si mesmo, e podendo ser trabalhados no intuito de uma libertação emocional.
A Arte terapia baseia-se na crença de que o processo criativo envolvido na actividade artística é terapêutico e enriquecedor da qualidade de vida das pessoas. Por meio do criar em arte e do reflectir sobre os processos e os trabalhos artísticos resultantes, pessoas podem ampliar o conhecimento de si e dos outros, aumentar a auto-estima, lidar melhor com sintomas, stress e experiências traumáticas, desenvolver recursos físicos, cognitivos, emocionais e desfrutar do prazer vitalizador do fazer artístico.
As linguagens plásticas, poéticas e musicais, dentre outras, podem ser mais adequadas à expressão e elaboração do que é apenas vislumbrado, ou seja, esta complexidade implica na apreensão simultânea de vários aspectos da realidade. Esta é a qualidade do que ocorre na intimidade psíquica; um mundo de constantes percepções e sensações, pensamentos, fantasias, sonhos e visões, sem a ordenação moral da comunicação verbal do cotidiano.
Uma obra de arte consegue, por si só, transmitir sentimentos como alegria, desespero, angústia e felicidade, de maneira única e pessoal, relacionadas ao estado espiritual em que se encontra o autor no momento da criação.A utilização de recursos artísticos (pincéis, cores, papéis, argila, cola, figuras, desenhos, recortes, etc.) tem como finalidade a mais pura expressão do verdadeiro self, não se preocupando com a estética, e sim com o conteúdo pessoal implícito em cada criação e explícito como resultado final. Contudo, as técnicas de utilização dos materiais, acima citados, são para simples manuseio dos mesmos, e não para profissionalização ou comercialização.
Objetivos
A Arte terapia tem como principal objetivo atuar como um catalisador, favorecendo o processo terapêutico, de forma que o indivíduo entre em contato com conteúdos internos e muitas vezes inconscientes, normalmente barrados por algum motivo, assim expressando sentimentos e atitudes até então desconhecidos.
A Arte terapia resgata o potencial criativo do homem, buscando o psique saudável e estimulando a autonomia e transformação interna para reestruturação do ser. Propõe-se então, a estruturação da ordenação lógica e temporal da linguagem verbal, de indivíduos que preferem ou de outros que só conseguem expressões simbólicas. A busca da terapia da arte é uma maneira simples e criativa para resolução de conflitos internos, é a possibilidade da catarse emocional de forma direta e não intencional.
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A Arte terapia distingue-se como método de tratamento psicológico, integrando no contexto psicoterapêutico mediadores artísticos. Tal origina uma relação terapêutica particular, assente na interacção entre o sujeito (criador), o objecto de arte (criação) e o terapeuta. O recurso à imaginação, ao simbolismo e a metáforas enriquece e incrementa o processo.
Origens
O recurso da arte aplicado à Psicopatologia originou-se quando Carl Jung passou a trabalhar com o fazer artístico, em forma de atividade criativa e integradora da personalidade: "Arte é a expressão mais pura que há para a demonstração do inconsciente de cada um. É a liberdade de expressão, é sensibilidade, criatividade, é vida" (Jung, 1920).
Conceitos
Para Jung, a arte tem finalidade criativa, e a energia psíquica, consegue transformar-se em imagens e através dos símbolos, colocar seus conteúdos mais internos e profundos. De acordo com o pensamento junguiano, deve-se observar os sonhos, pois são criações inconscientes que o consciente muitas vezes consegue captar, e junto ao terapeuta pode-se buscar sua significação.
No volume XI de Obras Completas de Freud, ele relata que freqüentemente experimentamos os sonhos em imagens visuais, sentimentos e pensamentos, sendo mais comum na primeira forma. E parte da dificuldade de se estimar e explicar sonhos deve-se à dificuldade de traduzir essas imagens em palavras. Muitas vezes, quando as pessoas sonham, dizem que poderiam mais facilmente desenhá-los que escrevê-los. De acordo com escritos freudianos, as imagens escapam com mais facilidade do superego do que as palavras, alojando-se no inconsciente e por este motivo o indivíduo se expressa melhor de forma não verbal. A necessidade da comunicação simbólica origina-se deste pressuposto, como forma de auto-conhecimento no tratamento terapêutico.Partindo do princípio de que muitas vezes não se consegue falar a respeito de conflitos pessoais, a Arte terapia propõe recursos artísticos para que sejam projetados e analisados todos esses processos, obtendo-se uma melhor compreensão de si mesmo, e podendo ser trabalhados no intuito de uma libertação emocional.
A Arte terapia baseia-se na crença de que o processo criativo envolvido na actividade artística é terapêutico e enriquecedor da qualidade de vida das pessoas. Por meio do criar em arte e do reflectir sobre os processos e os trabalhos artísticos resultantes, pessoas podem ampliar o conhecimento de si e dos outros, aumentar a auto-estima, lidar melhor com sintomas, stress e experiências traumáticas, desenvolver recursos físicos, cognitivos, emocionais e desfrutar do prazer vitalizador do fazer artístico.
As linguagens plásticas, poéticas e musicais, dentre outras, podem ser mais adequadas à expressão e elaboração do que é apenas vislumbrado, ou seja, esta complexidade implica na apreensão simultânea de vários aspectos da realidade. Esta é a qualidade do que ocorre na intimidade psíquica; um mundo de constantes percepções e sensações, pensamentos, fantasias, sonhos e visões, sem a ordenação moral da comunicação verbal do cotidiano.
Uma obra de arte consegue, por si só, transmitir sentimentos como alegria, desespero, angústia e felicidade, de maneira única e pessoal, relacionadas ao estado espiritual em que se encontra o autor no momento da criação.A utilização de recursos artísticos (pincéis, cores, papéis, argila, cola, figuras, desenhos, recortes, etc.) tem como finalidade a mais pura expressão do verdadeiro self, não se preocupando com a estética, e sim com o conteúdo pessoal implícito em cada criação e explícito como resultado final. Contudo, as técnicas de utilização dos materiais, acima citados, são para simples manuseio dos mesmos, e não para profissionalização ou comercialização.
Objetivos
A Arte terapia tem como principal objetivo atuar como um catalisador, favorecendo o processo terapêutico, de forma que o indivíduo entre em contato com conteúdos internos e muitas vezes inconscientes, normalmente barrados por algum motivo, assim expressando sentimentos e atitudes até então desconhecidos.
A Arte terapia resgata o potencial criativo do homem, buscando o psique saudável e estimulando a autonomia e transformação interna para reestruturação do ser. Propõe-se então, a estruturação da ordenação lógica e temporal da linguagem verbal, de indivíduos que preferem ou de outros que só conseguem expressões simbólicas. A busca da terapia da arte é uma maneira simples e criativa para resolução de conflitos internos, é a possibilidade da catarse emocional de forma direta e não intencional.
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Conceito Terapia Artística / Arteterapia
Arteterapia e Van Gogh
A biografia de Van Gogh é uma referência importante para os estudiosos interessados em compreender as possibilidades terapeuticas do trabalho criativo frente às perturbações emocionais.
Biografias de Van Gogh em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Van_Gogh
http://www.vangoghgallery.com/misc/bio.html
Biografias de Van Gogh em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Van_Gogh
http://www.vangoghgallery.com/misc/bio.html
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Personalidades da História da Arte,
Terapia pela Arte
Arte como forma de inclusão de grupos sociais desfavorecidos
Todas as manifestações de Arte constituem formas de inclusão dos grupos sociais mais desfavorecidos. Por via das diferentes formas de Arte e suas respectivas técnicas e modelos de intervenção, as pessoas com deficiência podem encontrar o seu lugar no mundo, apreendendo conhecimentos que posteriormente poderão aplicar no quotidiano, e que lhes permite, simultaneamente, conquistar maior autonomia e capacidade de intervenção nos diferentes espaços sociais. As competências geradas por via da prática das diferentes expressões, permitem ainda que as pessoas com deficiência mental e multideficiência se defrontem permanentemente com as suas limitações e potencialidades, descobrindo-se assim, a si e aos outros.
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Arte e Inclusão
Expressão pela Arte com Crianças
Propostas sempre muito lúdicas e sensíveis!!!

- A música
utilizar a música ( som, ritmo, melodia e harmonia) para facilitar e apoiar a expressão de sentimentos. As crianças/adolescentes “fazendo” música podem elaborar, de um modo detalhado, emoções, especialmente sobre a doença, raiva, tristeza e medo. Fazer música, cantar e e divertirem-se com isso, relaxam e esquecem os problemas...


- A Pintura todo o tipo de pintura...
a tradicional pintura em tela, em papel,... e as tão divertidas, pintura com as mãos e facial!!


- A modelagem
Existem vários tipos de massas para modelar.
Mas uma económica, fácil de fazer em casa, é a massa de sal!
Igredientes:
2 xícara de farinha de trigo;meia xícara/chávena de sal;1 xícara de água;1 colher de óleo;
Como Fazer:
Deita-se a farinha e o sal num alguidar e mistura-se bem com a ajuda de uma colher de pau, acrescentando a água pouco a pouco. A massa tem de ficar homogénea, ou seja, se ficar demasiado pegajosa, coloca-se um pouco mais de farinha. Se ao contrário, a massa ficar muito seca, junta-se um pouco de água. Quando a massa estiver com a consistência certa para ser modelada, irá colocar-se a massa sobre uma superfície plana e limpa. Convém polvilhar a superfície com farinha, para que a massa não pegue. A massa de sal está pronta para ser trabalhada de forma a realizar as mais variadas imagens.
A própria criança poderá fazê-la. Basta juntar todos os ingredientes e amassá-los. Para colorir, acrescentar suco em pó ou corante comestível, isto para os mais pequeninos que podem querer comê-las!!Caso contrário, pingue umas gotas de tinta, preferencialmente não tóxicas.A massa de modelar é boa para relaxar crianças hiperativas ou agressivas.
Fonte: http://www.palavrasdecondao.forum-livre.com/

- A música
utilizar a música ( som, ritmo, melodia e harmonia) para facilitar e apoiar a expressão de sentimentos. As crianças/adolescentes “fazendo” música podem elaborar, de um modo detalhado, emoções, especialmente sobre a doença, raiva, tristeza e medo. Fazer música, cantar e e divertirem-se com isso, relaxam e esquecem os problemas...


- A Pintura todo o tipo de pintura...
a tradicional pintura em tela, em papel,... e as tão divertidas, pintura com as mãos e facial!!


- A modelagem
Existem vários tipos de massas para modelar.
Mas uma económica, fácil de fazer em casa, é a massa de sal!
Igredientes:
2 xícara de farinha de trigo;meia xícara/chávena de sal;1 xícara de água;1 colher de óleo;
Como Fazer:
Deita-se a farinha e o sal num alguidar e mistura-se bem com a ajuda de uma colher de pau, acrescentando a água pouco a pouco. A massa tem de ficar homogénea, ou seja, se ficar demasiado pegajosa, coloca-se um pouco mais de farinha. Se ao contrário, a massa ficar muito seca, junta-se um pouco de água. Quando a massa estiver com a consistência certa para ser modelada, irá colocar-se a massa sobre uma superfície plana e limpa. Convém polvilhar a superfície com farinha, para que a massa não pegue. A massa de sal está pronta para ser trabalhada de forma a realizar as mais variadas imagens.
A própria criança poderá fazê-la. Basta juntar todos os ingredientes e amassá-los. Para colorir, acrescentar suco em pó ou corante comestível, isto para os mais pequeninos que podem querer comê-las!!Caso contrário, pingue umas gotas de tinta, preferencialmente não tóxicas.A massa de modelar é boa para relaxar crianças hiperativas ou agressivas.
Fonte: http://www.palavrasdecondao.forum-livre.com/
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Arte e Inclusão,
Pedagogia da Arte,
Terapia pela Arte
Expressão pela Arte no Pré-Escolar
Salientemos alguns apectos que as diferentes expressões artistícas - plástica, musical, dramática e motora - podem desenvolver nas crianças.
Segundo as Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar (Ministério da Educação, 1997), o contacto com as diferentes formas de expressão e comunicação proporciona o prazer pela realização de novas experiências, valorizando as descobertas das crianças, apoiando-se na reflexão acerca das aprendizagens mais significativas.
Assim, cada uma das áreas (ou expressões) tem a sua especificidade própria, o que permite diversificar as situações de aprendizagem, onde as crianças exploram, manipulam e transformam, de forma a tomarem consciência de si mesmas na relação com pessoas e objectos. (cfr: Ministério da Educação, 1997)
Apresentam-se então alguns benefícios que cada um dos diferentes domínios proprociona, que passam também por indicadores (embora demasiado abrangentes) do desenvolvimento gradual e normativo duma criança.
Expessão Motora
- Desenvolvimento da motricidade global e fina;
- Percepção e conhecimento das diferentes partes do corpo;
- Desenvolvimento de noções corporais, de posição, de situação e de tamanho;
- Desenvolvimento da lateralidade, aprendendo a organizar-se em função da mesma;
- Desenvolvimento da memória perceptiva e espacial;
- Percepção do sentido de orientação.Expressão Dramática
- Enriquecimento do "jogo simbólico";
- Possibilidade de expressar sentimentos e emoções, através do corpo e da voz;
- Contacto com diferentes formas de expressão dramática, enriquecendo-se culturalmente;
- Desenvolvimento da criatividade, da expressividade e da linguagem;
- Descoberta de si próprio e do outro, apoiando a descentralização;
- Desenvolvimento da interacção .
Expressão Plástica
- Contacto com diferentes formas e técnicas de expressão plástica (desenho, colagem, rasgagem, recorte, digitinta, dobragem, pintura, modelagem, carimbagem, entre outras possibilidades);
- Controle da motricidade fina, utilizando instrumentos próprios;
- Promoção do prazer e do desejo de explorar;
- Incentivo para a utilização de materiais de desperdício;
- Desenvolvimento da criatividade e do sentido estético;
- Contacto com experiências tridimensionais;
- Desenvolvimento da autonomia;
- Acesso à cultura e à arte.Expressão Musical- Exploração de sons e ritmos;
- Contacto com os aspectos que caracterizam o som (fino, normal e forte);
- Desenvolvimento da capacidade de escuta e reprodução de sons;
- Utilização da expressão vocal como um instrumento musical;
- Utilização do corpo como um instrumento musical;
- Expressão da forma como sente a música;
- Exploração do carácter lúdico das palavras e rimas;
- Expansão da cultura musical;
- Enriquecimento das diferentes formas de expressão musical (poesias, rimas, lengalengas, trava-línguas, entre outras);
- Educação para o silêncio.
Destaca-se ainda que, de uma forma complementar, as quatro áreas de expressão e comunicação permitem que a criança:
- Conheça e compreenda as regras;
- Desenvolva o espírito crítico;
- Desperte para valores espirituais, morais e cívicos;
- Aumente o bem-estar e a auto-estima, construindo um auto-conceito positivo;
- Desenvolva uma atitude democrática;
- Desenvolva a autonomia e a responsabilidade;
- Perceba e respeite a multiculturalidade;
- Desenvolva o sentido estético.
Fonte: http://palavrasdecondao.forum-livre.com/as-criancas-f28/arteterapia-para-criancas-t85.htm
Segundo as Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar (Ministério da Educação, 1997), o contacto com as diferentes formas de expressão e comunicação proporciona o prazer pela realização de novas experiências, valorizando as descobertas das crianças, apoiando-se na reflexão acerca das aprendizagens mais significativas.
Assim, cada uma das áreas (ou expressões) tem a sua especificidade própria, o que permite diversificar as situações de aprendizagem, onde as crianças exploram, manipulam e transformam, de forma a tomarem consciência de si mesmas na relação com pessoas e objectos. (cfr: Ministério da Educação, 1997)
Apresentam-se então alguns benefícios que cada um dos diferentes domínios proprociona, que passam também por indicadores (embora demasiado abrangentes) do desenvolvimento gradual e normativo duma criança.
Expessão Motora
- Desenvolvimento da motricidade global e fina;
- Percepção e conhecimento das diferentes partes do corpo;
- Desenvolvimento de noções corporais, de posição, de situação e de tamanho;
- Desenvolvimento da lateralidade, aprendendo a organizar-se em função da mesma;
- Desenvolvimento da memória perceptiva e espacial;
- Percepção do sentido de orientação.Expressão Dramática
- Enriquecimento do "jogo simbólico";
- Possibilidade de expressar sentimentos e emoções, através do corpo e da voz;
- Contacto com diferentes formas de expressão dramática, enriquecendo-se culturalmente;
- Desenvolvimento da criatividade, da expressividade e da linguagem;
- Descoberta de si próprio e do outro, apoiando a descentralização;
- Desenvolvimento da interacção .
Expressão Plástica
- Contacto com diferentes formas e técnicas de expressão plástica (desenho, colagem, rasgagem, recorte, digitinta, dobragem, pintura, modelagem, carimbagem, entre outras possibilidades);
- Controle da motricidade fina, utilizando instrumentos próprios;
- Promoção do prazer e do desejo de explorar;
- Incentivo para a utilização de materiais de desperdício;
- Desenvolvimento da criatividade e do sentido estético;
- Contacto com experiências tridimensionais;
- Desenvolvimento da autonomia;
- Acesso à cultura e à arte.Expressão Musical- Exploração de sons e ritmos;
- Contacto com os aspectos que caracterizam o som (fino, normal e forte);
- Desenvolvimento da capacidade de escuta e reprodução de sons;
- Utilização da expressão vocal como um instrumento musical;
- Utilização do corpo como um instrumento musical;
- Expressão da forma como sente a música;
- Exploração do carácter lúdico das palavras e rimas;
- Expansão da cultura musical;
- Enriquecimento das diferentes formas de expressão musical (poesias, rimas, lengalengas, trava-línguas, entre outras);
- Educação para o silêncio.
Destaca-se ainda que, de uma forma complementar, as quatro áreas de expressão e comunicação permitem que a criança:
- Conheça e compreenda as regras;
- Desenvolva o espírito crítico;
- Desperte para valores espirituais, morais e cívicos;
- Aumente o bem-estar e a auto-estima, construindo um auto-conceito positivo;
- Desenvolva uma atitude democrática;
- Desenvolva a autonomia e a responsabilidade;
- Perceba e respeite a multiculturalidade;
- Desenvolva o sentido estético.
Fonte: http://palavrasdecondao.forum-livre.com/as-criancas-f28/arteterapia-para-criancas-t85.htm
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Pedagogia da Arte
A arte ao serviço da pessoa diminuída...
O PROJECTO PSICO-PEDAGÓGICO DA APPACDM-BRAGA
A APPACDM (Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão com Deficiência Mental) foi implantada nesta cidade de Braga, a três de Maio de 1974, quando o Sr. Comendador Félix Augusto Ribeiro, movido pela persistência amorosa de pai se reuniu com outros pais para fazer algo de positivo pelo futuro das crianças com deficiência mental, geralmente muito esquecidas pela sociedade. Apoiado também pela Dr.a Alice de Mello Tavares e pela Enfermeira D. Odette Dumont, surge oficialmente este projecto de solidariedade social, de utilidade pública, vocacionado especialmente para o atendimento, acompanhamento, e integração de indivíduos com doenças de foro psíquico, traumatológico e clínico. Esta instituição tem a capacidade de fornecer aos seus doentes um método de ensino-aprendizagem adequado ao grau de deficiência que apresentam; possui um plano de formação completo, procurando incrementar nos seus educandos as competências adequadas para o domínio de uma ocupação profissional.
Uma metodologia inovadora: a arte como terapia
Esta instituição educativa apresenta uma característica que mereceu a nossa atenção, e que, quanto a nós, distingue o seu projecto pedagógico e de formação: o relevo e a utilidade que nela tem a arte, a criação estética. A arte funciona aqui, efectivamente, como uma forma de terapia, ou seja, através da arte os doentes encontram uma forma de expressão dos seus sentimentos, da sua vida interior, de reconstrução da sua personalidade e de integração no mundo.
A expressão artística ajuda-os também – já a nível mental, intelectual e motor – a conseguirem uma maior concentração e coordenação de movimentos. É sabido que a arte pode, de facto, realizar diversas finalidades na existência humana; nesta instituição ela assume prioritariamente um papel que vai além da sua primeira função, ou seja, da função especificamente estética: a contemplação desinteressada da beleza, segundo a opinião de Kant.
A arte pode ser utilizada como instrumento pedagógico e didáctico, analisada como linguagem das emoções, capaz de intervir directamente no mundo dos nossos sentimentos, de transformar e purgar a nossa vida afectiva, numa valência catártica, que o grande Aristóteles já sublinhou há vinte e cinco séculos.
A arte liberta do isolamento através da transposição dos sentimentos para os objectos que os próprios educandos criam; tendo eles grandes dificuldades a nível da expressão oral, por intermédio da arte – desenho, pintura, construções – encontram uma forma privilegiada de comunicação, uma ponte de ligação entre o “mundo especial” deles e o nosso.
Através da arte, estes “pacientes” exprimem aquilo que pensam ou sentem: as angústias, os medos, os sofrimentos, as esperanças, as alegrias e, até mesmo, a visão pessoal que têm do mundo; daí a atenção que se presta à observação do jogo simbólico nos seus desenhos, pinturas livres, construções, etc.; estes, são instrumentos fundamentais para aquilatar o seu desenvolvimento e compreender o que se passa no seu íntimo.
Por intermédio da criação artística, os pacientes descobrem as suas potencialidades e reforçam a sua singularidade; encontram nela um espaço para combater os medos, adquirir a auto-estima e a confiança necessárias para enfrentar as relações sociais.
A arte é, hoje, considerada cada vez mais como um importante veículo na integração social, psicológica, afectiva e existencial de todos nós, e particularmente daquelas pessoas mais frágeis como as que esta instituição acolhe.São vários os benefícios que os profissionais reconhecem a esta forma de terapia através da arte: aumento da criatividade, da auto-estima, melhor integração consigo próprio e com a realidade exterior, desenvolvimento pessoal, sentido estético da realidade; em suma, ela é restituidora do equilíbrio emocional.
Por outro lado, hoje, como se sabe, vivemos numa sociedade altamente competitiva, que ameaça o equilíbrio das nossas relações interpessoais. Em consequência, as pessoas voltam-se para si mesmas criando uma cultura de indiferença, intolerância e de uma gravíssima falta de solida-riedade em relação aos outros.
Neste cenário, a mediação artística torna-se verdadeiramente imprescindível, já que a prática e o convívio com a arte nos permite estabelecer autênticas relações humanizadas com o mais profundo do outro, com o seu mundo afectivo e sentimental, a sua imaginação criativa; aproxima-nos das pessoas que vivem à nossa volta, educa-nos a apreciarmos e a respeitarmos o “diferente”, em vez de por ele nos sentirmos ameaçados.
Com a prática da arte, podemos redescobrir o belo nas nossas vidas, recuperarmos tanto a sensibilidade como a capacidade de sonhar, vislumbrar novas realidades, e inventar caminhos para a construção destes sonhos. Arriscaríamos mesmo dizer que, neste sentido, a arte realiza uma verdadeira terapia, não só de incidência individual mas também comunitária.
O trabalho que a Srª Profª Maria Emília Martins – especialista em Artes Plásticas – desenvolve nesta instituição, é o rosto visível desta inovadora metodologia. Esta profissional está a desenvolver dois tipos de actividades pedagógicas complementares: por um lado, presta apoio na parte gráfica dos trabalhos de arte, sobretudo a nível da ilustração; por outro, promove a integração sócio-educativa dos alunos: “Tento integrá-los no ensino corrente, paralelo.
Os trabalhos têm sido realizados à base de pinturas a lápis e aguadas”, diz esta professora, “mas também trabalhamos com barro e temos feito ambientes de histórias, cenários e criamos colagens de recortes”. A profª. Maria Emília vem de encontro à nossa ideia de valorização da arte e da expressão artística no trabalho de reconstrução e de integração da personalidade; considera muito importante a orientação dos pacientes na adequada utilização das cores, das formas e dos materiais. Projecta, num futuro próximo, promover uma exposição daqueles trabalhos, para que o público se apercebesse das singularidades que eles contêm, e de como as suas “diferenças” se reflectem num processo criativo cada vez mais completo; os seus autores, diz ela, “podem não apresentar grandes capacidades na aprendizagem, mas pelo menos podemos explorar o seu lado criativo, espontâneo, que é o que os artistas pretendem nas suas expressões”.
“Amar é reconhecer o outro como diferente e não como um prolongamento de nós próprios”(Marta Gautier, Tanto que eu não te disse)Foi com muita intensidade que vivemos a nossa visita à APPACDM. Neste contacto que tivemos com a instituição pudemos verificar o trabalho extraordinário que aqui se realiza, para que as pessoas portadoras de deficiência tenham fundadas perspectivas de futuro, individual e socialmente.
Nesta instituição existe uma autêntica comunidade, como se de uma grande família se tratasse, uma família preocupada, essencialmente, em proporcionar um ambiente de bem-estar aos seus membros mais carentes. A APPACDM cuida dos indivíduos com doenças de foro psíquico, de modo a promover a sua integração pessoal e o processo da sua socialização. É um trabalho dinâmico, interactivo e permanente. A instituição esforça-se por preparar os alunos com deficiência mental ligeira para viver no “mundo exterior”; já os que apresentam maior grau de deficiência, maior dificuldade em adaptar-se, podem continuar a exercer uma ocupação profissional no interior da instituição. Em qualquer caso, estes pacientes refazem aqui o seu grupo de amigos, o seu trabalho, e encontram uma pedagogia de acompanhamento que lhes oferece toda a paciência e dedicação de que necessitam. O grande móbil desta comunidade educativa consiste em fazer com que estes jovens e adultos se sintam cada vez mais úteis à sociedade, felizes com a gradual evolução que vão desenvolvendo ao longo do tempo.
Sentimos um grande contentamento interior pela existência, em Portugal, de instituições como esta: é um claro sinal de uma maior consciência da responsabilidade e dos deveres que a sociedade tem em oferecer melhores condições de formação e de vida, sobretudo às pessoas que mais necessitam.
E, na realidade, os alunos desta instituição merecem bem todo o carinho e atenção; descobrimos neles seres excepcionais, que nos oferecem muito mais do que aquilo que nos pedem; apesar das suas limitações, reconhecem bem o significado real da palavra família, amizade e dos gestos de amor; amam de maneira desinteressada, incondicional, o que nem sempre se passa connosco; experimentámos em nós que o amor que nos dedicam é totalmente altruísta, amam-nos sem esperar nada em troca.
Foi com comoção que terminámos, por agora, o contacto com esta instituição bracarense, mas também com um sentimento de alegria, por sentirmos que estas pessoas são felizes, e que a instituição se esforça por lhes oferecer uma adequada qualidade de vida.
Por último, queremos agradecer aos técnicos que trabalham nesta instituição pela simpatia que demonstraram em nos receber; e principalmente ao seu Director, Dr. José Manuel, que se revelou uma pessoa de grande carácter, de um profissionalismo forjado na dedicação e na sensibilidade aos problemas dos seus “Alunos”.
“Cada um deles é como se fosse uma flor plantada pelo criador" — diz-nos o director da APPACDM
José Manuel Mendes é actualmente o Director da APPACDM; graças à sua disponibilidade, pudemos visitar demoradamente as instalações desta instituição e apreciar o trabalho psico-pedagógico nela desenvolvido. Movidos pela curiosidade e pelo genuíno interesse que esta visita nos despertou, quisemos saber um pouco mais da vida, da orgânica, dos projectos, das finalidades, enfim, do sentido que anima o pessoal extraordinário que habita nesta casa; convidámos então para uma conversa informal o Dr. José Manuel, a que gentilmente acedeu, e da qual traçamos aqui uma síntese, sublinhando por nossa conta os aspectos mais significativos.
No que diz respeito aos objectivos que presidiram à fundação desta instituição, o Dr. José Manuel afirma que a APPACDM “nasceu para dar resposta a uma necessidade dos pais dos jovens com deficiência mental que na altura se debatiam com a dificuldade de não haver nada estruturado em termos educacionais e profissionais para os seus filhos. Nem sequer a cidadania lhes era reconhecida; só após o 25 de Abril é que isso aconteceu. Assim, a necessidade criou o órgão e aqui foi o caso”, o de criar uma instituição que respondesse às necessidades da população com carências do foro psíquico.
É certo que no distrito de Braga existem outras instituições que atendem às carências das pessoas com deficiências; porém, existe ainda um longo caminho a percorrer relativamente à deficiência mental profunda; a este nível é escassa a oferta de hipóteses de atendimento.Dado que a APPCDM alberga e presta assistência a um número significativo de pessoas, tem necessitado de ajuda financeira, não só da população bracarense, “eminentemente solidária e amiga”, como também dos organismos estatais. Em termos de projectos futuros, o Dr. José Manuel referiu, principalmente, a reestruturação das oficinas de trabalho protegido, nas quais é urgente fazer obras de conservação e ampliação, sobretudo no sector das artes gráficas, pois “todas as mais valias que possamos gerar são importantes para ajudar todos os outros centros de bem-estar e de actividades ocupacionais”.
Nesta instituição, que é fundamentalmente uma associação de Pais e Amigos, são aceites pessoas de todas as idades. Funcionam aqui duas valências: o CAO, onde estão inseridas pessoas com a escolaridade básica e, que por ausência de qualificações e possibilidades para uma in-tegração no mercado laboral, ficaram integrados nesta valência; e o centro sócio-educativo, cuja idade escolar ideal é a de 8/10 anos. Os alunos permanecem na APPACDM enquanto não reunirem condições para serem integrados no mercado de trabalho, evidentemente que estes ficam na instituição; aqui encontram um espaço para poderem desenvolver uma ocupação, um autêntico trabalho, criando “algo que sai das mãos deles, algo que eles realizam ou que ajudam a realizar. Há uma actividade estruturada que lhes permite uma ocupação para que se sintam felizes e úteis à sociedade”.
Tendo nós constatado a proximidade e o afecto entre Director e alunos, questionámo-lo sobre o que sente sempre que um aluno da instituição é bem sucedido e acolhido no mundo laboral e tem êxito na vida. Com um espontâneo sorriso nos lábios, revelou-nos que “muitos jovens com deficiência mental ligeira, não só conseguiram emprego como o mantêm, progridem nele e, mais bonito ainda, conseguiram constituir família e são excelentes pais e mães”. É então com um sentimento de festa e de júbilo que o pessoal docente do APPACDM vê um aluno alcançar os objectivos pretendidos, como se fosse algo de “nós” que se realiza com eles: “nós temos que ser os neurónios que lhes faltam, é para isso que existimos.” Quanto ao grau de probabilidade de êxito, este responsável é muito realista: “Será sempre uma utopia querermos que todas as pessoas com deficiência mental se integrem completamente na sociedade que as rodeia, sobretudo as pessoas com deficiência mental mais marcada”.
O objectivo estratégico da instituição está claramente definido: centrar o ensino e a formação na pessoa concreta, tendo presente os seus específicos limites e dificuldades, sabendo que cada caso é único e que não há receitas milagrosas a priori. É esta filosofia educacional que o leva a evitar generalizações abusivas: “Não sei bem o que é a normalidade, sei o que são comportamentos desviantes, mas a normalidade nunca a vi passear na rua, assim como nunca vi a deficiência, já vi passear na rua pessoas com deficiência e também já vi pessoas ditas normais”.
A discriminação dos deficientes mentais, coadjuvada pelo medo do desconhecido e pelo preconceito era um dos traços da sociedade portuguesa; e hoje, estaremos mais abertos e mais solidários? Na opinião deste responsável da APPACDM, este medo já não existe, ou melhor, “está a diluir-se ao longo do tempo”. Houve, de facto, uma evolução nas mentalidades; hoje em dia, as pessoas encaram a deficiência como um desafio “à construção de um mundo, feito não só à nossa semelhança, mas, que vá de encontro às necessidades das pessoas diminuídas motora e psiquicamente”. E vale a pena dar o melhor a estas “pessoas excelentes e que têm uma riqueza acrescida, dentro da sua dita pobreza”; elas indicam-nos o essencial da vida, deixando de lado todas as futilidades, ensinam-nos um novo significado da palavra felicidade - “Eles estão vacinados contra uma série de doenças graves da nossa sociedade: a inveja, a maledicência, a soberba, a avareza, a vingança, e a vontade de dominar e atropelar os outros”.
Unidos pela fragilidade humana da deficiência mental, cada uma destas pessoas constitui um caso diferente e especial, merecendo, por isso, todo o nosso apoio e dedicação. Nesta reflexão profundamente humanista, este nosso interlocutor deixa que seja a poesia a exemplificar, por fim, o seu profundo sentido de respeito pelo outro:
“Cada um deles é como se fosse uma flor plantada pelo criador. Nós temos a obrigação de estar atentos e detectar essa riqueza, procurando que ela desabroche"
Fonte: Diário do Minho
A APPACDM (Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão com Deficiência Mental) foi implantada nesta cidade de Braga, a três de Maio de 1974, quando o Sr. Comendador Félix Augusto Ribeiro, movido pela persistência amorosa de pai se reuniu com outros pais para fazer algo de positivo pelo futuro das crianças com deficiência mental, geralmente muito esquecidas pela sociedade. Apoiado também pela Dr.a Alice de Mello Tavares e pela Enfermeira D. Odette Dumont, surge oficialmente este projecto de solidariedade social, de utilidade pública, vocacionado especialmente para o atendimento, acompanhamento, e integração de indivíduos com doenças de foro psíquico, traumatológico e clínico. Esta instituição tem a capacidade de fornecer aos seus doentes um método de ensino-aprendizagem adequado ao grau de deficiência que apresentam; possui um plano de formação completo, procurando incrementar nos seus educandos as competências adequadas para o domínio de uma ocupação profissional.
Uma metodologia inovadora: a arte como terapia
Esta instituição educativa apresenta uma característica que mereceu a nossa atenção, e que, quanto a nós, distingue o seu projecto pedagógico e de formação: o relevo e a utilidade que nela tem a arte, a criação estética. A arte funciona aqui, efectivamente, como uma forma de terapia, ou seja, através da arte os doentes encontram uma forma de expressão dos seus sentimentos, da sua vida interior, de reconstrução da sua personalidade e de integração no mundo.
A expressão artística ajuda-os também – já a nível mental, intelectual e motor – a conseguirem uma maior concentração e coordenação de movimentos. É sabido que a arte pode, de facto, realizar diversas finalidades na existência humana; nesta instituição ela assume prioritariamente um papel que vai além da sua primeira função, ou seja, da função especificamente estética: a contemplação desinteressada da beleza, segundo a opinião de Kant.
A arte pode ser utilizada como instrumento pedagógico e didáctico, analisada como linguagem das emoções, capaz de intervir directamente no mundo dos nossos sentimentos, de transformar e purgar a nossa vida afectiva, numa valência catártica, que o grande Aristóteles já sublinhou há vinte e cinco séculos.
A arte liberta do isolamento através da transposição dos sentimentos para os objectos que os próprios educandos criam; tendo eles grandes dificuldades a nível da expressão oral, por intermédio da arte – desenho, pintura, construções – encontram uma forma privilegiada de comunicação, uma ponte de ligação entre o “mundo especial” deles e o nosso.
Através da arte, estes “pacientes” exprimem aquilo que pensam ou sentem: as angústias, os medos, os sofrimentos, as esperanças, as alegrias e, até mesmo, a visão pessoal que têm do mundo; daí a atenção que se presta à observação do jogo simbólico nos seus desenhos, pinturas livres, construções, etc.; estes, são instrumentos fundamentais para aquilatar o seu desenvolvimento e compreender o que se passa no seu íntimo.
Por intermédio da criação artística, os pacientes descobrem as suas potencialidades e reforçam a sua singularidade; encontram nela um espaço para combater os medos, adquirir a auto-estima e a confiança necessárias para enfrentar as relações sociais.
A arte é, hoje, considerada cada vez mais como um importante veículo na integração social, psicológica, afectiva e existencial de todos nós, e particularmente daquelas pessoas mais frágeis como as que esta instituição acolhe.São vários os benefícios que os profissionais reconhecem a esta forma de terapia através da arte: aumento da criatividade, da auto-estima, melhor integração consigo próprio e com a realidade exterior, desenvolvimento pessoal, sentido estético da realidade; em suma, ela é restituidora do equilíbrio emocional.
Por outro lado, hoje, como se sabe, vivemos numa sociedade altamente competitiva, que ameaça o equilíbrio das nossas relações interpessoais. Em consequência, as pessoas voltam-se para si mesmas criando uma cultura de indiferença, intolerância e de uma gravíssima falta de solida-riedade em relação aos outros.
Neste cenário, a mediação artística torna-se verdadeiramente imprescindível, já que a prática e o convívio com a arte nos permite estabelecer autênticas relações humanizadas com o mais profundo do outro, com o seu mundo afectivo e sentimental, a sua imaginação criativa; aproxima-nos das pessoas que vivem à nossa volta, educa-nos a apreciarmos e a respeitarmos o “diferente”, em vez de por ele nos sentirmos ameaçados.
Com a prática da arte, podemos redescobrir o belo nas nossas vidas, recuperarmos tanto a sensibilidade como a capacidade de sonhar, vislumbrar novas realidades, e inventar caminhos para a construção destes sonhos. Arriscaríamos mesmo dizer que, neste sentido, a arte realiza uma verdadeira terapia, não só de incidência individual mas também comunitária.
O trabalho que a Srª Profª Maria Emília Martins – especialista em Artes Plásticas – desenvolve nesta instituição, é o rosto visível desta inovadora metodologia. Esta profissional está a desenvolver dois tipos de actividades pedagógicas complementares: por um lado, presta apoio na parte gráfica dos trabalhos de arte, sobretudo a nível da ilustração; por outro, promove a integração sócio-educativa dos alunos: “Tento integrá-los no ensino corrente, paralelo.
Os trabalhos têm sido realizados à base de pinturas a lápis e aguadas”, diz esta professora, “mas também trabalhamos com barro e temos feito ambientes de histórias, cenários e criamos colagens de recortes”. A profª. Maria Emília vem de encontro à nossa ideia de valorização da arte e da expressão artística no trabalho de reconstrução e de integração da personalidade; considera muito importante a orientação dos pacientes na adequada utilização das cores, das formas e dos materiais. Projecta, num futuro próximo, promover uma exposição daqueles trabalhos, para que o público se apercebesse das singularidades que eles contêm, e de como as suas “diferenças” se reflectem num processo criativo cada vez mais completo; os seus autores, diz ela, “podem não apresentar grandes capacidades na aprendizagem, mas pelo menos podemos explorar o seu lado criativo, espontâneo, que é o que os artistas pretendem nas suas expressões”.
“Amar é reconhecer o outro como diferente e não como um prolongamento de nós próprios”(Marta Gautier, Tanto que eu não te disse)Foi com muita intensidade que vivemos a nossa visita à APPACDM. Neste contacto que tivemos com a instituição pudemos verificar o trabalho extraordinário que aqui se realiza, para que as pessoas portadoras de deficiência tenham fundadas perspectivas de futuro, individual e socialmente.
Nesta instituição existe uma autêntica comunidade, como se de uma grande família se tratasse, uma família preocupada, essencialmente, em proporcionar um ambiente de bem-estar aos seus membros mais carentes. A APPACDM cuida dos indivíduos com doenças de foro psíquico, de modo a promover a sua integração pessoal e o processo da sua socialização. É um trabalho dinâmico, interactivo e permanente. A instituição esforça-se por preparar os alunos com deficiência mental ligeira para viver no “mundo exterior”; já os que apresentam maior grau de deficiência, maior dificuldade em adaptar-se, podem continuar a exercer uma ocupação profissional no interior da instituição. Em qualquer caso, estes pacientes refazem aqui o seu grupo de amigos, o seu trabalho, e encontram uma pedagogia de acompanhamento que lhes oferece toda a paciência e dedicação de que necessitam. O grande móbil desta comunidade educativa consiste em fazer com que estes jovens e adultos se sintam cada vez mais úteis à sociedade, felizes com a gradual evolução que vão desenvolvendo ao longo do tempo.
Sentimos um grande contentamento interior pela existência, em Portugal, de instituições como esta: é um claro sinal de uma maior consciência da responsabilidade e dos deveres que a sociedade tem em oferecer melhores condições de formação e de vida, sobretudo às pessoas que mais necessitam.
E, na realidade, os alunos desta instituição merecem bem todo o carinho e atenção; descobrimos neles seres excepcionais, que nos oferecem muito mais do que aquilo que nos pedem; apesar das suas limitações, reconhecem bem o significado real da palavra família, amizade e dos gestos de amor; amam de maneira desinteressada, incondicional, o que nem sempre se passa connosco; experimentámos em nós que o amor que nos dedicam é totalmente altruísta, amam-nos sem esperar nada em troca.
Foi com comoção que terminámos, por agora, o contacto com esta instituição bracarense, mas também com um sentimento de alegria, por sentirmos que estas pessoas são felizes, e que a instituição se esforça por lhes oferecer uma adequada qualidade de vida.
Por último, queremos agradecer aos técnicos que trabalham nesta instituição pela simpatia que demonstraram em nos receber; e principalmente ao seu Director, Dr. José Manuel, que se revelou uma pessoa de grande carácter, de um profissionalismo forjado na dedicação e na sensibilidade aos problemas dos seus “Alunos”.
“Cada um deles é como se fosse uma flor plantada pelo criador" — diz-nos o director da APPACDM
José Manuel Mendes é actualmente o Director da APPACDM; graças à sua disponibilidade, pudemos visitar demoradamente as instalações desta instituição e apreciar o trabalho psico-pedagógico nela desenvolvido. Movidos pela curiosidade e pelo genuíno interesse que esta visita nos despertou, quisemos saber um pouco mais da vida, da orgânica, dos projectos, das finalidades, enfim, do sentido que anima o pessoal extraordinário que habita nesta casa; convidámos então para uma conversa informal o Dr. José Manuel, a que gentilmente acedeu, e da qual traçamos aqui uma síntese, sublinhando por nossa conta os aspectos mais significativos.
No que diz respeito aos objectivos que presidiram à fundação desta instituição, o Dr. José Manuel afirma que a APPACDM “nasceu para dar resposta a uma necessidade dos pais dos jovens com deficiência mental que na altura se debatiam com a dificuldade de não haver nada estruturado em termos educacionais e profissionais para os seus filhos. Nem sequer a cidadania lhes era reconhecida; só após o 25 de Abril é que isso aconteceu. Assim, a necessidade criou o órgão e aqui foi o caso”, o de criar uma instituição que respondesse às necessidades da população com carências do foro psíquico.
É certo que no distrito de Braga existem outras instituições que atendem às carências das pessoas com deficiências; porém, existe ainda um longo caminho a percorrer relativamente à deficiência mental profunda; a este nível é escassa a oferta de hipóteses de atendimento.Dado que a APPCDM alberga e presta assistência a um número significativo de pessoas, tem necessitado de ajuda financeira, não só da população bracarense, “eminentemente solidária e amiga”, como também dos organismos estatais. Em termos de projectos futuros, o Dr. José Manuel referiu, principalmente, a reestruturação das oficinas de trabalho protegido, nas quais é urgente fazer obras de conservação e ampliação, sobretudo no sector das artes gráficas, pois “todas as mais valias que possamos gerar são importantes para ajudar todos os outros centros de bem-estar e de actividades ocupacionais”.
Nesta instituição, que é fundamentalmente uma associação de Pais e Amigos, são aceites pessoas de todas as idades. Funcionam aqui duas valências: o CAO, onde estão inseridas pessoas com a escolaridade básica e, que por ausência de qualificações e possibilidades para uma in-tegração no mercado laboral, ficaram integrados nesta valência; e o centro sócio-educativo, cuja idade escolar ideal é a de 8/10 anos. Os alunos permanecem na APPACDM enquanto não reunirem condições para serem integrados no mercado de trabalho, evidentemente que estes ficam na instituição; aqui encontram um espaço para poderem desenvolver uma ocupação, um autêntico trabalho, criando “algo que sai das mãos deles, algo que eles realizam ou que ajudam a realizar. Há uma actividade estruturada que lhes permite uma ocupação para que se sintam felizes e úteis à sociedade”.
Tendo nós constatado a proximidade e o afecto entre Director e alunos, questionámo-lo sobre o que sente sempre que um aluno da instituição é bem sucedido e acolhido no mundo laboral e tem êxito na vida. Com um espontâneo sorriso nos lábios, revelou-nos que “muitos jovens com deficiência mental ligeira, não só conseguiram emprego como o mantêm, progridem nele e, mais bonito ainda, conseguiram constituir família e são excelentes pais e mães”. É então com um sentimento de festa e de júbilo que o pessoal docente do APPACDM vê um aluno alcançar os objectivos pretendidos, como se fosse algo de “nós” que se realiza com eles: “nós temos que ser os neurónios que lhes faltam, é para isso que existimos.” Quanto ao grau de probabilidade de êxito, este responsável é muito realista: “Será sempre uma utopia querermos que todas as pessoas com deficiência mental se integrem completamente na sociedade que as rodeia, sobretudo as pessoas com deficiência mental mais marcada”.
O objectivo estratégico da instituição está claramente definido: centrar o ensino e a formação na pessoa concreta, tendo presente os seus específicos limites e dificuldades, sabendo que cada caso é único e que não há receitas milagrosas a priori. É esta filosofia educacional que o leva a evitar generalizações abusivas: “Não sei bem o que é a normalidade, sei o que são comportamentos desviantes, mas a normalidade nunca a vi passear na rua, assim como nunca vi a deficiência, já vi passear na rua pessoas com deficiência e também já vi pessoas ditas normais”.
A discriminação dos deficientes mentais, coadjuvada pelo medo do desconhecido e pelo preconceito era um dos traços da sociedade portuguesa; e hoje, estaremos mais abertos e mais solidários? Na opinião deste responsável da APPACDM, este medo já não existe, ou melhor, “está a diluir-se ao longo do tempo”. Houve, de facto, uma evolução nas mentalidades; hoje em dia, as pessoas encaram a deficiência como um desafio “à construção de um mundo, feito não só à nossa semelhança, mas, que vá de encontro às necessidades das pessoas diminuídas motora e psiquicamente”. E vale a pena dar o melhor a estas “pessoas excelentes e que têm uma riqueza acrescida, dentro da sua dita pobreza”; elas indicam-nos o essencial da vida, deixando de lado todas as futilidades, ensinam-nos um novo significado da palavra felicidade - “Eles estão vacinados contra uma série de doenças graves da nossa sociedade: a inveja, a maledicência, a soberba, a avareza, a vingança, e a vontade de dominar e atropelar os outros”.
Unidos pela fragilidade humana da deficiência mental, cada uma destas pessoas constitui um caso diferente e especial, merecendo, por isso, todo o nosso apoio e dedicação. Nesta reflexão profundamente humanista, este nosso interlocutor deixa que seja a poesia a exemplificar, por fim, o seu profundo sentido de respeito pelo outro:
“Cada um deles é como se fosse uma flor plantada pelo criador. Nós temos a obrigação de estar atentos e detectar essa riqueza, procurando que ela desabroche"
Fonte: Diário do Minho
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Arte ao serviço do indivíduo em sofrimento
O carácter universal da arte permite a sua aplicação como terapia, tanto no tratamento de pacientes adultos como infantis, portadores de diversos graus de deficiência e com vários objectivos.
A arte serve no processo da integração psicomotora, que é encarada como um pilar essencial da aprendizagem não verbal da criança. Um dos objectivos da arte-terapia é, por consequência, a estimulação multisensorial como instrumento de desenvolvimento das capacidades que facilitam a reabilitação e a educação.
Por outro lado, quando as emoções e os pensamentos não encontram acolhimento social, voltam-se para dentro num turbilhão de energia. Através da linguagem artística abre-se uma possibilidade da pessoa organizar o seu caos interior, passando das imagens internas à experimentação da realidade.
O atendimento de crianças com autismo, por exemplo, ocorre a partir da construção de uma relação primordial com o terapeuta. É importante que a criança possa fazer-se ouvir, fazer-se ver, para que, então, possam ser realizadas as construções que deveriam ter acontecido nos primeiros anos de vida (Sielski & Cardoso, 2004).
De acordo com a Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10 (Organização Mundial de Saúde [OMS], 1993), o autismo é classificado na categoria dos transtornos invasivos do desenvolvimento. O autismo infantil manifesta-se antes da idade de três anos. Caracteriza-se por anormalidades qualitativas nas três áreas seguintes: interacção social, comunicação e comportamento, que é restrito e repetitivo (OMS, 1993).
A teoria Winnicottiana apresenta a problemática do autismo como imaturidade emocional. De alguma forma, o amadurecimento da criança foi interrompido pela inadequação ou insuficiência do ambiente perante suas necessidades.
Essa compreensão pode evitar que o autismo seja tomado como uma doença nos termos da psiquiatria, como uma entidade nosológica na qual, muitas vezes, retira-se a importância da relação ambiente-indivíduo na constituição do problema.
Assim, durante a parte inicial e a maior parte do processo psicoterápico, procura-se facilitar o desenvolvimento da parte não autista.
As crianças com autismo costumam ter problemas no desenvolvimento corporal, resultantes de ansiedades primitivas. Vimos préviamente que, durante as sessões de equoterapia são estabelecidas estratégias para o manejo do corpo. Durante a fase seguinte de arte-terapia serão exploradas, graças ao trabalho, a interacção com a matéria - as emoções vividas de maneira que sejam incorporadas - o que constitui em arte-terapia a base de um processo que vai da emergência da discriminação eu/não-eu à construção da identidade.
As vivências da primeira etapa terão deixado vestígios de uma nova dinâmica no corpo do paciente. Ou seja, uma nova relação ao mundo e é importante que esta memória tome corpo e seja simbolizada. A simbolização é o acto fundamental que põe-nos como actor na nossa relação para com o mundo que nos rodeia (seja ele verbal ou não ). Desta interacção com o exterior, o paciente inicia com o arte-terapeuta um tipo de vínculo no qual reconheçe o outro como alguém diferente dele, fundamental para o crescimento mental.
Enfim, o objectivo de trabalho reúne-se sob a dinâmica de um processo que desejamos criar em favor da emergência do indivíduo : a INDIVIDUAÇÃO.
Podemos então concluir que a Arte-Terapia é fundamental para a evolução positiva e concreta dos deficientes, principalmente se eles são atendidos em sessões individuais que toma em conta as problemáticas e as particularidades individuais de cada ser.
Conclusão
Arte ao serviço do indivíduo em sofrimento. A avaliação e o tratamento de patologias feitas suficientemente cedo permitirá evitar situações dramáticas no futuro ( ex. dependências, internamento etc...).
Fonte: © Associação Cavalo.com Arte
A arte serve no processo da integração psicomotora, que é encarada como um pilar essencial da aprendizagem não verbal da criança. Um dos objectivos da arte-terapia é, por consequência, a estimulação multisensorial como instrumento de desenvolvimento das capacidades que facilitam a reabilitação e a educação.
Por outro lado, quando as emoções e os pensamentos não encontram acolhimento social, voltam-se para dentro num turbilhão de energia. Através da linguagem artística abre-se uma possibilidade da pessoa organizar o seu caos interior, passando das imagens internas à experimentação da realidade.
O atendimento de crianças com autismo, por exemplo, ocorre a partir da construção de uma relação primordial com o terapeuta. É importante que a criança possa fazer-se ouvir, fazer-se ver, para que, então, possam ser realizadas as construções que deveriam ter acontecido nos primeiros anos de vida (Sielski & Cardoso, 2004).
De acordo com a Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10 (Organização Mundial de Saúde [OMS], 1993), o autismo é classificado na categoria dos transtornos invasivos do desenvolvimento. O autismo infantil manifesta-se antes da idade de três anos. Caracteriza-se por anormalidades qualitativas nas três áreas seguintes: interacção social, comunicação e comportamento, que é restrito e repetitivo (OMS, 1993).
A teoria Winnicottiana apresenta a problemática do autismo como imaturidade emocional. De alguma forma, o amadurecimento da criança foi interrompido pela inadequação ou insuficiência do ambiente perante suas necessidades.
Essa compreensão pode evitar que o autismo seja tomado como uma doença nos termos da psiquiatria, como uma entidade nosológica na qual, muitas vezes, retira-se a importância da relação ambiente-indivíduo na constituição do problema.
Assim, durante a parte inicial e a maior parte do processo psicoterápico, procura-se facilitar o desenvolvimento da parte não autista.
As crianças com autismo costumam ter problemas no desenvolvimento corporal, resultantes de ansiedades primitivas. Vimos préviamente que, durante as sessões de equoterapia são estabelecidas estratégias para o manejo do corpo. Durante a fase seguinte de arte-terapia serão exploradas, graças ao trabalho, a interacção com a matéria - as emoções vividas de maneira que sejam incorporadas - o que constitui em arte-terapia a base de um processo que vai da emergência da discriminação eu/não-eu à construção da identidade.
As vivências da primeira etapa terão deixado vestígios de uma nova dinâmica no corpo do paciente. Ou seja, uma nova relação ao mundo e é importante que esta memória tome corpo e seja simbolizada. A simbolização é o acto fundamental que põe-nos como actor na nossa relação para com o mundo que nos rodeia (seja ele verbal ou não ). Desta interacção com o exterior, o paciente inicia com o arte-terapeuta um tipo de vínculo no qual reconheçe o outro como alguém diferente dele, fundamental para o crescimento mental.
Enfim, o objectivo de trabalho reúne-se sob a dinâmica de um processo que desejamos criar em favor da emergência do indivíduo : a INDIVIDUAÇÃO.
Podemos então concluir que a Arte-Terapia é fundamental para a evolução positiva e concreta dos deficientes, principalmente se eles são atendidos em sessões individuais que toma em conta as problemáticas e as particularidades individuais de cada ser.
Conclusão
Arte ao serviço do indivíduo em sofrimento. A avaliação e o tratamento de patologias feitas suficientemente cedo permitirá evitar situações dramáticas no futuro ( ex. dependências, internamento etc...).
Fonte: © Associação Cavalo.com Arte
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O poder e a magia da Palavra...
Inventadas pelas Fadas, as Frases Mágicas passam de boca em boca, voam nas asas das borboletas, e deixam-se ir na brisa da Primavera. Todos nos já as ouvimos e já sentimos os seus poderes quase imediatos, todos nós já as dissemos com ou sem intenção de encantar. São palavras cheias de luz e de pózinhos de perlimpimpim, e quem mais as dá, mais as recebe e mais tem para dar, é um ciclo que faz crescer mais flores no nosso jardim, ao mesmo tempo que semeamos outras flores nós jardins alheios, são puras e simples, fáceis e curtas, são frases que nasceram nas asas dos anjos e que fazem parte do vocabulário de cada um. Se olharmos com atenção, há Frases Mágicas perdidas por toda a parte, no vento, na chuva, no Sol, nas estrelas, na boca e nas mãos de toda a gente e a quantidade de magia que contém não é sempre a mesma, depende da circunstância em que as pomos em prática, a verdade é que muitas vezes, somos polvilhados pela sua magia, mas não sentimos os seus perlimpimpins, estamos demasiado embrulhados em desencantos, não acreditamos em nós, nem nos outros, a sensibilidade aos seus poderes, perde-se e dissolve-se, nas dúvidas e tristezas do nosso quotidiano, por vezes, cinzento. Frases Mágicas, são aquelas pequenas frases que podem transformar um dia cinzento em algo colorido, são feitas de palavras de Alento, de Amor, de Ternura, de Carinho e de Esperança, e pronunciá-las ou ouvi-las no momento certo, pode fazer toda a diferença. Não nos contenhamos então, quando se trata de exprimir os nossos sentimentos e as nossas emoções, não nos cansemos, de chamar a nós e aos outros, a magia da vida e o encanto que lhe podemos dar.. ...mimos, frases singelas, a distância paradoxal da vontade de cada um. A Magia, não existe só nos livros, nem na nossa imaginação, a Magia pode acontecer a qualquer momento e em qualquer local, basta querer, acreditar e fazê-la!!
Fonte: autor desconhecido
Fonte: autor desconhecido
A Cura pela Poesia...
Refugia-te na palavra clarificadora (...) enxuga tuas lágrimas com as suas lições. Dos seus textos extrai o licor da vitalidade e tece com as mãos da esperança a grinaldade paz para o coração lanhado e sofrido (...) (Espírito) Joanna de Ângelis
Nas asas do amor - Diário de reflexão e poesia, é um livro de auto-ajuda, com uma perspectiva holístsica do ser humano (o ser humano como um todo, Mente-Corpo-Espírito), onde se propõe um desenvolvimento pessoal através da poesia, sendo que esse tipo de arte-literária constitui um verdadeiro instrumento terapeutico: poemas, reflexões, citações e ilustrações que abrem caminho para uma viagem interior, levando-nos a estabelecer um diálogo com o nosso Eu, o nosso "Self".
Este foi o início de um projecto que pretendo concretizar...
Quem abraçar e empreender
esta maravilhosa viagem interior,
libertará o seu Eu bloqueado,
dando lugar a um Eu verdadeiro,
um Eu divino que todos temos e somos,
mas que por vezes escondido está,
latente em nosso espírito,
como que uma luz apagada
à espera de ser iluminada...
Como que um tesouro escondido
à espera de ser desvendado...
Mergulha nessa luz resplandescente,
num pedaço de tempo
de cada dia da tua vida
e concluirás que é uma viagem sem fim,
pois demorarás uma eternidade
a te conhecer e a te aperfeiçoar...
Solta as amarras das tuas asas
e deixa-te voar
rumo a esse tesouro
que és tu próprio...
Encontra-te...
Conhece-te...
Liberta-te...
Por fim, Voa!
Entra e medita...
Deixa-te voar Nas Asas do Amor!
Nas asas do amor - Diário de reflexão e poesia, é um livro de auto-ajuda, com uma perspectiva holístsica do ser humano (o ser humano como um todo, Mente-Corpo-Espírito), onde se propõe um desenvolvimento pessoal através da poesia, sendo que esse tipo de arte-literária constitui um verdadeiro instrumento terapeutico: poemas, reflexões, citações e ilustrações que abrem caminho para uma viagem interior, levando-nos a estabelecer um diálogo com o nosso Eu, o nosso "Self".
Este foi o início de um projecto que pretendo concretizar...
Quem abraçar e empreender
esta maravilhosa viagem interior,
libertará o seu Eu bloqueado,
dando lugar a um Eu verdadeiro,
um Eu divino que todos temos e somos,
mas que por vezes escondido está,
latente em nosso espírito,
como que uma luz apagada
à espera de ser iluminada...
Como que um tesouro escondido
à espera de ser desvendado...
Mergulha nessa luz resplandescente,
num pedaço de tempo
de cada dia da tua vida
e concluirás que é uma viagem sem fim,
pois demorarás uma eternidade
a te conhecer e a te aperfeiçoar...
Solta as amarras das tuas asas
e deixa-te voar
rumo a esse tesouro
que és tu próprio...
Encontra-te...
Conhece-te...
Liberta-te...
Por fim, Voa!
Entra e medita...
Deixa-te voar Nas Asas do Amor!
(...) Um Poema é uma Janela, a Poesia é a Porta!
@Yasmin dos Anjos
Em que consiste a Terapia Artística ou Arteterapia?
Toda criança desenha, constrói, experimenta e transforma o uso dos objetos com uma liberdade e uma criatividade notável. Criar é a primeira linguagem do homem que lhe permite assimilar as experiências vividas e traduzi-las. É um dom inato cuja espontaneidade se perde em geral com a socialização.
Ao longo da Antigüidade, as artes surgiram como formas de cada sociedade expressar criativamente a sua percepção do mundo. Para manter a coesão do grupo, seus ritos e mitos eram constantemente representados de múltiplos modos, assim como transformados segundo a evolução da época. Para os gregos, as artes como música, poesia, teatro, escultura eram tidas como curativas, verdadeiros remédios para a alma tanto do artista quanto do espectador.
A Arteterapia resgata essa tradição milenar e compreende as atividades criativas da arte como elementos terapêuticos de grande poder transformador.
Ela pode se ancorar sobre modelos teóricos distintos (gestalt, transpessoal, antroposofia, ludoterapia, psicanálise) mas encontra sua fundamentação mais abrangente na psicologia junguiana. Esta considera a atividade simbólica da alma – praticada diariamente nos sonhos - como necessária e singular à cada homem para estruturar a progressão de um mundo interno mais saudável. Por amplos estudos, Jung revela a universalidade de muitos símbolos e como temas matriciais regem os processos de criação, pedindo uma constante redefinição por parte do indivíduo que cria.
A Arteterapia oferece os recursos expressivos do desenho, pintura, modelagem, colagem, tecelagem, construção, criação de personagens, etc. para auxiliar a pessoa a contactar o seu universo profundo e dar-lhe forma simbólica palpável. Ao trabalhar a forma plástica externa, vão se elaborando e polindo as formas internas, num diálogo pessoal que leva aos poucos à uma ampliação de consciência e mudança de atitudes.
Cada um tem um processo de criação particular e as diferenças são sempre respeitadas. O objetivo não é a estética das produções, mas a recuperação da possibilidade de cada um criar livremente para, através dos símbolos que vão surgindo pouco a pouco, mapear suas limitações e ativar seus núcleos sadios, fortalecendo assim o seu processo de individuação ou seja, a apropriação de si-mesmo.
A Arteterapia tem surgido como uma solução produtiva para a promoção, preservação e recuperação da saúde e do equilíbrio interno. Ao integrar três áreas de conhecimento – Arte, Saúde e Educação – ela possibilita uma ampla transformação dos indivíduos e assim, se inscreve no elenco de processos possíveis que abordam o ser de forma holística, tendência cada vez mais forte na consciência coletiva do terceiro milênio.
Annie Rottenstein
Ao longo da Antigüidade, as artes surgiram como formas de cada sociedade expressar criativamente a sua percepção do mundo. Para manter a coesão do grupo, seus ritos e mitos eram constantemente representados de múltiplos modos, assim como transformados segundo a evolução da época. Para os gregos, as artes como música, poesia, teatro, escultura eram tidas como curativas, verdadeiros remédios para a alma tanto do artista quanto do espectador.
A Arteterapia resgata essa tradição milenar e compreende as atividades criativas da arte como elementos terapêuticos de grande poder transformador.
Ela pode se ancorar sobre modelos teóricos distintos (gestalt, transpessoal, antroposofia, ludoterapia, psicanálise) mas encontra sua fundamentação mais abrangente na psicologia junguiana. Esta considera a atividade simbólica da alma – praticada diariamente nos sonhos - como necessária e singular à cada homem para estruturar a progressão de um mundo interno mais saudável. Por amplos estudos, Jung revela a universalidade de muitos símbolos e como temas matriciais regem os processos de criação, pedindo uma constante redefinição por parte do indivíduo que cria.
A Arteterapia oferece os recursos expressivos do desenho, pintura, modelagem, colagem, tecelagem, construção, criação de personagens, etc. para auxiliar a pessoa a contactar o seu universo profundo e dar-lhe forma simbólica palpável. Ao trabalhar a forma plástica externa, vão se elaborando e polindo as formas internas, num diálogo pessoal que leva aos poucos à uma ampliação de consciência e mudança de atitudes.
Cada um tem um processo de criação particular e as diferenças são sempre respeitadas. O objetivo não é a estética das produções, mas a recuperação da possibilidade de cada um criar livremente para, através dos símbolos que vão surgindo pouco a pouco, mapear suas limitações e ativar seus núcleos sadios, fortalecendo assim o seu processo de individuação ou seja, a apropriação de si-mesmo.
A Arteterapia tem surgido como uma solução produtiva para a promoção, preservação e recuperação da saúde e do equilíbrio interno. Ao integrar três áreas de conhecimento – Arte, Saúde e Educação – ela possibilita uma ampla transformação dos indivíduos e assim, se inscreve no elenco de processos possíveis que abordam o ser de forma holística, tendência cada vez mais forte na consciência coletiva do terceiro milênio.
Annie Rottenstein
Etiquetas:
Conceito Terapia Artística / Arteterapia
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